Vende-se uma geladeira azul (Rafael Cal) – LIVRO 26

Hoje vou falar de um livro que na verdade é uma peça de teatro, que foi vencedora de 2014 do Núcleo de Dramaturgia SESI Cultural, mas se saiu em formato de livro, então é livro (assim como as peças de Shakespeare, ou vocês não contam Rei Lear e etc como livro?). E o mais legal é que é de uma pessoa que eu conheço! Ok, conheci muito brevemente, num curso de roteiro que fiz, mas a internet tá aí pra aproximar as pessoas e descobri pelo Facebook que o Rafael escreveu essa peça e faz pouco que ela saiu em formato digital, nesse link aqui, dando oportunidade pra quem não assistiu a peça, como eu, de conhecê-la. E cara, eu adorei! E fiquei pensando “por que eu não fui assistir a peça quando tava em cartaz???”

vendese uma geladeira

A história de Vende-se uma geladeira azul é, basicamente, a história de três irmãos, Anna, Bernardo e João, que se reencontram depois de um tempo por causa da morte de sua avó e para receber a herança da mesma, que descobrem ser somente uma geladeira. Azul, no caso. E aí vem todos os percalços que pensar o que fazer com aquela geladeira velha -e azul – causam. Parece uma história boba, mas não é. Em poucas páginas (são apenas 90 e poucas páginas, se não me engano), dá pra entender todos os nós e origens dessa relação entre os três – ajuda o fato de ter flashbacks dos irmãos quando crianças. Eu gostei muito da linguagem, fácil e informal (todo mundo sabe que adoro linguagem informal), e com jogos de palavras e situações muito interessantes. Gostei muito mesmo da modernidade e do ritmo do texto, me surpreendi. Positivamente. E ficarei no aguardo de mais peças e textos do Rafael Cal por vir.

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O autor da obra.

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Queria Tanto (primeiro livro, publicado em 2011)

Coisas não ditas (segundo livro, publicado em 2013)

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Lucia McCartney (Rubem Fonseca) – LIVRO 25

Sim sim, mais um livro de continhos. Aliás, continhos não, Contos, com C maiúsculo, porque não tem nada de inho nesses contos. São bem picantes, indeed. Mas já era de se esperar vindo de Rubem Fonseca, não é mesmo? Eu estava há séculos querendo ler algo dele, desde que uma amiga minha deu um livro dele pra um amigo achando que era algo light e deu um mega rolo no final das contas. Mas essa história é outra e não está em nenhum dos contos presentes em Lucia McCartney, coletânea de contos de 1967 que transformou o autor em best-seller.

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Todos os contos do livro retratam personagens considerados marginais, não no sentido que usamos hoje, de ladrões, assassinos e etc, mas personagens à margam da sociedade e que fazem coisas que a sociedade repudia. Rubem Fonseca nos mostra o que se passa na cabeça dessas pessoas e dá humanidade à um núcleo de ser humanos que, na maioria das vezes, nem sequer são considerados como tal. Nos faz ver o motivo de suas ações que, é verdade, nem sempre concordamos. Mas às vezes sim. O que só nos mostra como somos hipócritas e pré-julgadores. E espere sim muito, muito, sexo.

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Meu sonho ter uma biblioteca como essa aí atrás do Rubem Fonseca.

São contos de humor ácido, de escrita informal (graças! adoro!), e que mostra toda a violência, falta de pudor e às vezes até a ingenuidade do ser humano. E retrata como aquela galera que ganha muito mais que nós, reles mortais, pode ser muito mais sacana e idiota do que já sabíamos que eles podem ser. Enfim, é um livro para se ler. Leitura obrigatória. Bom demais.

Comprei o meu exemplar digital pela amazon, e foi barato demais, uns seis reais. Mas estava em época de Black Friday. Porém, não acredito que seja difícil encontrar o livro por preços baixos, não. Ah! Ele foi lançado pela editora Agir.

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Queria Tanto (primeiro livro, publicado em 2011)

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