30 Livros em 1 Ano – Dark Places (Gillian Flynn) – Livro 11

Gente, eu esqueço tanto de escrever de escrever sobre os livros que tô lendo esse ano por aqui, que daqui a pouco 2015 acaba e eu ainda não falei sobre nem metade dos livros! Mas também, vou ver se faço uma semana inteira só falando de livros pra ver se não me perco nesse meu projeto! hahahaha

Enfim, o livro de hoje é de uma autora que descobri esse ano ser espetacular e já falei sobre um livro dela por aqui. E sim, sei que ela tá famosinha por causa de Gone Girl, mas eu não ligo se falarem que eu gosto dela só por ser modinha, porque sei que não é! Eu nem li Garota Exemplar! Mas como fiquei absolutamente fascinada quando li Objetos Cortantes, saí correndo em busca de um próximo livro dela, ela sendo a Gillian Flynn, e encontrei Dark Places – sim, em inglês porque ainda não tinha sido lançado aqui no Brasil, então li na língua original mesmo que, como eu já disse aqui antes, acho bem melhor.

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Percebam como meu kindle está sujinho. Isso significa muito uso! 😉

Antes de qualquer opinião da minha parte, vamos ao blurb do livro, tirada do SkoobLibby tinha sete anos quando a mãe e as duas irmãs foram assassinadas pelo irmão mais velho, Ben. Passados vinte e cinco anos, Ben encontra-se na prisão e Libby vive com o pouco dinheiro de um fundo criado por pessoas caridosas que há muito se esqueceram dela. Localizada pelo Kill Club, uma sociedade secreta obcecada por crimes extraordinários, o grupo tenta sacar os pormenores do crime (provas que esperam vir a libertar Ben), e Libby engendra um plano para lucrar com a sua história trágica. Por uma determinada quantia, estabelecerá contato com os envolvidos naquela noite e contará as suas descobertas ao clube… e talvez venha a admitir que afinal o seu testemunho não era assim tão sólido.

Algumas capas do livro Dark Places, inclusive a da versão espanhola.
Algumas capas do livro Dark Places, inclusive a da versão espanhola.

Dark Places foi lançado nos Estados Unidos no dia 05 de maio de 2009 (no dia do meu aniversário!), mas aqui a editora Intrínseca só o publicou esse ano, talvez pelo sucesso que Garota exemplar fez e pelo filme já lançado, com Charlize Theron interpretando a personagem principal Libby. E olha, esse é um filme que vou ter que assistir com alguém do meu lado porque eu tenho certeza absoluta que vou morrer de medo! Sério, eu me cagava (desculpe a palavra) lendo o livro. Não tive problema nenhum lendo Objetos cortantes, mas enquanto eu lia esse livro, e muitas vezes eu lia com marido dormindo ao meu lado porque eu simplesmente não conseguia parar de ler, eu tive que deixar pelo menos a televisão ligada quando finalmente decidia largar o livro de lado e dormir porque eu ficava com muuuuuuuuuuuito medo!

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O livro conta a história de uma chacina, o que já te faz ficar pensando que aquilo podia acontecer com você – uma pessoa entrar na sua casa e te matar com um machado. E eu, que sou uma pessoa muito impressionável, e já fico achando que tudo que vejo e leio pode acontecer comigo, imagina ler sobre um assassinato tão brutal como é o do livro? Foram noites e noites sem conseguir dormir direito! Mas sabe por que isso aconteceu? Porque o livro é muito bem escrito! Se não fosse, não daria pra pensar que tudo aquilo é real e que pode mesmo acontecer. E é totalmente intrigante, você fica querendo saber o que vai acontecer, qual será  novo mistério que será desvendado – e que vai levar pra várias outras perguntas e criação de novos mistérios.

Nicholas Hault, que interpreta Lyle, o líder do grupo do Kill Club que
Nicholas Hault, que interpreta Lyle, o líder do grupo do Kill Club que “estuda” o caso da chacina da família de Libby, e Charlize Theron, a Libby.

Dark Places se diferencia de Objetos Cortantes por ter algumas características de terror também, enquanto Objetos cortantes é muito mais mistério com muita ênfase na personalidade e relacionamento entre as pessoas. Apesar de Lugares escuros (como ficou traduzido por aqui) também mostrar a personalidade forte e introvertida (e, muitas vezes, super egoísta) de Libby, o foco se deu mais mesmo em desvendar o mistério que circundava o assassinato, principalmente em saber se Ben é ou não o verdadeiro culpado (o que, obviamente, não falarei pra vocês e deixarei vocês descobrirem lendo o livro).

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Uma coisa que gostei muito do livro é o fato de ter três narradores: Libby, Ben e Patty, a mãe de Libby (e de Ben, e das outras duas meninas assassinadas). Cada um tem seu estilo próprio de contar a história e a junção de todas elas é o que vai fazer o leitor conhecer a verdade sobre aquele fato chocante que aconteceu 25 anos atrás. É bem interessante, mas isso também deixa você em duvida o tempo todo de quem é o verdadeiro culpado. É bem estressante – não leia se tiver o coração fraco.

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Mas o estilo de escrita de Gillian Flynn já me cativou, não tem jeito, principalmente por sempre criar personagens fora do lugar comum e problemáticos, com sua carga de bagagem emocional ferrada e psicologicamente mexidos. Adoro! Amo! E já quero ler o próximo livro de personagem com probleminhas na cabeça dela! Me identifico tanto! hahahahaha (agora vocês estão todos com medo de mim) Mas admito que com a Libby não me identifiquei muito, não. Já com o Ben… (risada de psicopata)

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Meus livros!

Queria Tanto (primeiro livro, publicado em 2011)

Coisas não ditas (segundo livro, baseado numa fanfic que escrevi de Mcfly, publicado em 2013)

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30 Livros em 1 Ano – Objetos cortantes (Gillian Flynn) – Livro 5

Hello, is it me you’re looking for?

Hoje vou falar sobre o melhor livro da vida até agora nesse projeto de 30 livros em 1 ano e, quiçá, um dos melhores livros que já li na vida. Sério, fiquei embasbacada com a capacidade de escrita da Gillian Flynn que, antes de ler esse livro, eu só conhecia como a autora de Garota exemplar, que eu não li, mas vi o filme. O livro é Objetos cortantes, e saiu por aqui, assim como todos os outros livros da autora, pela Editora Intrínseca (minha editora queridinha que, um dia, será meu local de trabalho, se os deuses me ouvirem). Ele conta a história de Camille, que retorna à cidade onde nasceu para cobrir o caso de uma menina assassinada e outra misteriosamente desaparecida. Desde que deixou a pequena Wind Gap, no Missouri, oito anos antes, Camille quase não falou com a mãe neurótica, o padrasto e a meia-irmã, praticamente uma desconhecida. Mas, sem recursos para se hospedar na cidade, é obrigada a ficar na casa da família e lidar com todas as reminiscências de seu passado. Entrevistando velhos conhecidos e recém-chegados a fim de aprofundar as investigações e elaborar sua matéria, a jornalista relembra a infância e a adolescência conturbadas. (sinopse retirada do Skoob)

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Quem já leu Garota exemplar ou ao menos viu o filme, sabe que Gillian Flynn gosta de uma atmosfera sombria e personagens femininas fortes e problemáticas, características que eu me relaciono e me interesso bastante. Não sou fã de personagens certinhos, bonzinhos e que parecem não ter nenhum defeito. Em Objetos cortantes, personagens assim são muito difíceis de se encontrar. Ainda bem. Todos eles são reais e relacionáveis – na medida do possível.

Objetos cortantes é um livro forte, intrigante e totalmente viciante! Eu li o livro todo numa livraria (porque, infelizmente livros são caros e a pessoa aqui tá sem dindim) e isso foi muito difícil, porque eu não podia levá-lo pra casa! Me peguei várias no meio do fim de semana (sábado e domingo não ia pra lá) sedenta de história porque eu tinha que saber como o livro continuava!!!!!!! Aí quando chegava 2a feira, eu corria pra livraria, agarrava meu livro, pedia meu café e só parava de ler porque já tinha ficado tarde e eu tinha que ir embora. Se eu pudesse, dormia no shopping lendo! Sério, ele é muito envolvente, a Gillian usa as palavras dela de forma perfeita pra te agarrar e te fazer ter vontade de saber o que vai acontecer na próxima frase, e na próxima, e na próxima, e na próxima, até você ter lido até o final!

Trecho (incrível) do livro.
Trecho (incrível) do livro.

A personagem principal também é super bem construída. Na verdade, todos os personagens são muito bem construídos, o que é difícil de se encontrar por aí porque, geralmente, os autores costumam construir muito bem os personagens principais e esquecer que precisam desenvolver os secundários também. Mas em Objetos cortantes, todos possuem detalhes e características profundas, como toda pessoa real. E por mais horripilantes que eles sejam, você consegue entender o motivo de cada um ser do jeito que é – o que não significa que você vai gostar deles (eu mesma odiei várias personagens). Mas Camille é impossível de ser odiada. Ela tem tantos problemas que você sente pena dela, e se sente como ela, e se relaciona com ela (ou talvez isso só aconteça comigo). Mas dá pra sentir todas suas sensações e sentimentos a medida que ela vai descobrindo as coisas que andam acontecendo em sua cidade natal e enxergando a verdade por trás de cada personagem. É foda, desculpe o teor da palavra, mas realmente não tenho outra pra explicar melhor o desenvolver da história e o próprio livro. Eu amei muito, mesmo, e talvez seja o primeiro livro sem ser saga (Harry Potter, Jogos Vorazes) que eu tenha lido tão intensamente e que me envolvi tanto com a história. Acho que 5 estrelas é pouco, eu daria mil!

A autora Gillian Flynn e a capa original do livro.
A autora Gillian Flynn e a capa original do livro.

Ah! Dizem por aí que Objetos Cortantes vai virar série. Eu não gostei da ideia. Acho que ele tem tudo pra ser um filme, mas série… Série é longa e precisa de mais material do que existe no livro (George R.R. Martin e suas centenas de páginas tudo bem, mas Objetos Cortantes não pede série). Vão acabar estragando o livro. Quero nem ver! Mas se resolverem fazer um filme, serei a primeira no cinema! Assim como quero ver o filme de Dark Places (Lugares escuros), segundo livro de Gillian Flynn (e que eu estou lendo agora!) e que estreará ainda esse ano por aqui, protagonizado pela Charlie Theron.

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