30 LIVROS EM 1 ANO – QUEM É VOCÊ, ALASCA? (JOHN GREEN) – LIVRO 10

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Vou para procurar um grande “talvez” (em tradução livre).

Primeira vez que ouvi falar de John Green, autor do livro Looking for Alaska (no original), foi no canal do Adam, um garoto lindo divertido que falava sobre assuntos que me interessavam pra cacete no You Tube. Nem sei se o canal dele ainda existe, mas sempre terei ele a agradecer por me apresentar ao John Green, um dos escritores mais fofos da humanidade – e que mais me identifico. Adam falava exatamente do livro Looking for Alaska, e insistia que era um dos melhores livros que já havia lido, e me apresentou ao lema dos nerdfighters (como os fãs de John e Hank Green são chamados): Don’t forget to be awesome (não se esqueça de ser espetacular, numa tradução livre da minha parte). Esse lema nunca saiu da minha cabeça, o que significa que eu sempre tive vontade de ler John Green. Mas, na época, não tínhamos os livros dele por aqui. Eu sei, eu procurei. A lot! Até que, anos depois, consegui com uma amiga a versão original de Paper Towns. Me apaixonei e entendi totalmente o que Mister Adam estava falando. Depois li A culpa é das estrelas, que também adorei (não tanto quanto Paper Towns). E então, finalmente, consegui um exemplar de Quem é você, Alasca?

A versão da capa que eu li.
A versão da capa que eu li.

Acho que estava esperando muito do livro, porque da primeira vez que comecei a ler, não gostei. Não que eu tenha achado ruim, mas não me instigou. Mas o que fiz eu? Deixei de lado por um tempo e esperei. Esperei o momento certo. Porque, com livros, muitas vezes acontece isso: às vezes, você não está no momento certo para lê-lo. Então aguardei. E passado um ano (ou mais, ou menos), senti que era hora de voltar a ele. Não voltei a lê-lo do início, afinal, eu já tinha começado e ainda me lembrava quase tudo que tinha lido. Mas, ainda assim, li rápido, para os meus parâmetros (não sou uma pessoa que consegue ler livros muito rápido porque perco o foco e minha atenção desvia loucamente, não consigo ficar parada por muito tempo). E sabe o que isso quer dizer? Que eu gostei do livro! Viu como tudo tem a ver com o seu momento?

Diversas capas que o livro já teve lá fora.
Diversas capas que o livro já teve lá fora. A segunda é meio brega, né?

Enquanto eu lia o livro, eu pensava: com certeza esse livro também vai virar filme (visto que outros dois livros de John Green, exatamente os outros dois que li, já viraram). E bingo! O filme de Quem é você, Alasca? está em fase de pré-produção. *aguardando ansiosamente para saber o elenco do filme* E por que todos os livros do John Green estão virando filmes?, você me pergunta. Porque os personagens dele são altamente identificáveis e interessantes. E não, não são somente para adolescentes, como muita gente pode pensar. Qualquer um, de qualquer idade, consegue se identificar com os dilemas de Miles e Alasca, Hazel e Augustus (A culpa é das estrelas), Margo e Quentin (Paper Towns). Até porque eles são adolescentes muito maduros, com questões que vão muito além das comuns de sua idade (e eu me identifico taaaaaaaaaaaaaaaanto, porque era super assim na época! fui desamadurecendo com o tempo. hahahahahahaha). Miles, por exemplo, o protagonista de Quem é você, Alasca?, coleciona últimas palavras de pessoas famosas. Como assim, Livia? Explico: ele tem uma paixão inexplicável por últimas palavras de pessoas, e sabe todas elas de cor. Me diz se isso não é uma característica incrível pra um personagem ter? E não sei como John Green consegue fazer todos os personagens terem algo interessante, diferente. Eu, como escritora, sei como é difícil encontrar em equilíbrio entre todos os personagens em relação a serem interessantes. Mas todos eles são, principalmente em Quem é você, Alasca? O amigo dele então, que divide o quarto com ele, é fantástico!

Quote de um dos amigos de Miles que já não me lembro mais de quem é. Minha memória é péssima, gente desculpa eu!
Quote de um dos amigos de Miles que já não me lembro mais de quem é. Minha memória é péssima, gente desculpa eu! (“Por que você está usando um gorro de raposa?” “Porque ninguém consegue pegar uma motherfucking raposa”)

Como visto na imagem acima, além do protagonista do livro ser fascinado por últimas palavras, o livro também é cheio de quotes sensacionais. Mas todos os livros do John Green são, isso não é novidade, né?

Algumas frases tiradas do livro.
Algumas frases tiradas do livro.

Enfim, falei, falei, e não disse ainda a sinopse do livro (sabia que, na Inglaterra, eles chamam sinopse de livro de “blurb”? adorei essa palavra!). Então lá vai a blurb, tirada do Skoob: Miles Halter é um adolescente fissurado por célebres últimas palavras que, cansado de sua vidinha pacata e sem graça em casa, vai estudar num colégio interno à procura daquilo que o poeta François Rabelais, quando estava à beira da morte, chamou de o “Grande Talvez”. Muita coisa o aguarda em Culver Creek, inclusive Alasca Young, uma garota inteligente, espirituosa, problemática e extremamente sensual, que o levará para o seu labirinto e o catapultará em direção ao “Grande Talvez”.

E Alasca e Miles o farão pensar em diversas coisas sobre a vida, você vai se ver filosofando mesmo e pensando no que realmente importa pra você. É fantástico, leia! E leia também Paper Towns (Cidades de papel) que, pra mim, é o melhor livro de John Green. Falando em Paper Towns, o John Green esteve recentemente no Brasil pra divulgar o filme do livro, que estreou dia 09 de julho por aqui (e eu tô louca pra ver!). E a Iris Figueiredo, que também é escritora e tem um blog literário, fez uma entrevista gracinha com ele, umas das melhores perguntas que já vi perguntarem pra um autor: claro que faz toda a diferença quando a entrevistadora conhece realmente o trabalho do entrevistado – e é fã dele. Olha que lindo que o John é!

Mas agora me digam, vocês já leram algo do John Green? Ou já viram os filmes? Ou foram sortudos de encontrá-lo quando ele estava no Brasil? Me contem suas experiências, vou adorar ler! Escreve pra mim nos comentários! E até depois!

Beijocas!

Pra pensar. Eu falei que o livro faria você filosofar!
Pra pensar. Eu falei que o livro faria você filosofar!

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30 Livros em 1 Ano – Se só me restasse uma hora de vida (Roger-Pol Droit) – Livro 9

Hey people!

Sabe quanto tempo faz que escrevi sobre um livro por aqui? Eu também não, mas faz muito tempo! Muito! Por isso tô aqui pra falar do nono livro que eu li, que foi um pequeno soquinho no estômago porque te faz pensar bastante, a lot, very very much. Durante e depois. Pero é muito bom livros que te fazem pensar, não é? Sobre a vida, sobre o universo, sobre tudo!

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Se só me restasse uma hora de vida é é escrito pelo filósofo francês Roger-Pol Droit e nele o autor discorre sobre várias possibilidades de o que faria se só restasse a ele uma hora de vida. Porém, é mais do que isso, porque ele acaba discorrendo sobre vários aspectos da vida, que nos servem mesmo quando não estamos a um passo da morte. São vários assuntos interessantes para pensarmos durante nossa vida, e na verdade é melhor pensarmos sobre esses assuntos ao longo da vida mesmo, para, no leito de morte, não termos arrependimentos.

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Eu realmente acho que não tem muito que posso falar sobre o livro porque um livro cheio de pensamentos, filosofias e maneiras de ver a vida não foi feito para e ficar aqui falando sozinha, e sim para ser discutidos com pessoas. Por isso peço para que todos leiam, para que eu não fique maluca sozinha aqui falando sobre ele, e sim para que possamos conversar e opinar sobre os aspectos que constituem uma vida plena, e o que cada um acha disso. E é por isso que deixarei mais fotos com fragmentos do livro aqui do que palavras minhas, porque são as frases do livro que realmente importam. E não sei vocês, mas eu adoro algo que nos faz parar e pensar.

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Tem mais algo muito legal nesse livro: sua estética. Como dá pra ver pelas fotos, ele não é escrito de maneira normal, suas frases não começam em letra maiúscula, não há ponto final no término de cada frase (e, ainda assim, entende-se sem dificuldade onde termina e onde começa uma ideia).  Essa maneira de se expôr as palavras no papel parece muito com o fluxo de pensamento, como se o autor estivesse pensando tudo isso nessa hora que tem antes de morrer, e isso, para mim, é muito interessante. Gosto quando os autores brincam com a formalidade do texto, com seu padrão, e quando fogem do que tem que ser, mas com um motivo. Quando fazem por fazer, só para mostrar que são diferentes, aí não tem graça e fica até ridículo. Mas aqui tem significado, aqui você entende a rapidez do pensamento de uma pessoa que está prestes a morrer, então não tem tempo de ficar escrevendo direitinho ou bonitinho, ele só quer dizer o que acha, só quer dar sua opinião, não importa como. E o pensamento flui assim, não é mesmo, solto, sem ponto final ou letra maiúscula.

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Mais outra coisa que achei legal nesse livro: o fato de Roger-Pol (olha minha intimidade!), apesar de filósofo, contradizer e duvidar de filósofos. Quer mais filósofo que isso? Porque, segundo o dicionário, o filósofo é aquele “que ou quem investiga os princípios, fundamentos ou essências da realidade circundante, seja numa perspectiva imanente, seja propugnando causas e explicações transcendentes, transcendentais ou metafísicas.” E quer maior investigação do que a não aceitação simples e clara do que a própria classe diz? Não não não, você tem que pensar por si próprio, investigar a fundo o que aquele pensamento quer dizer para, só então, aceitar ou não aquilo. E não é sempre que ele aceta. Ou seja, fantástico. Filósofo. Ou não-filósofo, já que ele contaria filósofos. Too much? (desculpem, a minha natureza é essa, de pensar sem parar e ir contra os pensamentos ditos padrões e comuns e normais)

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Anyway, já falei demais sobre esse livro que já havia mencionado ser impossível falar sobre porque é preciso lê-lo. Então tá esperando o que? E depois não esquece de vir aqui me falar o que achou pra gente poder discutir sobre esses assuntos da vida, universo e tudo mais (não em canso de fazer essa referência, apesar de nunca ter lido O Guia do Mochileiro das Galáxias). Ah! O livro foi lançado por aqui pela Bertrand (selo da Record) e custa uma média de R$17.

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