45 anos

Enquanto aguardo a chuva passar pra poder ir pra casa, escreverei sobre um filme que, só depois de ver o Oscar, lembrei que não escrevi sobre ele. Absurdo. Você talvez pense que isso indique que ele não é um filme muito bom e que é esquecível. Não é verdade. É só que assisti tantos filmes antes do Oscar, que um outro que não ME marcaram tanto (veja bem, não me marcaram, o que não significa que não são bons) eu ia acabar esquecendo mesmo. Enfim, vamos a ele.

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45 years (no original)

Indicações: Melhor atriz (Charlotte Rampling).

Sinopse: Kate Mercer está planejando a festa de comemoração dos 45 anos de casada. Porém, cinco dias antes do evento, o marido recebe uma carta: o corpo de seu primeiro amor foi encontrado congelado no meio dos Alpes Suíços. A estrutura emocional dele é seriamente abalada e Kate já não sabe se vai ter o que comemorar durante a festa.

É um filme que te faz pensar. Muito, na vida, nos seus relacionamentos (principalmente amoroso), e em como tudo pode mudar por causa de um detalhe pequeno. E também em como você não conhece nunca uma pessoa totalmente, mesmo depois de 45 anos de casado. E como tudo depende de escolhas. Claro, todas essas são questões bastante superficiais, não dá pra falar tudo que um filme engloba em um post rápido e curto de blog. Mas vá preparado pra começar a analisar sua vida.

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Charlotte Rampling, a indicada ao Oscar, está sensacional. Eu confesso não me lembrar dela de nenhum outro filme, mas virei fã. A performance contida, porém que diz tudo. Tom Courtney, seu par na tela, também está impecável na atuação. Gente, dá nem pra acreditar que ambos estão na faixa dos 70 anos! E isso, na verdade, é mais legal. Muito raro fazerem filmes com personagens nessa faixa etária, o mundo do cinema parece ser dos jovens, o que é uma tristeza, visto que podem existir histórias tão ou até mais interessantes com personagens mais velhos.

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Ou seja, um filme muito bom com um tema diferente e interessante. Vejam! Sério mesmo! Porque além de ter atuações fortes e uma história muito legal, também tem paisagens lindíssimas – e um cachorro muito, hiper, super fofo!

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Joy + dia de Oscar!

Hoje é dia de Oscar! E hoje também é dia de falar do último filme que vi, Joy. Joy só está indicado a uma categoria – melhor atriz – e entendo totalmente o motivo: ele é ruim. Bem ruim.

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Indicações: Melhor atriz (Jennifer Lawrence).

Sinopse: Criativa desde a infância, Joy Mangano entrou na vida adulta conciliando a jornada de mãe solteira com a de inventora e tanto fez que tornou-se uma das empreendedoras de maior sucesso dos Estados Unidos. (sinopse do AdoroCinema)

Joy é um filme bem mal feito. A história, ok, é legal, como a menina que não tinha muito futuro conseguiu dar uma guinada e se fazer por conta própria. Legal (apesar de eu não gostar dessa mentalidade de vendas e tal). Mas o filme em si… É bem, bem ruim.

As coisas vão acontecendo numa rapidez que você até se perde, e as coisas não se explicam. Em determinado momento, Joy aparece com as mãos cortadas e não entendemos o motivo. A partir daí, ficamos grande parte do filme sem entender o motivo pelas quais as coisas vão acontecendo. Muito depois, quase no final do filme já, é explicado o por que das mãos cortadas, mas aí já faz tanto tempo, meu amigo, que não faz nem mais sentido explicar. Aquela cadeia de situações já saiu há muito tempo da cabeça das pessoas. E tudo vai acontecendo assim, do nada, sem explicação, como se Joy fosse tendo vários momentos eureka e, cara, a vida não é assim. Ok, ela é uma mulher criativa, mas não é assim que acontece, sabe? Não do jeito mostrado no filme. Aliás, mostrado com cortes horríveis! Marido, que percebe mais essas coisas que eu, disse que, em certo momento, Robert DeNiro (que imagino que só tenha feito esse filme porque é amigo do diretor, não é possível) sai de um cômodo falando, e quando cortam e mostram ele, ele não está falando, e é como se ele não tivesse falado em momento nenhum. Enfim, bem ruim.

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Enfim, achei um filme tão ruim, tão fraco, que não tem nem muito o que falar aqui. A própria indicação da Jennifer acredito que tenha sido só porque ela é a personagem central do filme, o filme é todo em torno dela, só por isso.  Mas se você assistiu e gostou, me diga os motivos, por favor.

 

E não se esqueça do Oscar hoje! Na TNT, que é geralmente onde assisto, a transmissão começa às 20:30, com a chegada dos atores no tapete vermelho. Mas a premiação em si começa às 22h. Bora torcer (mas não pra Joy, porque pelo amor).

Ah! E eu devo comentar a premiação pelo Snapchat de vez em quando, se quiserem dar uma olhadinha, é só me seguir!

Beijos e bom Oscar pra vocês!

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Brooklyn

Hey peeps!

Ok, eu disse que voltaria aqui no meio carnaval para falar mais sobre os filmes indicados ao Oscar, mas cuidar de uma gatinha de 4 meses é mais trabalhoso do que eu imaginava – ainda mais uma gata pestinha (e linda!) como a Judith, gata da minha amiga. Mas foi maravilhoso mesmo assim (e como não seria? ela é uma gata e não tem como ser ruim ficar perto de um gato) e hoje estou de volta para falar de mais um filme indicado ao prêmio de melhor filme, Brooklyn.

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Indicações: Melhor filme, Melhor atriz (Saoirse Ronan), Melhor roteiro adaptado (Nick Hornby).

Sinopse: A jovem irlandesa Ellis Lacey se muda de sua terra natal e vai morar em Brooklyn em busca de uma vida melhor. No início de sua jornada nos Estados Unidos, ela sente falta de sua casa, mas ela vai tentando se ajustar aos poucos até que conhece e se apaixona por Tony. Logo, ela se encontra dividida entre dois países, entre o amor e o dever. (sinopse bem ruinzinha – e olha que dei uma melhorada -, mas foi a que encontrei no AdoroCinema)

Primeira coisa que preciso falar sobre esse filme: o figurino é impecável. Não sei como não está concorrendo ao prêmio de melhor figurino, sério, porque as roupas são super bem feitas e lindas – e olha que eu sou o tipo de pessoa que geralmente não repara nessas coisas. Mas sendo filme “de época” e sabendo que a produção teria que recriar toda uma paramentação, de roupas a acessórios e objetos da época, eu presto atenção para ver se foi bem feito. E em Brooklyn, meu deus, como foi bem feito! Só olhar as roupas lindas e que parecem que foram tiradas diretamente de um guarda-roupa da década de 50 (mais um filme que se passa na década de 50! Hollywood está fixada nessa década esse ano) nas fotos abaixo para ter certeza disso. Então começo afirmando: tremenda injustiça não estar concorrendo ao Oscar de melhor figurino E design de produção. Dito isso, ou seja, indignação colocada para fora, vamos continuar.

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Alguns dos figurinos lindos que estão no filme.

Já tendo assistido todos os filmes indicados ao Oscar de Melhor Filme (só não vi Mad Max e nem verei), posso dizer que Brooklyn foi meu terceiro filme favorito (com Room em primeiro lugar e Spotlight em segundo). Gostei da história, gostei de forma como foi contada (sem muita “melosidade”), gostei das atuações, gostei da direção, gostei da fotografia, ou seja, gostei de tudo. Sobre a história, assim como muitos dos filmes que estão na premiação e são baseados em livros, fiquei com vontade de ler o original (ou seja, o livro de Colm Toibín), mas admito que somente para perceber as modificações feitas por Nick Hornby. Aliás, acabei de descobrir, pesquisando para escrever o post, que o roteiro é de Nick Hornby, que é somente um dos meus autores literários favoritos (e que já vem há um tempinho se arriscando na faceta de roteirista). Como achei um filme de história completa, com início, meio e fim e sem parecer ter buracos, não fiquei compelida de conhecer mais da história ou saber fatos que por ventura podiam estar faltando no filme, porque não parece estar faltando nada. Provavelmente por isso Nick tenha sido indicado com seu roteiro para o prêmio (e eu não poderia ter ficado mais feliz). Sei, porém, que ele não vai ganhar (o filme está concorrendo com Room, for Christ sake!). Mas, ainda assim, fico feliz com a indicação (ele, talvez, ficasse mais feliz se ganhasse, não é mesmo?).

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Meu queridíssimo Nick Hornby.

Sobre Saoirse (acho incrivelmente difícil lembrar como se escreve o nome dessa garota e sempre tenho que procurar, além de até hoje não saber como se pronuncia), continuo me surpreendendo toda vez que vejo a atriz em filmes atuais e percebo que ela não é mais a criança que era quando a “conheci” em Desejo e reparação (falou a tia velha). Até porque ela ficou muito diferente de quando era mais nova, nem parece a mesma pessoa. Ok que a gente muda quando envelhece, mas ela mudou demais! Olha só!

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Um minuto de silêncio para repararmos na incrível mudança da Saoirse. É outra pessoa, gente!

Enfim, passando pelo aspecto físico da menina, ela está mesmo muito bem e merece a indicação. Acho um papel forte para alguém tão novo quanto ela é (21 anos) e ela carrega toda a intensidade do papel sem esmorecer. Muito bom. Aliás, acho que todos atores estão muito bem no filme, das personagens coadjuvantes (como Tony e o padre que ajuda Ellis) a personagens bem pequenos, como as meninas (chatas toda vida) que moram na mesma pensão que Ellis. E preciso dar um viva especial pro ator que está se tornando meu novo queridinho, Domhnall Gleeson (outro que não sei pronunciar o nome), que além de ser ruivo e lindo, é ótimo ator e participou de nada mais nada menos do que quatro filmes indicados a esse Oscar (além de Brooklyn, também está em Ex Machina, O regresso e Star Wars). Acho que a carreira de alguém está deslanchando…

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Lindo, lindo, lindo. Ok, talvez não tanto com esse cabelinho certinho demais.

Agora vamos falar de um detalhe do qual não achei tão legal assim, pelo único motivo de achar um pouco cliché: as cores. Na verdade, um ponto específico em relação a elas. O que acontece é que, no filme, Ellis sai da Irlanda em busca de uma vida melhor nos Estados Unidos (como dito na sinopse), ou seja, vai atrás do american way of life tão procurado e desejado até hoje pelas pessoas (e que, se hoje já sabemos que as coisas não melhoram tanto assim quando a gente vai pra lá, na época realmente havia uma melhora  – às vezes – e as pessoas acreditavam mais ainda na promessa de uma vida boa que os EUA vendiam). Só que nessa mudança de Irlanda para os EUA, as cores mudam. Pelo menos no início do filme (depois parei de perceber, o que significa que talvez tenham parado de fazer isso, talvez pela mudança de visão que Ellis tem em relação aos dois países com o passar do tempo), toda vez que aparece a Irlanda, a terra datal da personagem, as cores são mais pesadas, mais escuras, mais azuis. Já quando o EUA é mostrado, é imagem é sempre muito bem iluminada, cheia de vida, com cores mais puxadas para o vermelho e o amarelo, com mais intensidade. Seria legal se isso não fosse amplamente usado em filmes, o que me decepcionou um pouco, já que achei um filme de qualidade, até em relação a fotografia, mas pra isso pecaram nisso. Porém, os posicionamentos de câmera eram bem interessantes (segundo minhas anotações distorcidas que fiz enquanto assistia o filme, porque já não lembro mais. hahahahahaha). Resumindo, um filme muito legal, que retrata muito bem uma época e mostra como as pessoas realmente acreditavam que sua vida mudaria por completo nos EUA (e, no caso, não achei a glorificação que fazem dos EUA algo bobo e exaltante, porque esse era o pensamento das pessoas da época – ou assim eu acho). E como você pode fazer de uma terra que você não nasceu a sua casa.

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O quarto de Jack

O quarto de Jack (Room)

Indicações: Melhor filme, Melhor atriz (Brie Larson), Melhor direção (Lenny Abrahamson), Melhor roteiro adaptado (Emma Donoghue).

Sinopse: O longa conta a história de Jack, um menino de cinco anos que é criado por sua mãe, Ma. Como toda boa mãe, Ma se dedica a manter Jack feliz e seguro e a criar uma relação de confiança com ele através de brincadeiras e histórias antes de dormir. Contudo, a vida dos dois não é nada normal: eles estão presos em um espaço de 10m². (retirado do site Filmow)

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Pôster do filme.

Room é um filme intenso. Não é pesado, é intenso. Tenso. Dá nervoso – não o filme inteiro, mas algumas partes cruciais. Alguns críticos estão dizendo que é um filme claustrofóbico. Discordo. Apesar de mãe e filho estarem em um quarto (o tal “room”) minúsculo, não dá sensação de claustrofobia. Mas isso tem um motivo. E o motivo se chama Jack. Jack nasceu no Quarto. Jack não conhece nada além do Quarto. Portanto, para Jack, Quarto não é claustrofóbico, não é pequeno, e como o filme é contado a partir da visão de Jack, não, não nos sentimos apertados num cubículo. Para nós, o quarto é o mundo, assim como para Jack. E Quarto acaba sendo também um personagem, por isso o nome do filme é Room em inglês, assim, sem artigo, porque ninguém chama ninguém de The Jack, The Joy, etc. Room, ou Quarto, é personagem, não é abstrato, e também não seria pra você se tudo que você conhecesse fosse ele e os objetos contidos nele – Cama, Armário, TV, Mesa.

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Room (desculpa, gente, simplesmente não consigo chamar o filme de O quarto de Jack, não combina, não tem a mesma força que seu título original) é o que é por causa de Jack, ou seja, Jacob Tremblay, que na época das gravações tinha somente sete anos de idade. Mas atuando tem a responsabilidade e a seriedade de um ator com anos de experiência nas costas. O garoto arrasa. Ele é bom demais. Mas tudo foi feito, nas gravações, para que ele pudesse dar o melhor de si. Porque o diretor (e todos da equipe) sabia que, apesar de ele ser ótimo ator e ser responsável como um adulto, ele ainda era uma criança. E, portanto, chegaria a limites. Por isso, o filme foi gravado cronologicamente, porque ele já não é um filme fácil, e pra uma criança gravar fora de ordem seria muito confuso (para Jacob, no caso). O contato entre Jacob e Brie Larson, sua mãe no filme, também foi outro aspecto pensado pelo diretor, que queria que houvesse uma intimidade e um afeto grande entre os dois e que Jacob se sentisse confortável com ela, o que era super importante, já que no filme a mãe é a única pessoa com quem Jack tem contato. Pra isso, Brie e Jacob se conheceram três semanas antes das gravações, para já irem criando laços. A escolha de Brie (que foi feita antes da escolha da criança) também foi essencial, pois o diretor sentiu que ela era uma pessoa calorosa, então deixaria qualquer criança confortável. Sem contar os percalços encontrados durante as gravações, que eram sempre ultrapassados pensando sempre, em primeiro lugar, no bem-estar de Jacob, como, por exemplo, em uma cena em que Jack teria que berrar com a mãe e Jacob estava envergonhado de fazer. O diretor pediu para que todos no set começassem a berrar para que Jacob percebesse que ele não estava sendo “ridículo” ao berrar também. E assim conseguiu que Jacob se sentisse confortável para fazer a cena. Por isso tudo, eu já daria o troféu de melhor direção para Lenny Abrahamson. E o fato de tratar de assunto tão pesado (o sequestro de uma adolescente que acaba tendo um filho de seu sequestrador/estuprador) de forma tão leve (porém intensa, como eu disse no começo). A própria autora do livro em que o filme é adaptado (e também roteirista do filme) disse que só aceitou fazer o filme porque percebeu que Lenny entendeu de verdade o livro e estava focando o que era verdadeiramente importante na história: o amor entre mãe e filho, e não focando no crime (ela havia recebido várias outras propostas pra transformar seu livro em filme antes da de Lenny e havia recusado todas). E é exatamente isso que o filme mostra, como o amor de uma mãe é imenso e transformador, mesmo em situação tão adversa. E é somente por causa do amor de Joy (ou Ma, como Jack a chama) que o menino age com a naturalidade que ele age naquele cubículo, porque Joy não quis passar para ele o pavor, o ódio e todos os sentimentos ruins que ela sente. É uma verdadeira história de amor.

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Jacob fofíssimo!

Brie também está estupendamente bem e merece a estatueta que irá ganhar – porque ela VAI ganhar o prêmio de melhor atriz, não tem como ir para outra pessoa. Lenny provavelmente não ganhará o prêmio de melhor direção por causa de Iñarritu e seu O regresso, mas, pra mim, ele é o verdadeiro vencedor. Assim como o pequeno Jacob, que nem sequer foi indicado, mas que merecia o Oscar, porque atuar na intensidade que ele atua em idade tão pouca não é pra qualquer um!

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Brie Larson em cena.

Trailer do filme procês!

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Carol

Carol

Indicações: Melhor atriz (Cate Blanchet), Melhor atriz coadjuvante (Rooney Mara), Melhor roteiro adaptado (Phyllis Nagy), Melhor fotografia (Edward Lachman), Melhor figurino (Sandy Powell), Melhor trilha sonora (Carter Burwell).

Sinopse: A jovem Therese Belivet tem um emprego entediante na seção de brinquedos de uma loja de departamentos. Um dia, ela conhece a elegante Carol Aird, uma cliente que busca um presente de Natal para a sua filha. Carol, que está se divorciando, também não está contente com a sua vida. As duas se aproximam cada vez mais e, quando Harge a impede de passar o Natal com a filha, Carol convida Therese a fazer uma viagem pelos Estados Unidos. (retirado do site Adoro Cinema).

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Pôster do filme.

Assisti Carol com duas amigas e marido e só eu gostei do filme. Os outros acharam devagar e fraco. Bem, eu não concordo com eles. Sim, o filme realmente demorou a engatar. O começo parecia cenas aleatórias da vida de Therese, personagem de Rooney Mara (esse nome me incomodou TANTO! Por que não TheresA?), que se apaixona aos poucos por Carol, personagem de Cate Blanchet, diva como sempre (já a atuação de Rooney não me agradou tanto, achei sem sal). Eu disse que Therese (por que, meu deus, por que?) se apaixonada aos poucos por Carol, mas acho que, na verdade, ela se apaixonou logo na primeira vez que a viu, mas não tinha coragem de assumir sua sexualidade nem para ela mesma, visto a época em que a história se passa (na década de 50). E, pra mim, o tema principal do filme é esse, a diferença entre a segurança de Carol e a insegurança de Therese. Carol é totalmente segura de seus amores, sua sexualidade e de como quer viver sua vida. Já Therese, que só está descobrindo agora sua sexualidade, ainda não é segura como Carol – na verdade, Therese não tem certeza de nada na sua vida. Em um momento em que eu adorei do filme (porque me identifiquei bastante), ela diz que ela é a pessoa que só diz sim, ou seja, ela vai fazendo as coisas que aparecem na vida dela, sem escolher, mas só porque essas coisas aparecem, mas ela não tem muita certeza de que ela quer realmente aquilo. E com Carol acredito ser a primeira vez que ela realmente percebe que é aquilo mesmo que ela quer, é uma escolha que ela finalmente consegue fazer. E imagino o quão difícil deve ser se assumir homossexual em uma época tão repleta de preconceitos e ignorância. Por isso também acho que o filme tem uma importância imensa, retratar esse romance, algo que vemos tão pouco nas telas dos cinemas.

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Rooney Mara como a personagem com o nome mais incomodativo do mundo!

Esses opostos que Carol e Therese representam vão sendo mostrados o tempo todo no filme, e o engraçado  é que a medida que Therese vai se tornando mais segura de si, Carol é obrigada a desfazer todas as certezas que teve em sua vida e a fingir ser quem não é por um motivo externo a ela. E achei isso muito interessante. Todas as mudanças das personagens foram bastante sutis, não foram de forma abrupta, e acho que isso conta como positivo no filme, porque há uma explicação, você entende o motivo daquilo acontecer (apesar dos meus colegas de filme não concordarem comigo, porque eles às vezes reclamavam que elas estavam lentas demais e outras que estavam rápidas demais, o que eu não concordo). Pra mim, tudo aconteceu no tempo certo. Entre elas duas. Porque o desenvolvimento da história, principalmente no final, achei muito corrido e não aprofundou tanto quanto eu gostaria. Mas entendo que é difícil transpor um livro para as telas do cinema, ainda mais um tão complexo quanto sobre o relacionamento entre duas mulheres com idades tão díspares na década de 50.

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Cate Blanchet e toda a elegância de carol.

Quanto às indicações, eu não daria o prêmio para Cate Blanchet, muito menos para Rooney Mara, e também acho que existem roteiros adaptados melhores (O quarto de Jack, por exemplo, tá ganhando em disparado na minha listinha), mas o Oscar de figurino já é dele. Que roupas maravilhosas, com um detalhamento incrível! A trilha sonora é fantástica também, guiando nossas emoções exatamente como eles querem, a música nos dá a sensação exata de cada momento do filme e parece que estamos lá, sentindo o mesmo que os personagens. A fotografia tá impecável também, mas tem outros filmes com fotografia melhor (como A ponte dos espiões). Porém, se ganhar o prêmio, eu não ficaria chateada.

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Mais um pouquinho desse figurino e cenografia super detalhistas do filme.

No geral, é um filme bem bom. Só não é excepcional.

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