30 LIVROS EM 1 ANO – Guia do Mochileiro das galáxias, O restaurante no fim do universo, e A vida, o Universo e tudo mais (Douglas Adams) – LIVROS 28, 29 e 30

Yo Bros! (desculpa, gente, desculpa, é a maratona How I met your mother fritando o cérebro da pessoa)

Anyways… Feliz 2016, pessoas! E nada melhor pra começar o ano do que o melhor livro que li em 2015! Quer dizer, os melhores livros, visto que é uma série fantástica, sensacional, fabulosa, e todos os adjetivos que consigo e não consigo pensar. Desde Harry Potter não fico tão maravilhada com uma série de livros. E contarei o todos os motivos. Mas antes vamos falar um pouco sobre a série em si.

O guia do mochileiro das galáxias foi escrito por Douglas Adams, escritor inglês que, infelizmente, faleceu em 2001, nos fazendo perder, assim, mais um gênio. Sim, gênio, pois engana-se quem pensa que o Guia é só mais um livro sobre viagem no espaço. Se fosse, não seria a febre que é, existindo até um dia para celebrá-lo, o Towel Day (Dia da toalha), comemorado em 25 de maio. Originalmente, era uma série de rádio transmitida pela rádio BBC, na Inglaterra, e depois foi adaptada para outras mídias, como livros, peças de teatro e filme. O primeiro livro da série (ou “trilogia de cinco livros”, como é chamada ironicamente) foi publicado em 1979, sendo seguido por O restaurante no fim do universo, de 1980, e depois por A vida, o universo e tudo mais, que foi lançado em 1982. E vou parar por aí porque foram os três livros da série que li até agora.

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Os dois primeiros livros da série.

Meu livro preferido entre os três é, de longe, o segundo, O restaurante no fim do universo. O primeiro, O guia do mochileiro das galáxias, é mais uma apresentação da história, dos personagens, e onde você vai se acostumando com o humor sensacional de Douglas Adams. Meu tipo de humor favorito é o inglês, que é mais irônico, sarcástico, mais dry (desculpem, mas não achei uma palavra em português para esse tipo de humor, onde a pessoa diz a coisa engraçada sem mudar expressão facial ou entonação), e eu adoro. Pra quem gosta de Doctor Who, é exatamente o mesmo tipo de humor (E, Douglas Adams escreveu TRÊS episódios de Doctor Who!). Aliás, há várias semelhanças entre o seriado e os livros, e comecei a achar que Steven Moffat se inspirou bastante no Guia para escrever os episódios de Doctor. O terceiro livro, A vida, o universo e tudo mais (expressão que vocês vão me ver mencionar muito por aqui), é uma maluquice só. Sério, demorei pra entender o que aquele bando de situação totalmente sem sentido significava. Mas no fim, teve um motivo. Tudo tem um motivo e faz sentido nos livros da série, tudo mesmo. Nem que seja uma pessoa andando numa praia longe de onde todos os personagens estão (“Um mágico vagava pela praia, mas ninguém precisava dele”) – essa cena serve pra mostrar que a vida é assim, um bando de situações rotineiras empilhadas e que nem tudo tem que ser fantástico (admito: esse foi um comentário do meu marido que eu achei tão bom que tive que escrever aqui).

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Falando em marido, essas são as costas dele junto com o terceiro livro da série.

O segundo livro é meu favorito porque ele tem todos os elementos de que gosto num livro: uma boa história, o maravilhoso humor inglês, frases sensacionais e metáforas incríveis que te deixam pensando por muito tempo sobre a vida, o universo e tudo mais (desculpem, eu não podia deixar passar). E como eu disse na resenha de Dias roucos e vontades absurdas, eu adoro livros que nos fazem pensar na vida e na mente e no comportamento e etc. Eu me sentia lendo um livro de filosofia e meu coração dava pulinhos a cada frase de tão sensacional que são as análises de Douglas Adams (por isso o chamei de gênio). Foi o livro que mais anotei coisas para reler depois (não pude sublinhar no próprio livro porque ele era emprestado), e em alguns momentos eu queria anotar uma página inteira! Você lê e pensa na vida o tempo todo, nas grandes questões.Mas não ache que você fica desesperado lendo isso, tipo “ai meu Deus (ou amontoado de vagas percepções sensoriais), o que eu estou fazendo da minha vida?”. Não! Porque é tudo passado de uma forma muito leve. Enfim, vou colocar aqui alguns trechos que gostei muito, pra vocês terem uma pequena noção do que estou falando.

“Num universo infinito, tudo pode acontecer, até a sobrevivência.”

“Não sei. Por que? Vocês acham que eu deveria ter um? Parece-me muito estranho dar um nome a um amontoado de vagas percepções sensoriais.” – Homem que rege o universo ao ser perguntado de seu nome.

“Como você pode garantir que tem alguma coisa lá fora se a porta está fechada?”

“Elas (as pessoas) têm seus próprios universos a partir de seus olhos e seus ouvidos.”

“(…) puderam enfrentar os problemas da falta de objetivos e do isolamento simplesmente decidindo ignorá-los.”

Mas não é só no segundo livros que existem frases sensacionais. Nos outros também tem, como essa do terceiro:

“Não somos obcecados com coisa alguma, entende? E esse é o fator decisivo. Não podemos vencer contra a obsessão. Eles se importam, nós não. Então eles vencem.”

Ou esse trecho, também do terceiro, que mostra exatamente o tipo de humor da série:

 “São/eram de uma beleza indizível. Em outras palavras, você não seria capaz de recitar um trecho longo de uma só vez sem ser tomado fortemente pela emoção e por um senso de verdade, totalidade e unicidade das coisas sem que, rapidamente, você precisasse dar uma volta rápida pelo quarteirão, possivelmente parando em um bar ao retornar para tomar uma dose rápida de perspectiva e bebida. Eram realmente bons.”

Ou esse outro trecho, do primeiro livro:

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Bem, acho que já deu pra entender que eu amei tudo sobre o Guia e o motivo, né? Acho melhor parar antes que fique um post interminável. Mas antes de eu ir, dizendo que vocês todos TEM QUE LER ESSA SÉRIE TODA, deixo uma pequena sinopse da série, que foi a única coisa que faltou aqui: Arthur Dent tem sua casa e seu planeta (sim, a Terra) destruídos em um mesmo dia, e parte pela galáxia com seu amigo Ford, que acaba de revelar que na verdade nasceu em um pequeno planeta perto de Betelgeuse (sinopse retirada do Skoob). E a partir daí, bem, VOCÊ TEM QUE LER PRA VER (toda a série do Guia do mochileiro foi relançada aqui pela Editora Sextante e cada livro tá em torno de uns R$25, mas você consegue achar a coleção completa no Submarino por R$39,90).

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Douglas Adams, o geniozinho por trás dessa série maravilhosa!

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Falando no melhor livro que li em 2015, lá no meu canal tem vídeo falando sobre os 5 melhores livros que li em 2015 (e os 5 piores também). Dá uma olhadinha lá! E não esquece de se inscrever no canal!

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Queria Tanto (primeiro livro, publicado em 2011)

Coisas não ditas (segundo livro, publicado em 2013)

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30 LIVROS EM 1 ANO – O BANQUEIRO ANARQUISTA (FERNANDO PESSOA) – LIVRO 21

Me sinto muito culta por falar de um livro de Fernando Pessoa aqui. Mas me sentiria mais culta se tivesse gostado muito do livro. Hahahahahaha

O banqueiro anarquista conta a história de uma banqueiro que é, adivinhem!, anarquista. O livro todo é um diálogo entre ele e um amigo em que ele conta como pode um banqueiro ser anarquista. O argumento final dele não me convenceu muito, mas pode ser que convença você. hahahaha

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Minha mãe me trouxe esse livro de uma viagem que fez a Portugal, e eu fiquei mega feliz por ganhar um livro de Pessoa diretamente de sua terrinha. Nunca tinha lido algo que não fosse poesia de Fernando Pessoa, e exatamente por isso mamis deu-me essa obra. Porém, preciso admitir que prefiro seus poemas. Talvez seja por causa do tema – não sou muito ligada a política, e esse livro não é nada mais que política. Há de convir, apesar de não ter ficado fã do livro, que ele é super atual, mesmo sendo de 1922! Não sei se continua sendo atual lá por Portugal, mas aqui… Infelizmente, nosso país parece não evoluir, e os problemas relatados no livro estão muito presentes na nossa vida cotidiana. E o lema do eu-lírico do livro é o lema – utópico, há de se convir – de muita gente nos nossos dias, isso porque há uma confusão geral no Brasil politicamente, parece que nada está certo e nada anda bem. Mas não é disso que vim falar aqui, né gente?

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Como todo mundo sabe quem é Fernando Pessoa, vai uma foto descontraída dele pra ilustrar e ser diferente.

Mas, apesar de político, há vários temas para se pensar, e pensar muito. Porque são coisas tão comuns na nossa sociedade que não tem como não parar para refletir, e em como podemos modificar a situação em que nos encontramos. E em como, depois de tanto tempo da publicação desse livro, parecemos ainda estar no mesmo lugar.

Separei alguns trechos do livro que achei interessante pra vocês conhecerem um pouquinho da obra.

“Ora, o que é um anarquista? É um revoltado contra a injustiça de nascermos desiguais socialmente.” – apesar do tema ser político, esse ponto é algo que podemos nos identificar totalmente, não é mesmo?

“Um nasce filho de um milionário, protegido desde o berço contra aqueles infortúnios – e não são poucos – que o dinheiro pode evitar ou atenuar; outro nasce miserável, a ser, quando criança uma boca a mais numa família onde as bocas são de sobra para o comer que pode haver. Um nasce conde ou marquês, e tem por isso a consideração de toda a gente, faça ele o que fizer; outro nasce assim como eu, e tem que andar direitinho como um prumo para ser ao menos tratado como gente.” – Bum! Tapa na cara! E olha essa frase, que lindeza de escrita, gente: onde as bocas são de sobra para o comer que pode haver.

“O mal verdadeiro, o único mal, são as convenções e ficções sociais, que se sobrepõe às realidades naturais. (…) Ora, essas ficções são más porquê? Porque são ficções, porque não são naturais.

Eu não sei se alguma editora brasileira publicou esse livro por aqui, procurei pela internet da vida e não achei. Mas como já caiu em domínio público, é possível baixá-lo aqui. E depois me conta se vocês gostaram ou não.

Beijocas!

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30 LIVROS EM 1 ANO – Condenada (Chuck Palahniuk) – LIVRO 19

“Mais livro, Livia?” Sim, porque é o único assunto que estou tendo ideias no momento. hehe

Anyway, o livro de hoje faz parte de uma trilogia, porém eu só li o primeiro e o terceiro ainda nem foi lançado. Vamos rezar para Maldita, segundo livro da série, estar em promoção durante a Black Friday para eu conseguir comprar, amiguinhos? “Mas por que eu faria isso por você, Livia?” Porque você é super legal! 🙂

Enfim, antes de qualquer coisa, vamos para a sinopse (retirada do Skoob, porém levemente modificada): Madison, a filha de uma estrela de cinema narcisista e de um bilionário, morre de uma overdose de maconha – e a próxima coisa que sabe é que está no inferno. Madison compartilha sua cela com um grupo heterogêneo de jovens pecadores que é quase bom demais para ser verdade: uma líder de torcida, um atleta, um nerd, e um punk. Madison e seus amigos caminham através do Deserto de Caspas e escalam a Montanha Traiçoeira de Unhas para enfrentar Satanás em sua cidadela.

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Como deu pra perceber pela sinopse, não é um livro comum. E a cada vez que leio uma história como essa, penso de onde esses autores tiram essas ideias e me sinto uma farsa como autora (mas essa é outra história e estou fugindo do tema). Pra quem leu Clube da luta, ou até quem viu o filme (porque é muito parecido) tem uma noção do estilo de Chuck Palahniuk. Ele não abranda nada. Ele é direto. Ele é ácido, e tem um senso de humor afiado. Porque sim, há senso de humor numa história como essa, e bastante. E assim ele é em Condenada.

“O que faz com que a terra pareça o Inferno é a nossa expectativa de que deveria ser como o Paraíso.”

 

“A triste verdade é que a maioria das pessoas são igualmente falsas com você após a sua morte.”

O livro é uma forma de criticar várias parcelas da sociedade. Não posso falar muito sobre o estilo de Chuck, afinal só li Condenada e Clube da luta (que escreverei sobre mais adiante), mas me parece que isso é algo normal na escrita dele, a crítica. E a nossa sociedade, ah como ela é digna de críticas! E Chuck não poupa nenhum segmento, do mundo glamouroso das celebridades às organizações religiosas. Mesmo sendo adolescentes, os personagens são maliciosos e sarcásticos. Mas não há dicotomia, ou seja, ou um personagem é bom ou é mau. Não, não. Há várias camadas nos personagens de Chuck, como todo personagem de um bom escritor. Falando em personagens, achei sensacional a comparação do grupo de amigos ao grupo do filme Clube do cinco (que está bem claro na sinopse acima), mas admito que é porque eu, particularmente, adoro esse filme.

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O autor Chuck Palahniuk.

Eu queria lembrar de mais coisas para escrever mais detalhadamente (porém, sem spoilers) sobre esse livro. Mas como já tem um tempinho que li, as frases não me vem com facilidade à mente. Mas garanto que é um livro sensacional, crítico, pungente, e muito, muito diferente.

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30 livros em 1 ano – O filho de mil homens (Valter Hugo Mãe) – Livro 18

Um dos melhores livros que li nesse projeto. Mas sem sombra de dúvidas (só não foi o melhor porque, bem, vocês saberão em breve). Um livro diferente, poético, lindo, sensível, único. Incrível. Acho que eu nunca tinha lido um livro desse jeito, com esse tipo de linguagem, com uma escrita tão bonita. É um rebuscado que não soa rebuscado, é um simples que diz muito. Sabem como é? Talvez pelo autor ser português e não ter havido tradução, e sabemos bem que o português de Portugal é bem diferente (e mais literário) que o nosso, não é mesmo? (e isso não quer dizer que não acho o nosso português lindo)

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O filho de mil homens narra a história do pescador Crisóstomo, “um homem que chegou aos quarenta anos e assumiu a tristeza de não ter tido um filho”. Com vontade imensa de ser pai, o protagonista conhece o órfão Camilo, que um dia aparece em sua traineira. Ao redor dos dois, outros personagens testemunham a invenção e construção de uma família. (sinopse tirada do site da editora Cosac Naify) E toda essa construção é narrada de um jeito belíssimo, delicado, e novo. O autor aborda, a todo tempo, temas que passam por nossas vidas mas, que muitas vezes, nem pensamos sobre. Ou, se pensamos, nunca daquela maneira ou, pelo menos, não dito da maneira que ele escreve, tão sincera e sensivelmente. É livro bonito, essa é a principal definição dele, tanto pela narrativa quanto esteticamente.

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Orelhas do livro.

Sendo produzido por uma editora tão detalhista quanto a Cosac Naify, não poderia esperar outra coisa senão um livro super bem feito e, como sempre, com um quê de obra de arte. Os livros da Cosac são sempre pensados cada pedacinho, sempre lindos, e O filho de mil homens não é diferente. Além de ter uma história emocionante, é um livro que você quer ter na estante de tão deslumbrante que é (pena que esse eu peguei emprestado da minha amiga, e não enfeitará minha futura estante).

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Cada capítulo começava assim, com uma página “pintada” de preto. Lindo, né?

Apesar de ser um livro emprestado, minha amiga foi super hiper mega legal e me deixou marcar as minhas passagens favoritas. Só que marquei tanta coisa porque achei tanta coisa tão bonita e válida para deixar anotado para pensar sobre futuramente que se fosse escrever aqui, viraria um post longuíssimo. Portanto, deixo para vocês algumas poucas passagens do primeiro capítulo, o meu preferido (o da foto acima), para vocês verem quão belo é o livro de Valter Hugo Mãe.

” (…) o Crisóstomo assumiu a tristeza para reclamar a esperança.”

“Aquele homem que chegou aos quarenta anos sorriu, e aquele sorriso já não era o mesmo do dia anterior. Já não era como nenhum outro do passado. Era o dobro de um sorriso.”

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Valter Hugo Mãe, o autor dessa beleza de livro. Sim, eu também achei que ele fosse mais velho, mas tem só 44 anos!

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30 LIVROS EM 1 ANO – Como eu era antes de você (Jojo Moyes) – LIVRO 15

Só digo uma coisa sobre esse livro: não leia se estiver passando por momentos difíceis na sua vida, emocionalmente falando. Porém, se mesmo depois dessa dica, você resolver ler, não esqueça de deixar a caixa de lenços do seu lado porque, olha, eita livro triste! E eita livro bom também!

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The Blurb: Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã que é mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Além disso, trabalha como garçonete num café, um emprego que ela adora e que, apesar de não pagar muito, ajuda nas despesas. E namora Patrick, um triatleta que não parece interessado nela. Não que ela se importe. Quando o café fecha as portas, Lou se vê obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, a ex-garçonete consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor, de 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de um acidente de moto, o antes ativo e esportivo Will desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. O que Will não sabe é que Lou está prestes a trazer cor a sua vida. (sinopse retirada do Skoob)

Você pode ler essa sinopse e pensar “ah, que coisa chata e melosa”, mas você se engana, amiguinho! A escrita de Jojo Moyes não tem nada de melosa e é bastante vivaz, cheia de referências (algumas bem inglesas, que talvez a gente não entenda direito) e muito identificável. Falando em referências, quase explodi de emoção quando ela citou um Dalek, inimigo número um do Doctor na série que eu sou completamente apaixonada, Doctor Who. Já ganhou um ponto (um não, mil) só aí. E os pontos só iam aumentando a medida que eu lia o livro. É uma história comumente vista por aí em livros de drama? Pode até ser. Mas o jeito que é desenvolvido faz toda a diferença.

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A personagem principal, Louisa, é tudo que algumas personagens de alguns livros ruins que li (e depois comentarei por aqui) também são, mas muito melhor descrita e escrita. Ela tem camadas, ela não é uma coisa só (só atrapalhada, ou só tímida, ou só loser). Ela sofreu um evento traumático (não vou dizer qual é, óbvio!), mas a vida dela não é guiada por isso (o que não significa que não a afeta), como acontece na vida real. Ela é uma boa pessoa, mas isso não significa que não deixa de se irritar com fatos de sua vida que não tem como não se irritar – ela não é uma Pollyanna, o que é maravilhoso! É uma personagem 100% real, que poderia estar aqui do nosso lado. E eu acho até que conheço pessoas bem parecidas com ela (eu sendo uma delas. hahahaha).

Yes, Lou, yes! Obrigada por não ser perfeita.
Yes, Lou, yes! Obrigada por não ser perfeita.

Já Will é um pouco mais caricato. Caricato nem seria a palavra correta, mas sim o que se espera de uma pessoa que era super ativa e, de repente, se vê preso a uma cadeira de rodas, sem poder fazer nada sozinho. Mas, pense bem, não tem nada muito diferente que se possa fazer com esse personagem. Se Jojo inventasse um personagem todo feliz, os leitores iam achá-lo falso, porque ninguém fica super feliz por estar tetraplégico. E para muitos (imagino que para a maioria) é bem difícil aceitar essa realidade, não importa quanto tempo se passe. Então o personagem é tudo que ele poderia ser. E com um ar de ironia que faz qualquer um se apaixonar (sim, eu adoro pessoas irônicas e sarcásticas). E caro que tem toda aquela coisa de salvadora da pátria que eu tenho que quer salvar todo mundo e me atrai pessoas que precisam ser “salvas”, mas isso vocês não precisam saber, não é mesmo?

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Os outros personagens também são muito bem trabalhados e descritos, desde o sobrinho de Lou, que é apenas uma criança, passando pelo avô dela, que nem interage direito, ao enfermeiro de Will e seus pais, e até sua irmã (de Will), Georgina, que aparece bem pouco no livro. É possível entender a motivação e os sentimentos de cada um deles, até dos bêbados que só aparecem em uma cena!

Esse livro também faz você pensar muito em diversos assuntos, inclusive em assuntos que você não gostaria de pensar. E quebra paradigmas e certezas que antes tínhamos e que depois de ler o livro começamos a nos questionar se aquilo é mesmo o certo. Aliás, faz muito pensar se existe mesmo um certo e um errado. Muito vago? Eu sei, mas não posso ser mais direta senão estragaria todo o livro pra vocês. E eu não quero fazer isso, porque foi exatamente o que mais me chocou – e tocou – no livro.

Jojo Moyes e sua cara da santinha, mas que na verdade fez um livro pra botar muito marmanjo pensando - e chorando - por aí.
Jojo Moyes e sua cara da santinha, mas que na verdade fez um livro pra botar muito marmanjo pensando – e chorando – por aí.

Como eu era antes de você é, de longe, um dos melhores livros que li nesse ano. Em questão de romance/drama, é O melhor. Porque, pra mim, livro bom é aquele que te deixa pensando por muito tempo sobre ele, e sobre as questões propostas por ele, e esse livro fez isso comigo. E como! Indico muito!!!!!!!

I know the feeling...
I know the feeling…

Aaaaaaaaaaaaaah! E foi gravada a versão cinematográfica do livro, com Emilia Clarke (a Khalisi, de Game of Thrones) no papel principal, o delícia Sam Claflin (Finnick Odair, de Jogos Vorazes) como Will Traynor, e ainda Neville Longbottom Matthew Lewis como o chatérrimo namorado de Lou, Patrick. Se eu gostei da escalação? Em se tratando de Sam Claflin, hell yeah! Não importa o que ele faça, contanto que apareça na tela, eu já fico feliz. Já Lou, não sei se Emilia foi a escolha certa porque imaginava a personagem como alguém um pouco mais desengonçada, e Emilia é muito bonita para o papel. Mas vamos esperar pra ver, né? Vai que ela surpreende? O filme está marcado para estrear somente em 2016, então teremos que esperar bastante ainda pra chorar litros no cinema.

Emilia com Sam (à esquerda) e com um Matt todo malhadinho à direita. Pra mim, sempre será estranho ver Matthew Lewis crescido e com corpinho bonitinho desse jeito.
Emilia com Sam (à esquerda) e com um Matt todo malhadinho à direita. Pra mim, sempre será estranho ver Matthew Lewis crescido e com corpinho bonitinho desse jeito.

E vocês? Leram o livro? O que acharam? Estão ansiosos pra ver o livro no cinema? Me contem tudo!!!!!!! Os comentários estão aí pra isso, pra eu saber a opinião de vocês. Adoro saber o que pensam. 🙂

E até outro dia!

Muah!

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Espalhando livros, espalhando amor

Tem dois projetos relacionados a livros rolando aqui no Rio de Janeiro e ambos são muito legais. Eles são o Ninho de Livros e o Livros Livres.

O Ninho de Livros é um projeto que acontece em praças e comunidades do Rio de Janeiro. Se trata de casas de passarinhos – muitos lindas, por sinal -, onde você pode encontrar vários livros dentro para serem pegos. A intenção é haver uma troca de livros, ou seja, você pega um e deixa outro. Segundo a criadora do projeto, Renata Tasca, a ideia é promover a literatura e a cultura colaborativa, “transformar o que poderia virar lixo em algo útil”. Eu encontrei uma casinha dessas na praça Saens Peña , na Tijuca, e tinha uma senhorinha muito fofa pegando um livrinho e lendo ali mesmo. Adorei. Sem contar que dá um ar todo especial pra praça. As casas da pássaros podem ser encontrados em várias praças do Rio, como a Sarah Kubitschek, em Copacabana, o Parque Guinle, em Laranjeiras, e também no Morro do Cantagalo e no Vidigal.

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A ideia do Livros Livres é bem parecida. Você leva um livro pra deixar no lugar de outro que você pegar. A diferença é que há também um espaço pra você sentar e ler seu livrinho – um espaço muito agradável, por sinal. Achei esse projeto no shopping Boulevard Rio (antigo Iguatemi), em Vila Isabel, mas não sei se tem em outros lugares também (procurei pela internet e não encontrei essa informação). As poltronas coloridas são muito convidativas e parecem bastante confortáveis, dá vontade de ficar uma tarde inteira lá lendo várias histórias. Uma iniciativa parecida foi feita pelo café Café & Pauta, também no mesmo shopping, onde há uma estante cheia de livros pra você pegar – e deixar outro no lugar.

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Foto retirada da página do Facebook do Café e Pauta.
Foto retirada da página do Facebook do Café e Pauta.

Espero que cada vez mais inventem novas iniciativas para incentivo a leitura pelo país – e pelo mundo, na verdade. Sei que há alguns projetos pelo Brasil, como o que soube um tempo atrás de livros deixados (propositalmente, vale dizer) em vagões de metrô para serem pegos e lidos. Acho isso o máximo e vou torcer pra esses projetos continuarem sendo inventados! Se você conhecer outros projetos como esse, por favor, me conte aqui!

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Como você escreve?

Olá pessoas!

Lembra que eu falei que esse mês eu ia falar um pouco mais sobre literatura? Então, hoje é um desses dias.

Se você sempre se perguntou como escritores escrevem, o que os faz escrever, como eles escrevem, como eles tem que estar se sentindo pra escrever, agora você descobrirá! Conversei um pouco com dois amigos meus, Daniel e Marina, que, assim como eu, escrevem (e eles escrevem muito bem) sobre escrita e nossos jeitos de escrever. Só dar play no vídeo aí abaixo pra descobrir. Esse é o só o primeiro de uma série de vídeos assim porque, obviamente, falamos demais e não coube tudo num só vídeo. hehehe E, por favor, se você também escreve, me diga nos comentários como vocês precisam estar pra escrever e tudo que envolve a sua escrita.

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Quero pedir desculpas por estar meio sumida e escrevendo pouco, mas tô enlouquecida aqui com uns projetos paralelos e sem tempo de passar por aqui. 😦 Mas em breve estarei de volta!

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