30 LIVROS EM 1 ANO – LUGAR NENHUM (NEIL GAIMAN) – LIVRO 17

Eu sempre ouvia várias pessoas falarem de Neil Gaiman. Marido falava de seus quadrinhos. Amigos falavam de seus livros. A crítica sempre falava positivamente dele. Então quando tive oportunidade de ler algo dele, não hesitei. E a oportunidade veio como um livro que meu pai pegou emprestado de um primo meu e eu roubei peguei emprestado também num dia que tava visitando a casa dos meus pais. O livro era Lugar nenhum, segundo livro do autor (em alguns lugares diz que é o primeiro, mas ele lançou uma comédia anteriormente). E eu levei pra minha casa como se não houvesse amanhã. Mas amanhã, um amanhã cheio de personagens fantásticos que imploravam pra ser lidos. Sério, eu não conseguia largar o livro e queria ler a cada segundo do meu dia.

Neil Gaiman, o criador do mundo maravilhoso de Lugar Nenhum.
Neil Gaiman, o criador do mundo maravilhoso de Lugar Nenhum.

Vamos começar falando que Neil é inglês, o que já é meio caminho andado para uma literatura de qualidade (convenhamos, tudo cultural que vem da Inglaterra é muito bom). E de fato, é. Todas essas pessoas falando bem dele não poderiam estar mentindo, né? (tudo bem que todo mudo fala bem de Chico Buarque e eu não gosto dele, mas enfim…) Mas admito que o livro é totalmente diferente do que eu esperava. Pode ter sido falta de pesquisa minha, mas a história tem um quê (um muito, na verdade) de fantasia que eu não esperava que tivesse. Personagens que não existem no “mundo real”, animais que falam (fiquei muito feliz de os ratos serem muito importantes na história, ando com uma paixão louca por eles desde que adotei um), um outro mundo que co-existe com o nosso e que seria o máximo se realmente existisse (não tanto para eles, já que são ignorados). Tá difícil de entender do que tô falando? Deixo para vocês, então, um pequena sinopse para se situarem.

The Blurb: Richard Mayhew, um jovem escocês, vive uma vida normal em Londres. Tem um bom emprego e vai se casar com a mulher ideal. Uma noite, porém, ele encontra na rua uma misteriosa garota ferida e decide socorrê-la. Depois disso, parecer ter se tornado invisível para todas as outras pessoas. As poucas que notam sua presença não conseguem lembrar exatamente quem ele é. Sem emprego, noiva ou apartamento, é como se Richard não existisse mais. Pelo menos não nessa Londres. Sim, porque existe uma outra, a Londres de Baixo. Constituída de uma espécie de labirinto subterrâneo, entre canais de esgoto e estações de metrô abandonadas, essa outra Londres é povoada por monstros, monges, assassinos, nobres, párias e decaídos – e é para lá que Richard vai. (fonte: Skoob)

Neil Gaiman e uma xícara de café (cappuccino, actually).
Neil Gaiman e uma xícara de café (cappuccino, actually).

Eu não tenho o hábito de ler histórias fantásticas, os livros que escolho pra ler são, geralmente, uma réplica da realidade, livros que discutem relações humanas e tal. Mas esse livro não deixa de discutir isso também e, parando pra pensar, talvez a crítica fique até mais clara do que em um livro cheio de realidade. Porque quando se fala de uma sociedade subterrânea que ninguém vê, a crítica social está escancarada nas páginas, não há nem entrelinhas para se entender, está muito claro.

Além dessa crítica da sociedade evidente no livro, a história em si também é muito interessante. Tanto que, como eu disse, é impossível você não querer devorar cada linha imediatamente em seguida da que você leu a anterior. Não dá vontade de parar nunca e você até fica triste de ter que dar uma pausa pra dormir (porque comer e tomar banho você pode fazer lendo. e sair de casa pra que, né?). E olha que eu demorei um pouco pra me acostumar com essa coisa toda de história fantástica, imagina se já estivesse acostumada (o que agora já estou). E além disso tudo que já falei, a história tem uma tensão que te deixa na beira da cadeira em vários momentos. Você quer ler pra saber o que vai acontecer porque você fica nervoso pra saber qual vai ser a próxima reviravolta e descoberta do pobre coitado do Richard, que se vê, do nada, nessa Londres que ele nunca tinha ouvido falar e que tem que lutar (às vezes, literalmente) pra entender como se vive ali. É muito espetacular!

Imagens da primeira versão da minissérie Neverwhere.
Imagens da primeira versão da minissérie Neverwhere.

Neverwhere (no original) começou como uma minissérie do canal britânico BBC, que foi televisionado em 1996 (e contava com o mais recente Doctor, Peter Capaldi, no elenco), e somente depois foi transformado em livro. Porém, agora houve uma regravação com seis episódios que será passado por lá no Natal, com atores como (nada mais, nada menos) Benedict Cumberbatch, Natalie Dormer (a Margaery Tyrell de Game of thrones) e o maravilhoso gato divino ótimo ator James McAvoy. Quero muuuuuito assistir! As duas versões, na realidade. E quero ler mais e mais livros de Neil Gaiman!

Elenco da versão que irá ao ar esse ano na Inglaterra.
Elenco da versão que irá ao ar esse ano na Inglaterra.

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Festa à fantasia – Ideias

Volta e meia alguém decide fazer uma festa a fantasia. É inevitável, alguma hora na sua vida você será convidado para uma. Tem muita gente que se desespera e pensa que é absolutamente difícil criar uma fantasia, mas não é! É só colocar a criatividade em ação. E olha, não precisa nem gastar muito. Duvida? Exemplificarei.

Semana passada, minha amiga Marina realizou seu sonho de infância comemorou seu aniversário com uma festa à fantasia e eu e marido não gastamos nada pra fazer nossas fantasias. Eu fui de anos 50 (“ai Livia, que falta de criatividade!” eu amo o tipo de roupa daquela época e não tô podendo gastar, então me deixa! hehehe) e marido foi de chinês. Ok, ok, confesso que foi uma mega sorte minhas primas terem acabado de voltar da China e terem trazido um chapéu de chinês camponês, que foi o ponto de partida pra pensarmos na fantasia dele. Mas provavelmente é possível achar um chapéu desses na Uruguaiana, ou na 25 de março, ou em qualquer rua cheia de camelôs que você tenha na sua cidade. Mas, tirando isso, o resto da fantasia foi todo catando peças de familiares. Ele pegou uma bata branca emprestada com meu pai e uma calça com meu primo e ficou um perfeito chinês de chinelo (que era dele), tirando a falta dos olhos puxados (e um excesso de pelos faciais, talvez). Eu só precisei vestir um vestido que tinha ganhado de aniversário da própria Marina (que foi ajustado pela minha tia), peguei um sapato emprestado (também com a Marina) e fiz meu cabelo a la anos 50, e pronto! Estava pronta. Ah! Claro que a maquiagem feita pela minha prima Marina (não é a aniversariante) também ajudou.

Eu de anos 50 e Raphael de chinês.
Eu de anos 50 e Raphael de chinês.

E a festa da Marina foi o exemplo perfeito de que para se fantasiar só é necessário ter um pouco de imaginação e vontade – porque se você não estiver a fim de se fantasiar, nem uma pessoa jogando uma fantasia inteira em cima de você vai te convencer que é fácil.

E seguindo a onda de pouco gasto, mas, ainda assim, uma fantasia incrível, temos senhorita Garota Carioca, vulgo Clarissa, que foi vestida da mágica mais fofa que já vi. Eu fiquei simplesmente apaixonada pela fantasia dela – e pela maquiagem, e olha que nem sou uma pessoa que repara muito em make. Ela usou roupas dela e comprou a cartolinha e outros acessórios no Saara (três ruas onde você encontra muita coisa barata aqui no Rio).

Clarissa fofa de mágica.
Clarissa fofa de mágica.
Baleira de cinema antigo!
Baleira de cinema antigo! Olha o detalhe da balinha no arco! Lindeza!

Nossa amiga Cinthia fez a fantasia mais interessante da noite: baleira de cinema antigo. Nem sei se todos vocês conhecem esse profissional tão comum antigamente, porém há tempos extinta. A namorada de um amigo meu não conhecia porque está há pouco tempo no Rio e na cidade dela não devia ter, mas esses baleiros entravam nas salas de cinema mesmo e vendiam suas balinhas e docinhos. A Cinthia gastou super pouco na fantasia dela e foi bem simples de fazer. A única coisa que deu mais trabalho foi encapar a bandeja de preto, além de fazer essas balinhas que são todas falsas! Sim! Parecem de verdade, né? Uma criança de 4 anos até pediu uma bala e quando descobriu que não eram de verdade, ficou super triste. Tadinho!

Mais algumas fantasias fáceis de fazer e baratas pra vocês se inspirarem!

Os irmãos rastafari (ou
Os irmãos rastafari (ou “maconheiro” e “Naomi Campbell”).
O namorado da aniversariante foi de House: único trabalho que teve foi colocar gel nas laterais do cabelo pra fazer o grisalho do médico mais amado do mundo!
O namorado da aniversariante foi de House: único trabalho que teve foi colocar gel nas laterais do cabelo pra fazer o grisalho do médico mais amado do mundo!
Essa foi uma das minhas fantasias favoritas da festa: Woody Allen! E ainda era 2 em 1: ele também virou o cantor Zeca Baleiro! E a namorada dele era uma marinheira que de mais
Essa foi uma das minhas fantasias favoritas da festa: Woody Allen! E ainda era 2 em 1: ele também virou o cantor Zeca Baleiro! E a namorada dele era uma marinheira que de mais “complicado” só o chapéu.

Claro que você também pode comprar ou alugar uma fantasia: aí fica mais fácil ainda! Na festa da Marina teve Jedis, Princesa Leia, árabes, Marios (do jogo Super Mario Bros), e mais um bando de fantasias – teve até um garoto que foi vestido de barata! Galera realmente se esforçou nas fantasias e ninguém reclamou, foi muito legal!

Guilherme, namorado da Clarissa, de árabe.
Guilherme, namorado da Clarissa, de árabe.
Tiroleses, alemães, holandeses - esses tiveram várias denominações!
Tiroleses, alemães, holandeses – esses tiveram várias denominações!
A aniversariante de Ariel e Thais de policial.
A aniversariante de Ariel e Thais de policial.
Raquelzinha de gatinha e o namorado dela de Mário. Só os acessórios foram comprados, ainda é baratinha!
Raquelzinha de gatinha e o namorado dela de Mário. Só os acessórios foram comprados, ainda é baratinha!
Os Jedis, que ganharam o concurso de fantasia, Princesa Leia e a aniversariante com um sabre de luz meio estranho...
Os Jedis, que ganharam o concurso de fantasia, Princesa Leia e a aniversariante com um sabre de luz meio estranho…

Pronto, várias ideias para uma festa à fantasia. Quando forem convidados para uma, vocês não podem dizer que não estão preparados! Mas, além dessas que mostrei, tem várias outras inspirações no Buzzfeed, no Pinterest e em vários outros lugares, é só procurar. Porque é sempre tão divertido ver a reação das pessoas diante das fantasias que super vale a pena se esforçar pra fazer/comprar/alugar uma legal!

Wally!
Wally!

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Em homenagem ao aniversário da Marina, que ama a Pequena Sereia (não a toa foi vestida de Ariel), fiz um vídeo tocando a música tema do filme. E, se você ainda não é inscrito, aproveita e se inscreve no canal, porque eu só divulgo alguns vídeos por aqui e, se você se inscrever, vai ficar sabendo sempre quando tiver vídeo novo! 🙂

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