Indicados ao Oscar 2016 + morte de Alan Rickman

Hoje finalmente saiu a lista de Indicados ao Oscar 2016! Como alguns (muitos poucos) sabem e outros (a maioria) não, todo ano eu vejo todos os filmes indicados ao Oscar (pelo menos, aos prêmios de melhor filme, direção, roteiro, atriz, ator, atriz coadjuvante e ator coadjuvante, mas, se der, vou aumentando a lista com as outras indicações) e assisto à premiação torcendo para os meus favoritos (que raramente ganham). Já virou tradição. Portanto, fico MUITO feliz quando sai essa lista, porque significa que vou ver filmes adoidado, o que nem é uma coisa que amo, imagina! Por enquanto, não posso fazer minhas apostas, já que não vi (quase) nenhum dos indicados. Mas a medida que eu for vendo, vou dando minha opinião por aqui – e vocês também deem as suas, please! Claro que dá pra ter uma pequena noção diante dos ganhadores do Golden Globe Awards, porém, nem sempre dá pra achar que todo mundo que ganhou o Globo de Ouro vai ganhar o Oscar. Exemplo? Leonardo DiCaprio. Preciso falar mais nada, né? Mas olha, esse ano tá parecendo MUITO que ele finalmente vai ganhar a tão sonhada estatueta de melhor ator. Mas, se tratando de Leozinho, vai saber, né? (coitado) Agora é esperar dia 28 de fevereiro, dia da cerimônia, para sabermos enfim quem ganhará cada categoria. Ah! Vocês viram que tem animação brasileira concorrendo? O filme é O menino e o mundo, de Alê Abreu. Eu não vi, mas todos que assistiram falaram muito bem do filme.Provavelmente, Divertida Mente, que eu nem achei muito legal, vai levar a estátua, mas é um filme brasileiro concorrendo ao Oscar! Há de se ter muito orgulho do nosso país!

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Foto retirada do site Adoro cinema.

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Mudando de assunto, apesar de hoje eu ter ficado muito feliz pela lista dos indicados ao Oscar, oje também é um dia muito triste porque Alan Rickman, nosso eterno Severus Snape, infelizmente faleceu devido a um câncer. Daniel Redcliffe, que interpretou Harry Potter, escreveu uma homenagem lindíssima a ele que você pode ler aqui e se emocionar horrores. Além de ser um ator sensacional que interpretou lindamente vários filmes (e dirigiu alguns também), ele sempre será lembrado por nós, que crescemos lendo Harry Potter e, posteriormente, assistindo aos filmes, com muito carinho.

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Lista de indicados ao Oscar 2016 (fonte: site g1):

Melhor filme
“A grande aposta”
“Ponte dos espiões”
“Brooklyn”
“Mad Max: Estrada da fúria”
“Perdido em Marte”
“O regresso”
“O quarto de Jack”
“Spotlight: Segredos revelados”

Melhor ator
Bryan Cranston (“Trumbo”)
Matt Damon (“Perdido em Marte”)
Leonardo DiCaprio (“O regresso”)
Michael Fassbender (“Steve Jobs”)
Eddie Redmayne (“A garota dinamarquesa”)

Melhor atriz
Cate Blanchett (“Carol”)
Brie Larson (“O quarto de Jack”)
Jennifer Lawrence (“Joy”)
Charlotte Rampling (“45 anos”)
Saoirse Ronan (“Brooklyn”)

Melhor diretor
Alejandro G. Iñárritu (“O regresso”)
Tom McCarthy (“Spotlight: Segredos revelados”)
George Miller (“Mad Max: Estrada da fúria”)
Adam McKay (“A grande aposta”)
Lenny Abrahamson (“O quarto de Jack”)

Melhor animação
“Anomalisa”
“O menino e o mundo”
“Divertida mente”
“Shaun, o carneiro”
“Quando estou com Marnie”

Melhor filme estrangeiro
“Embrace of the Serpent” (Colômbia)
“Cinco graças” (França)
“O filho de Saul” (Hungria)
“Theeb” (Jordânia)
“A war” (Dinamarca)

Melhor trilha sonora
“Ponte dos espiões”
“Carol”
“Os 8 odiados”
“Sicario”
“Star Wars: O despertar da força”

Melhor roteiro adaptado
“A grande aposta”
“Brooklyn”
“Carol”
“Perdido em Marte”
“O quarto de Jack”

Melhor roteiro original
“Ponte dos espiões”
“Ex Machina”
“Divertida mente”
“Spotlight: Segredos revelados”
“Straight Outta Compton”

Melhor design de produção
“Ponte dos espiões”
“A garota dinamarquesa”
“Mad Max: Estrada da fúria”
“Perdido em Marte”
“O regresso”

Melhor fotografia
“Carol”
“Os oito odiados”
“Mad Max: Estrada da fúria”
“O regresso”
“Sicario”

Melhor figurino
“Carol”
“Cinderela”
“A garota dinamarquesa”
“Mad Max: Estrada da fúria”
“O regresso”

Melhores efeitos visuais
“Ex Machina”
“Mad Max: Estrada da fúria”
“Perdido em Marte”
“O regresso”
“Star Wars: O despertar da força”

Melhor montagem
“A grande aposta”
“Mad Max: Estrada da fúria”
“O regresso”
“Spotlight: Segredos revelados”
“Star Wars: O despertar da força”

Melhor atriz coadjuvante
Jennifer Jason Leigh (“Os 8 odiados”)
Rooney Mara (“Carol”)
Rachel McAdams (“Spotlight: Segredos revelados”)
Alicia Vikander (“A garota dinamarquesa”)
Kate Winslet (“Steve Jobs”)

Melhor ator coadjuvante
Christian Bale (“A grande aposta”)
Tom Hardy (“O regresso”)
Mark Ruffalo (“Spotlight: Segredos revelados”)
Mark Rylance (“Ponte dos espiões”)
Sylvester Stallone (“Creed”)

Melhor edição de som
“Mad Max: Estrada da fúria”
“Perdido em Marte”
“O regresso”
“Sicario”
“Star Wars: O despertar da força”

Melhor mixagem de som
“Ponte dos espiões”
“Mad Max: Estrada da fúria”
“Perdido em Marte”
“O regresso”
“Star Wars: O despertar da força”

Melhor curta de animação
“Bear Story”
“Prologue”
“Sanjay’s Super Team”
“We can’t live without Cosmos”
“World of tomorrow”

Melhor curta de live action
“Ave Maria”
“Day one”
“Everything will be okay (Alles Wird Gut)”
“Shok”
“Stutterer”

Melhor cabelo e maquiagem
“Mad Max”
“The 100-year-old man who climbed out the window and disappeared”
“O regresso”

Melhor documentário
“Amy”
“Cartel Land”
“The look of silence”
“What happened, Miss Simone?”
“Winter on fire: Ukraine’s Fight for Freedom”

Melhor documentário de curta-metragem
“Body team 12”
“Chau, beyond the lines”
“Claude Lanzmann: Spectres of the Shoah”
“A Girl in the River: The Price of forgiveness”
“Last day of freedom”

Melhor canção original
“Earned it”, The Weeknd (“Cinquenta tons de cinza”)
“Manta Ray”, J. Ralph & Antony (“Racing extinction”)
“Simple song #3”, Sumi Jo e Viktoria Mullova (“Youth”)
“Writing’s on the wall”, Sam Smith (“007 contra Spectre”)
“Til it happens to you”, Lady Gaga (“The hunting ground”)

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Filmes: Whiplash

Pareceu timing perfeito eu ter visto Whiplash na mesma semana que assisti o show do Foo Fighter chorando porque não estava lá pela TV. Porque eu nunca reparei tanto em um baterista quanto nesse show (mas, se tratando de Foo Fighters, eu prestaria atenção de qualquer jeito, porque o Taylor Hawkins… aiai…). E isso se deveu totalmente a Whiplash. Não que eu ignorasse os bateristas antes, eu até já fui apaixonada por um baterista de uma banda (beijo, Ben Gillies, do Silverchair). Mas reparei detalhes nesse show que eu nunca perceberia se não houvesse assistido Whiplash.

Ok, começaremos pela sinopse, mais uma vez tirada do site Omelete (sim, eu adoro eles): Milles Teller vive um baterista de jazz que frequenta uma das melhores escolas de música do mundo. Apaixonado pelo instrumento e desejando ser “grande”, ele abraça na primeira oportunidade a chance de trabalhar ao lado do temido maestro Fletcher (J.K. Simmons) em sua prestigiada banda. O professor, porém, tem métodos peculiares, especialmente aos olhos super protetores do mundo de hoje. E não tarda para que sangue e suor, literalmente, comecem a encharcar a bateria enquanto o novato é humilhado de inúmeras maneiras em prol da virtuose.

Poster oficial (e sensacional) do filme.
Poster oficial (e sensacional) do filme.

Pode parecer que o filme foca mais na relação entre aluno e professor, e até foca, mas acho que esse não é o essencial do filme. Pelo menos, não foi o que eu tirei dele. O que mais me tocou nesse filme foi a perseverança e a imensa força de vontade e determinação que esse moleque (porque ele tem apenas 19 anos) tem de ser o melhor do mundo. Porque, nas palavras do Fletcher, eles estão em NY, o que significa que são os melhores da América, e estão nos EUA, o que significa que são os melhores do mundo.

É incrível ver o quanto Andrew (o personagem principal) é apaixonado pelo instrumento que toca e por música, e como ele batalha pra superar suas dificuldades na bateria, chegando até a, como diz a sinopse, ter as mãos sangrando – e nem assim ele para! Isso me fez perceber o quanto os bateristas sofrem lá atrás do palco, e ninguém nem sequer vê, porque estão exaltando os vocalistas e guitarristas, que são geralmente os adorados pelo público. E nossa, como os bateristas são importantes! Sem eles (e sem os baixistas também, as a matter of fact), não haveria batida, e ficaria muito difícil para os guitarristas tocarem e os vocalistas cantarem. Eles dão o tempo da música. E como se esforçam pra fazer isso, ainda mais se for uma música mais rápida, que exige bem mais fisicamente. Porque eles tocam com o corpo todo, não sei se já perceberam. E foi isso que percebi vendo Taylor Hawkins tocar no domingo, e Whiplash com certeza me ajudou nessa clareza.

"Toca, desgraçado!"
“Toca, desgraçado!”

Ok, passado todo o aprendizado em relação a bateristas, vamos ao filme propriamente dito. É um filme muito bom. Não é um filme fantástico. Eu não achei, pelo menos (sei de muita gente que adorou!). Raphael (marido meu) nem entendeu a razão de ser indicado ao Oscar. Mas eu entendi. A edição é fenomenal. Não se vê por aí um filme com cortes como os desse. Como é um filme totalmente musical (o que significa que o tema é música, e não que os personagens saem cantando por aí), não tinha como não focar nessa questão. Por isso, vários cortes são no ritmo da música que está tocando no momento. Não sei se todos irão reparar nisso, eu já estou treinada para reparar porque Raphael (o mesmo marido que citei acima) faz exatamente isso com os vídeos que ele edita. Mas isso é fantástico. te deixa mais no clima da música e do filme, já que o tema do filme é música. Falando em música, que músicas maravilhosas que eles tocam! E não sei se todos os músicos do filme são músicos na “vida real” (provavelmente sim), mas eles são ótimos. Dei uma pesquisada e descobri que Miles Teller, o Andrew, realmente toca bateria, então minha admiração por ele cresceu mais um pouquinho (porque ele também é um bom ator).

A banda do filme.
A banda do filme.

J.K. Simmons, o carrasco Fletcher, está sensacional e te deixa com uma imensa raiva a cada cena. O jeito que ele interpreta o professor que exige, exige, exige e exige mais um pouquinho é absolutamente crível e nem um pouco caricato, e você sabe que existe gente como ele por aí. A criação dos personagens foi muito bem feita, porque nenhum dos dois é totalmente mau ou bom, cada um tem um lado que te dá vontade de dar um tapa na cara e também da abraçar o coraçãozinho deles. Ok, talvez o Fletcher um pouco menos.

A única coisa que me incomodou no filme foi a cor dele. Achei ele todo muito escuro. Sei que talvez seja a intenção, porque é um filme tenso e denso, e a cor escura te puxa pra esse lado da emoção, mas ainda assim me dava um certo desconforto olhar para a tela escura. Não sei se cinema a sensação seria diferente, pode muito bem ser a qualidade da tela da minha tv. Mas sei que não gostei. Ainda assim, não é um filme para se perder. Vejam, e me digam depois o que acharam.

Beijos e até o próximo filme!

Trailer oficial do filme: