Eu escrevo!

Ok, esse post talvez seja visto meio de nariz torcido por algumas pessoas, mas é algo que preciso gritar pro mundo: EU ESCREVO!!!!!!! Na verdade, sou escritora, e tenho dois livros publicados pela editora Benvirá: Queria tanto e Coisas não ditas. Por que estou dizendo isso agora? Porque eu acho só agora, finalmente, eu me aceitei como escritora. Como escritora do tipo de livros que escrevo. Confuso? Explico.

Meus dois livros lindos, lado a lado, em um dos book signings que fiz, na livraria Eldorado.
Meus dois livros lindos, lado a lado, em um dos book signings que fiz, na livraria Eldorado.

Eu sempre escrevi romance, o que muita gente chama de chicklit. E eu nunca aceitei muito bem isso. Eu queria ser aquela escritora que escreve coisas profundas, filosóficas, que “fazem pensar”. Escrever livros com tramas complexas e que fossem bem faladas pela crítica. Mas a crítica não vê com bons olhos os livros de romance. E por isso eu também não via. Mas depois de muito tempo percebi que isso era uma grande besteira. Eu via autores brasileiros como a Babi Dewet e a Iris Figueiredo, que também escrevem o mesmo tipo de literatura que escrevo (só que o público delas é um pouco mais novo), super orgulhosas de seus livros e eu pensava por que também não podia ter orgulho dos meus livros. Afinal, eu me matei de escrever durante meses seguidos, trabalhando com muita dedicação nas minhas histórias, meus personagens, e não vou ter orgulho disso? E não é que eu não gostasse dos meus livros, eu era (e sou) apaixonada por cada personagem meu, mas eu achava que tinha que escrever coisas que tinham um peso maior, sabe? Porque os outros diziam que o que eu escrevia não era importante. Mas quem são os outros pra dizer o que é ou não importante? E quem são os outros pra dizer que o que escrevo não pode tocar as vidas de outras pessoas e ter um impacto positivo?

Meus amigos lindos, sempre presentes nos lançamentos, sempre me dando apoio - mesmo quando eu não me dava.
Meus amigos lindos, sempre presentes nos lançamentos, sempre me dando apoio – mesmo quando eu não me dava.

E pode! Quando comecei a receber mensagens na minha página de pessoas que tinham lido meus livros e que tinham adorado, e que me disseram que meus livros tinham deixado suas vidas mais felizes, eu comecei a perceber que meu pensamento anterior era uma imensa besteira. E fiquei mais feliz ainda quando recebi a mensagem de uma menina dizendo que meu livro Coisas não ditas deu à ela a força para continuar escrevendo suas próprias histórias. E aí eu percebi que tava fazendo a coisa certa. Que era por isso que escrevi, e que eu não tinha que ter vergonha ou menos orgulho dos meus livros, porque eu estava conseguindo o meu objetivo: tocando vidas de pessoas. E eu sigo até hoje querendo saber da história dessa menina, que até decidiu fazer faculdade de letras por causa do meu livro, e fico torcendo muito por ela. E por todo mundo que quer ser escritor, principalmente aqui no Brasil, um país que a cultura é tão desvalorizada e é muito difícil viver de livros. Mas vale muito à pena quando você ouve histórias como a dessa menina (não citarei nomes por questão de privacidade mesmo).

Minha família maravilhosa - esses então, totalmente sem palavras pro nível de apoio e animação.
Minha família maravilhosa – esses então, totalmente sem palavras pro nível de apoio e animação.

Por isso, hoje eu vim aqui dizer que sou escritora, que escrevo romances, e que tenho muito orgulho deles! Dos dois já publicados e dos que ainda estão guardados, esperando uma avaliação ou serem mandados para editoras. E eu ficaria imensamente feliz se vocês lessem eles também – e depois viessem me contar o que acharam, mesmo se não gostarem tanto.

Beijocas!

Eu no lançamento de Queria tanto na Bienal do Rio em setembro de 2011, e assinando o Coisas não ditas no evento da Eldorado, em setembro de 2013.
Eu no lançamento de Queria tanto na Bienal do Rio em setembro de 2011, e assinando o Coisas não ditas no evento da Eldorado, em setembro de 2013.

Onde vocês podem encontrar meus livros, caso interesse: nas livrarias físicas e virtuais. Pra facilitar, deixo aqui alguns links pra vocês, só clicar nos nomes dos livros.

Queria Tanto (primeiro livro, publicado em 2011)

Coisas não ditas (segundo livro, baseado numa fanfic que escrevi de Mcfly, publicado em 2013)

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Tem dois vídeos no meu canal falando um pouco sobre cada um dos meus livros, se interessar vocês. E se gostarem, se inscrevam no canal! 🙂

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30 Livros em 1 Ano – A garota das laranjas (Jostein Gaarder) – Livro 8

Hoje é domingo, dia de que? De fazer nada. Ou de que? Ficar deitada na cama embaixo de um edredom bem quentinho (porque aqui no Rio tá bem frio, pelo menos pra nós, cariocas) lendo um livrinho. Então achei que era o dia perfeito pra falar de mais um livro que li no meu projeto de 30 livros em 1 ano – que estou com sério medo de não conseguir cumprir, mas não vamos pensar nisso agora, não é? (Negação forevah!) Esse foi um livro que li em um dia só (fazia tempo que não lia um livro inteiro num dia só) numa situação muito parecida com a de um domingo – embaixo de um edredom, deitada na cama. Mas a situação foi completamente diferente: eu estava doente. E já estava deitada fazia três dias, não aguentava mais! Como já tinha melhorado um pouco e já conseguia me concentrar em algo, catei um livro da biblioteca dos meus pais pra ler. Escolhi A garota das laranjas, do Jostein Gaarder, autor norueguês muito adorado pela minha prima Clarissa e pela minha amiga Priscila, e foi por isso que escolhi esse livro – ter boas referências sempre é bom, né? Por isso que dou indicações de livros aqui pra vocês!

Perdoem a qualidade ruim da foto, mas eu estava doente!
Perdoem a qualidade ruim da foto, mas eu estava doente!

O livro lançado em 2005 conta a história de uma carta escrita há muito tempo pelo pai do adolescente Georg Roed, que morreu há 11 anos (o pai, e o não Georg). A carta conta uma história muito interessante e romântica sobre uma garota que carregava laranjas e o pai dele se apaixonou perdidamente – mesmo sem saber como encontrá-la ou quem ela era. Além de conter essa história, a carta também é uma despedida do pai ao menino, que era bem pequeno quando o pai morreu. E é muito bonito, emocionante e sensível – ou seja, preparem os lencinhos.

Jostein escreve daquele jeito característico dele, que não é muito fácil de se ler. Se você não está acostumado, pode achar um pouco cansativo, porque suas descrições são longas, e há muitos trechos em que o personagem da carta filosofa sobre o mundo e afins, o que eu acho muito legal, mas tem gente que pode não gostar. Como eu já havia lido O dia do curinga (sensacional, leiam!), eu já estava acostumada com o estilo do autor – o que não impediu que eu me cansasse um pouco quando ele falava sobre planetas e satélites, mas isso é porque é um assunto que eu não me interesso muito. Mas depois que você se acostuma com o jeitinho particular de escrita de Jostein, que é, na verdade. até meio genial, a leitura flui muito bem. Até porque você fica muito curioso para saber o que vai acontecer na história da carta, isso porque, como bom escritor que é, Jostein deixa o leitor envolto em mistério todo tempo porque alterna durante todo o livro a história da carta e a vida em tempo real do menino que lê a carta. Então quando você tá lá, querendo saber qual vai ser o próximo passo do personagem da carta, vem Georg te contar o que tá achando daquilo tudo. Esperto esse Jostein…

Mas, pra resumir, é um livro que mexe muito com suas emoções, que te faz pensar na vida (como todos os livros do autor), e que você fecha, depois de ler a última frase, com um sorriso no rosto – e muitas lágrimas enxugadas em lencinhos.

O autor norueguês Jostein Garrder.
O autor norueguês Jostein Garrder.

Para quem não sabe, Jostein é o autor do famoso livro O mundo de Sofia. Ele dava aula de filosofia antes de se dedicar exclusivamente à leitura, por isso seus livros tem esse teor filosófico tão forte. A garota das laranjas foi lançado por aqui pela editora Companhia das Letras, e custa no site da editora, R$35 (R$24, se você preferir a versão em e-book).

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30 Livros em 1 Ano – And so we were (Kelly Castle) – Livro 7

Cês sabiam que a amazon tem tipo uma editora? Ok, não é uma editora, mas você pode publicar seus livros pela amazon, o que é o máximo porque leva pouquíssimo tempo para o livro aparecer na loja (ou pelo menos é o que eles dizem aqui), seu livro aparece na loja mundial da amazon (o que significa que é muito mais interessante escrever em inglês, se você for fluente na língua) e você ainda ganha um dimdim pelo seu trabalho (segundo a própria amazon, você recebe até 70% por direitos autorais, enquanto em editoras comuns a média é somente 10%). Uma desvantagem é que você tem que escolher sua capa entre um catálogo de capas que estão disponíveis para o autor que vai publicar com a amazon publicar, o que é o único ponto negativo desse livro, porque a capa não tem nada a ver com o tema do livro. E essa é uma grande desvantagem porque, se o livro já não tivesse sido indicado para mim por amigos, eu provavelmente não compraria por causa da capa, porque pensaria que se trata de um livro sobre mulheres que adoram roupas e sapatos – e não poderia ser mais longe disso!

Capa de And so we were.
Capa de And so we were.

Iris é uma garota bem tomboy, na verdade. Não liga para estética e essas coisas (chatas) de mulher, como cabelo, roupas, sapatos, ou seja, ela prefere roupas confortáveis a se vestir com roupas e sapatos que apertam só pra ficar bonita “para os caras”. E ela também adora livros. E escrever. E um certo cara chamado Dean. Que é um babaca, mas the heart wants what the heart wants. E eu não conseguia entender porque o heart da Iris não podia querer o Jordan, melhor amigo do irmão mais velho da Iris, que sempre a viu como a irmã mais nova de seu melhor amigo, mas agora… Enfim, eough said porque senão darei spoilers!

Esse é o primeiro livro de Kelly Castle e, man, como ela escreve bem! Fiquei abismada! Eu, sendo também escritora, sei como é difícil tornar histórias em coisas que você não consegue mais parar de ler, e And so we were é assim, no momento que você começa a ler, você não quer mais parar. E isso tudo se dá pelo jeito fantástico e diferente da Kelly escrever. Sério, eu queria ser amiga dela e perguntar pra ela como ela consegue escrever desse jeito! Ainda mais nas cenas de sexo. Quem já escreveu cenas de sexo sabe o quanto você tem que se conter para não acabar virando um 50 tons de cinza da vida. Porque você quer dizer o que aconteceu, mas de um jeito natural, sem ficar vulgar demais, mas também sem adocicar muito e acabar virando trash (nada de “ela pegou seu instrumento”). E ela consegue! Já aviso, para as que adoram um romance sexual, que as partes sexuais são bem poucas, então não se empolguem tanto! hahahaha Mas se você decidir ler esse livro, vai passar horas bem tensa com toda a história. Porque, vou te falar, tinha horas que eu queria dar uns tapas na Iris, sacudir ela e gritar “minha filha, pelo amor de Deus!!!!!!!!!!!!”. Sério, de longe, um dos melhores romances que li nos últimos tempos.

Eu queria ter escrito sobre o livro aqui assim que acabei de ler, porque assim teria coisas mais substanciais para escrever. Porque esse livro merece todas as críticas positivas da vida. Mas como já faz um tempinho que li, ele não tá mais tão fresh na memória, mas a sensação que tive ao ler o livro está, e é “meu deus, que livro bom. e como essa autora escreve bem!”. Aliás, não achei foto dela, o que é uma pena. Mas posso garantir que é um livro muito bom, até meio angustiante, mesmo sendo um romance, e um bom exemplo como coisas do nosso cotidiano podem modificar aos nossos olhos só por causa de um momento ou pequenos acontecimentos. Ah! E todo o desenvolvimento é muito bem feito, nenhum personagem ou situação parece de forma forçada, tudo parece ocorrer naturalmente – o que não acontece em um outro livro que falarei aqui mais pra frente.

And so we were está à venda na amazon (mas acho que só na versão ebook) por 7 reais, baratinho! Corre lá agora pra comprar! Mas lembre-se de que o livro é em inglês! Depois que você ler, me diz o que achou!

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