Perdido em Marte

Perdido em Marte (The martian)

Indicações: Melhor filme, Melhor ator (Matt Damon), Melhor roteiro adaptado (Drew Goddard), Melhor edição de som (Oliver Tarney), Melhor mixagem de som (Paul Massey, Mark Taylor, Mac Ruth), Melhor design de produção (Arthur Max, Celia Bobak), Melhor efeitos visuais (Richard Stammers, Anders Langlands, Chris Lawrence, Steven Warner).

Sinopse: O astronauta Mark Watney é enviado a uma missão em Marte. Após uma severa tempestade ele é dado como morto, abandonado pelos colegas e acorda sozinho no misterioso planeta com escassos suprimentos, sem saber como reencontrar os companheiros ou retornar à Terra. (sinopse do site AdoroCinema)

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Taí um filme que eu pensei: não vou gostar. Aí ouvi amigos falando sobre ele e pensei: ah, vai que eu gosto, pode até ser. Aí eu vi e pensei: é, eu estava certa desde o começo. Eu tenho me interessado mais pelo espaço e tal, coisa que eu nunca havia gostado, mas desde Doctor Who tenho dado mais chances, visto que amo o seriado e amei também a série de livros O guia do mochileiro das galáxias. Mas Perdido em Marte realmente não é pra mim. Achei o filme um saco. Eu estava com esperança de, pelo menos, dar umas risadas, afinal, meus amigos falaram que era engraçado, tinhas umas tiradas ótimas. Eu não abri nem mesmo um sorriso durante as excruciantes duas horas e vinte e quatro minutos de filme. Pra não dizer que não teve nenhum momento bom, eu gostei do final. Achei emocionantezinho (percebam o “zinho”) e até me tocou um pouquinho (novamente, percebam o “inho”). Mas, além disso, a única coisa impressionante do filme são os efeitos especiais (que são REALMENTE impressionantes).

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Pode-se perceber por que Matt Damon foi indicado ao prêmio de melhor filme, porém. Ele emagreceu, ele fica a maior parte do tempo sozinho, ou seja, contracenou sozinho, o que é bem difícil, porque não há ninguém para quem se reagir, ele faz um personagem que, apesar de não real, é um “herói” americano, e todos sabemos que americanos adoram heróis americanos e adoram exaltar que americanos são foda (vide o chatérrimo Sniper americano, sobre um cara que é herói porque matou milhões de pessoas, uhu, que super legal – só que não). Porém, não consigo entender como foi indicado a melhor filme, porque não tem as características necessárias para um filme dessa categoria. Ele não tem nada demais, nem mesmo o modo de filmar, nem a história. A única coisa interessante, como eu disse, são os efeitos especiais, e não acho que são motivo suficiente para uma indicação de melhor filme, porque nem inovador é nesse quesito (temos visto bastante filmes com efeitos especiais muito bons). Só consigo imaginar que foi indicado a melhor filme pelo mesmo motivo que dei acima do herói americano. Só pode ser.

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Pra resumir, é um filme blé com uma história até interessante, mas que não empolga e nem emociona. Mas, ainda assim, quero ler o livro. Deve ser mais interessante do que o filme e quero saber se realmente é bom como falam.

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A equipe de Matt Damon no espaço.

Ah! Todo mundo já deve ter visto o trailer, já que é um filme que estreou por aqui no ano passado, mas como é de praxe, segue o trailer para vocês, caso ainda não tenham assistido e queiram saber um pouquinho mais sobre esse (mediano) filme.

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Meus livros!

Queria Tanto (primeiro livro, publicado em 2011)

Coisas não ditas (segundo livro, publicado em 2013)

para o blog

30 LIVROS EM 1 ANO – Guia do Mochileiro das galáxias, O restaurante no fim do universo, e A vida, o Universo e tudo mais (Douglas Adams) – LIVROS 28, 29 e 30

Yo Bros! (desculpa, gente, desculpa, é a maratona How I met your mother fritando o cérebro da pessoa)

Anyways… Feliz 2016, pessoas! E nada melhor pra começar o ano do que o melhor livro que li em 2015! Quer dizer, os melhores livros, visto que é uma série fantástica, sensacional, fabulosa, e todos os adjetivos que consigo e não consigo pensar. Desde Harry Potter não fico tão maravilhada com uma série de livros. E contarei o todos os motivos. Mas antes vamos falar um pouco sobre a série em si.

O guia do mochileiro das galáxias foi escrito por Douglas Adams, escritor inglês que, infelizmente, faleceu em 2001, nos fazendo perder, assim, mais um gênio. Sim, gênio, pois engana-se quem pensa que o Guia é só mais um livro sobre viagem no espaço. Se fosse, não seria a febre que é, existindo até um dia para celebrá-lo, o Towel Day (Dia da toalha), comemorado em 25 de maio. Originalmente, era uma série de rádio transmitida pela rádio BBC, na Inglaterra, e depois foi adaptada para outras mídias, como livros, peças de teatro e filme. O primeiro livro da série (ou “trilogia de cinco livros”, como é chamada ironicamente) foi publicado em 1979, sendo seguido por O restaurante no fim do universo, de 1980, e depois por A vida, o universo e tudo mais, que foi lançado em 1982. E vou parar por aí porque foram os três livros da série que li até agora.

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Os dois primeiros livros da série.

Meu livro preferido entre os três é, de longe, o segundo, O restaurante no fim do universo. O primeiro, O guia do mochileiro das galáxias, é mais uma apresentação da história, dos personagens, e onde você vai se acostumando com o humor sensacional de Douglas Adams. Meu tipo de humor favorito é o inglês, que é mais irônico, sarcástico, mais dry (desculpem, mas não achei uma palavra em português para esse tipo de humor, onde a pessoa diz a coisa engraçada sem mudar expressão facial ou entonação), e eu adoro. Pra quem gosta de Doctor Who, é exatamente o mesmo tipo de humor (E, Douglas Adams escreveu TRÊS episódios de Doctor Who!). Aliás, há várias semelhanças entre o seriado e os livros, e comecei a achar que Steven Moffat se inspirou bastante no Guia para escrever os episódios de Doctor. O terceiro livro, A vida, o universo e tudo mais (expressão que vocês vão me ver mencionar muito por aqui), é uma maluquice só. Sério, demorei pra entender o que aquele bando de situação totalmente sem sentido significava. Mas no fim, teve um motivo. Tudo tem um motivo e faz sentido nos livros da série, tudo mesmo. Nem que seja uma pessoa andando numa praia longe de onde todos os personagens estão (“Um mágico vagava pela praia, mas ninguém precisava dele”) – essa cena serve pra mostrar que a vida é assim, um bando de situações rotineiras empilhadas e que nem tudo tem que ser fantástico (admito: esse foi um comentário do meu marido que eu achei tão bom que tive que escrever aqui).

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Falando em marido, essas são as costas dele junto com o terceiro livro da série.

O segundo livro é meu favorito porque ele tem todos os elementos de que gosto num livro: uma boa história, o maravilhoso humor inglês, frases sensacionais e metáforas incríveis que te deixam pensando por muito tempo sobre a vida, o universo e tudo mais (desculpem, eu não podia deixar passar). E como eu disse na resenha de Dias roucos e vontades absurdas, eu adoro livros que nos fazem pensar na vida e na mente e no comportamento e etc. Eu me sentia lendo um livro de filosofia e meu coração dava pulinhos a cada frase de tão sensacional que são as análises de Douglas Adams (por isso o chamei de gênio). Foi o livro que mais anotei coisas para reler depois (não pude sublinhar no próprio livro porque ele era emprestado), e em alguns momentos eu queria anotar uma página inteira! Você lê e pensa na vida o tempo todo, nas grandes questões.Mas não ache que você fica desesperado lendo isso, tipo “ai meu Deus (ou amontoado de vagas percepções sensoriais), o que eu estou fazendo da minha vida?”. Não! Porque é tudo passado de uma forma muito leve. Enfim, vou colocar aqui alguns trechos que gostei muito, pra vocês terem uma pequena noção do que estou falando.

“Num universo infinito, tudo pode acontecer, até a sobrevivência.”

“Não sei. Por que? Vocês acham que eu deveria ter um? Parece-me muito estranho dar um nome a um amontoado de vagas percepções sensoriais.” – Homem que rege o universo ao ser perguntado de seu nome.

“Como você pode garantir que tem alguma coisa lá fora se a porta está fechada?”

“Elas (as pessoas) têm seus próprios universos a partir de seus olhos e seus ouvidos.”

“(…) puderam enfrentar os problemas da falta de objetivos e do isolamento simplesmente decidindo ignorá-los.”

Mas não é só no segundo livros que existem frases sensacionais. Nos outros também tem, como essa do terceiro:

“Não somos obcecados com coisa alguma, entende? E esse é o fator decisivo. Não podemos vencer contra a obsessão. Eles se importam, nós não. Então eles vencem.”

Ou esse trecho, também do terceiro, que mostra exatamente o tipo de humor da série:

 “São/eram de uma beleza indizível. Em outras palavras, você não seria capaz de recitar um trecho longo de uma só vez sem ser tomado fortemente pela emoção e por um senso de verdade, totalidade e unicidade das coisas sem que, rapidamente, você precisasse dar uma volta rápida pelo quarteirão, possivelmente parando em um bar ao retornar para tomar uma dose rápida de perspectiva e bebida. Eram realmente bons.”

Ou esse outro trecho, do primeiro livro:

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Bem, acho que já deu pra entender que eu amei tudo sobre o Guia e o motivo, né? Acho melhor parar antes que fique um post interminável. Mas antes de eu ir, dizendo que vocês todos TEM QUE LER ESSA SÉRIE TODA, deixo uma pequena sinopse da série, que foi a única coisa que faltou aqui: Arthur Dent tem sua casa e seu planeta (sim, a Terra) destruídos em um mesmo dia, e parte pela galáxia com seu amigo Ford, que acaba de revelar que na verdade nasceu em um pequeno planeta perto de Betelgeuse (sinopse retirada do Skoob). E a partir daí, bem, VOCÊ TEM QUE LER PRA VER (toda a série do Guia do mochileiro foi relançada aqui pela Editora Sextante e cada livro tá em torno de uns R$25, mas você consegue achar a coleção completa no Submarino por R$39,90).

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Douglas Adams, o geniozinho por trás dessa série maravilhosa!

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Falando no melhor livro que li em 2015, lá no meu canal tem vídeo falando sobre os 5 melhores livros que li em 2015 (e os 5 piores também). Dá uma olhadinha lá! E não esquece de se inscrever no canal!

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Queria Tanto (primeiro livro, publicado em 2011)

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Netflix me representa – Sense8

Um absurdo. Um absurdo eu ter falado que ia escrever sobre Sense8 aqui na 6a feira e ter me esquecido e só ter lembrado hoje de novo, ainda mais por ser uma das melhores séries do momento pra mim, se não A melhor! Mas cá estou hoje, pra contar pra vocês um pouquinho sobre essa série que acho que ainda não tem muita gente vendo, visto que estreou faz pouquinho tempo (mas eu sou uma tarada por séries e já terminei de ver).

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Então, eu tenho um problema. E o meu problema é que quando gosto muito de uma série, eu não consigo ver ela pingadinha, pelo menos não quando ela já está lá, inteirinha pra eu ver. Foi o que aconteceu com Sense8. Como ela é original do Netflix, quando foi disponibilizada, estava lá, toda a primeira temporada pra eu ver. E eu vi, tudinho, em uma semana. Porque a série é sensacional e totalmente viciante, mais ainda que Orphan Black. Quem soube de Sense8 primeiro foi marido, e quando ele me contou sobre ela eu não achei que fosse gostar tanto, porque ele disse que era meio ficção científica e tal, e eu nunca fui muito fã – mas, como já escrevi aqui antes, tenho percebido que ando gostando bastante desse estilo, vide as séries que estou fanática no momento (Sense8, Orphan Black, Doctor Who, pra citar algumas). Mas me interessou assistir porque os criadores dela são os irmãos Wachowskis, os mesmos que criaram Matrix, e Matrix é foda! Então, quando marido foi ver o primeiro episódio, vi com ele. E quando acabou, implorei: “Coloca logo o segundo, pelo amor de Deus!!!!!!!!!!!”

Lana e Andy Wachowskis, os criadores da série.
Lana e Andy Wachowskis, os criadores da série.

Vou tentar resumir a premissa do seriado sem dar muito spoiler, porque tem muita coisa na própria explicação do que é a série que pode tirar o impacto na hora de assistir. Então pra ser bem concisa, Sense8 é sobre um grupo de pessoas ao redor do mundo (são 8 pessoas) que, de repente, se vêem ligadas mentalmente. Se eu falar mais já vou dar spoiler e tirar a graça, então vou deixar só isso mesmo. Maaaaaaaaaaaaas, sendo algo vindo das mentes dos irmãos Wachowski, já dá pra saber que é uma parada complexa e que tem é preciso prestar atenção em cada detalhe para entender tudo, né? Tem algumas coisas que eu estou com dúvida, por exemplo, mas como conheço pouquíssimas pessoas que estão vendo a série e marido ainda não terminou a temporada (tô aqui de dedos cruzados pra ele assistir o último episódio, que é o único que falta pra ele, hoje), não tenho ninguém com quem comentar. Então espero conseguir fazer com que vocês se interessem pra poder conversar sobre a série com vocês! hahahahahaha O pior de tudo é que sou péssima falando de coisas que gosto muito, porque fico tão agitada e ansiosa que as palavras não me aparecem! Mas tenho dois pontos positivos para quem gostava de Lost e para quem gosta de Doctor Who: Sayid Naveen Andrews e Martha Jones Freema Agyeman! Fiquei tão feliz quando que os dois a série, vocês não tem noção!

Naveen Andrews como Jonas Maliki, e Freema Agyeman como Amanita.
Naveen Andrews como Jonas Maliki, e Freema Agyeman como Amanita.

Anyway, como tudo dos irmãos Wachowski (e com “tudo” quero dizer Matrix, porque foi a única coisa que vi deles), tudo em Sense8 tem um motivo. Tudo é ligado, tudo tem uma explicação, e todas as histórias, dos oito personagens principais, se interlaçam de maneira perfeita. O jeito como as coisas vão se revelando e vamos sabendo como tudo funciona é magistral. Cada pontinho vai se ligando a outro de maneira a criar uma imagem que conseguimos, depois, enxergar perfeitamente. É difícil explicar, é melhor assistir. Assistam! Tem cenas fantásticas, diálogos fantásticos, pensamentos dignos de serem seguidos pela população do mundo. Sério. E nossa, como eles trabalham bem a música! Acho que é de consenso geral entre as pessoas que já assistiram a primeira temporada da série que uma das melhores cenas (se não a melhor) se dá em torno de uma música (e que música!), e eles conseguem ligar todos os personagens só com essa música (sobre a qual falei um pouco nesse post), fazendo total sentido na história e ajudando a movimentar a história para frente, não é uma cena que está lá sem motivo, só para dar uma divertida na série, sabe? A cena final do episódio 10 também é sensacional, e também o é por causa de uma música. Eu fico assistindo a série e pensando como eles conseguem pensar em algo assim, porque é genial!

Como eu disse, são 8 personagens principais, e todos eles são desenvolvidos igualmente. E BEM desenvolvidos. Claro que eu tenho meus personagens favoritos (Wolfgang, Will), mas cada personagem é tão bem explicado e tem histórias tão bem desenvolvidas e reais, totalmente identificáveis, que você acaba gostando de todos, e entendendo o motivo para a ação de cada um. E você torce por todos, e ama cada um por sua particularidade. Tirando o Wolfgang e o Will, que estão lá no topo, cada dia me vejo gostando mais de um dos outros, mas, na verdade, amo todos, porque eles são todos fantásticos – e, o mais importante (pelo menos, pra mim), nenhum deles é perfeito!

Também gosto MUITO do jeito que as relações são mostradas na série. Todas as relações: pais e filhos, romances, de amizade. E o mais legal ainda é ter dois casais homossexuais, um composto por dois homens e outro por duas mulheres, sendo uma delas transsexual, o que, até hoje, é difícil de se ver em seriados, infelizmente. Então, além de tudo, Sense8 está quebrando barreiras.

Will (esquerda), Amanita e Nomi (centro), e Wolfgang. Não coloquei o casal de homens porque senão estaria dando spoiler.
Will (esquerda), Amanita e Nomi (centro), e Wolfgang. Não coloquei o casal de homens porque senão estaria dando spoiler.

Acredito que não tem muito mais que eu possa falar sem estragar as reviravoltas e surpresas do seriado pra vocês. Mas eu juro que é sensacional! Vejam e depois venham me contar que amaram!

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