O regresso

O regresso (The revenant)

Indicações: Melhor filme, Melhor ator (Leonardo DiCaprio), Melhor ator coadjuvante (Tom Hardy), Melhor direção (Alejandro Iñarritu), Melhor cinematografia (Emmanuel Lubezki), Melhor edição (Stephen Mirrione), Melhor figurino (Jacqueline West), Melhor cabelo e maquiagem (Sian Grigg, Duncan Jarman, Robert A. Pandini), Melhor edição de som (Martín Hernandéz, Lon Bender), Melhor mixagem de som (Jon Taylor, Frank. A. Montaño, Randy Thom, Chris Duesterdiek), Melhor design de produção (Jack Fish, Hamish Purdy) e Melhor efeitos visuais (Richard McBride, Matt Shumway, Jason Smith, Cameron Waldbauer).

Sinopse: Hugh Glass parte para o oeste americano disposto a ganhar dinheiro caçando. Atacado por um urso, fica seriamente ferido e é abandonado à própria sorte pelo parceiro John Fitzgerald. Entretanto, mesmo com toda adversidade, Glass consegue sobreviver e inicia uma árdua jornada em busca de vingança. (Sinopse do site Adorocinema)

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Se tem uma coisa que posso dizer sobre O regresso é: foi ótimo ter ido assistir sem expectativa nenhuma. Mais: foi ótimo assistir o filme achando que ele seria um saco. Por quê? Porque fui surpreendida por ele e acabei gostando. Ok, não é o meu preferido, nem de longe, mas é um filme com todas as caraterísticas de um indicado a melhor filme – e indicado com razão.

Primeiro, vamos dizer que se Leonardo DiCaprio não ganhar essa estatueta, a Academia claramente tem algo contra ele. Já achei absurdo ele não receber o prêmio por Lobo de WallStreet, onde ele fez uma atuação arrasadora, mas se com esse filme, onde seu personagem tem tudo que a Academia ama ao conceder o prêmio de melhor ator/atriz (esforço físico, mudança de aparência, sotaque, superação), ele não ganhar, acho que ele pode desistir e pensar que é pessoal. Ele está incrível, como sempre é (mas ainda acho que estava melhor em Lobo de WallStreet), porém uma coisa me chamou muito a atenção: seu jeito de falar. Leo (para os íntimos, e sou fã dele desde os 14 anos, então posso me considerar íntima) tem uma maneira muito peculiar de pronunciar as palavras que está presente em sua vida e em todos os seus papéis – menos nesse. E só por isso, por mudar tanto seu jeito de falar, já acho um mega desafio. E por todo o resto também, pela expressão de seu corpo, pelo seu olhar passar o que sente sem precisar falar nada, e também por todo o esforço físico que fez, por que não? Afinal, isso também conta (porém, não é SO isso). E é esforço físico sem afetar sua performance, ele não deixa de atuar bem porque tá se esforçando mais ( que acontece em muitos filmes de ação,  não é mesmo?).

THE REVENANT
Tom Hardy.

Outro que está incrivelmente incrível é o Tom Hardy, que também está totalmente irreconhecível. E eu, que tinha um preconceito contra ele não sei por que, perdi todo, porque ele está tão bom que até fiquei em dúvida se quem deve ganhar o prêmio de melhor ator coadjuvante é ele ou Mark Rylance, sendo que até então eu tinha certeza absoluta de que Mark Rylance deveria ganhar. Mas Tom Hardy está tão bem como Fitzpatrick, fazendo-nos sentir uma raiva tremenda de seu personagem, que a dúvida pairou. E falando em atores, é mais um filme com o ruivo favorito de todos no momento, Domhnall Gleeson. Yay!

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Domhnall Gleeson.

O diretor, não tenho muito o que falar. É meu diretor favorito! Apesar de que eu não acho que daria o prêmio para ele, e sim para Lenny Abrahamson (diretor de Room), mas, como sempre, ele faz um filme de diretor completamente. Filme de diretor, para quem não sabe, é um filme onde podemos encontrar características claras de um diretor e podemos enxergar o dedo do diretor durante todo o filme, ou seja, ele pensou em cada detalhe do filme (é mais ou menos isso). E Alejandro se dedicou bastante ao filme, pensando em cada detalhe e se esforçando ao máximo para fazer um filme de arte, mesmo sendo um filme com muita ação (a cena da luta de DiCaprio e a ursa, nossa, é de prender a respiração – e tapar os olhos, no meu caso). Marido me disse que eles filmaram o quanto puderam do filme em luz natural, o que só aumenta o tempo de filmagem, o que nesses dias de tempo é dinheiro, quem é que quer fazer? Então um diretor que se preocupa com a qualidade da imagem desse jeito é realmente muito especial. E imagina você ficar no meio daquele frio todo gravando o máximo que você conseguir com luz natural e tal? Isso que é dedicação!

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O diretor Alejandro Iñarritu com DiCaprio.

Os efeitos especiais tem nem o que dizer! Aquela ursa, gente! A ursa parece de verdade! Fico impressionada em como os efeitos especiais estão avançados hoje em dia, e vendo filmes como esse e como As aventuras de Pi, que tinha aquele tigre que era todo feito de computação gráfica, assim como essa ursa, só me deixam totalmente embasbacada com a evolução da tecnologia. Incrível! E falando em ursa, pra quem acha que tem um bando de bichinho morrendo e por isso estava temeroso de assistir o filme (como aconteceu comigo), pode ficar tranquilo que nem tem muita morte de animais, não (só tem uma cena um pouco chocante com um cavalo que não falarei mais sobre para não dar spoilers).

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A ursa, totalmente feita por computadores.

O filme traz a tona várias questões interessantes: como era difícil a vida antigamente (não sei em exato quando o filme se passa), se vingança realmente vale a pena (apesar de, no filme, eu não achar que o tema em si é realmente vingança, acho que vai muito além disso), na falta de respeito com a cultura do outro (no caso, o outro sendo o índio), na relação sociedade em que nasceu/família que você criou, na confiança entre amigos e colegas de trabalho, entre tantas outras (até porque essas citadas foram questões bastante simplificadas). E o fato de suscitar tantos questionamentos é um ponto muito positivo do filme porque, pra mim, produto cultural que se preze faz exatamente isso, ele te faz pensar.

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Leonardo DiCpario ganhando seus machucados feitos pela ursa. Maquiagem incrível!

Ah! Quase ia esquecendo! O trailer do filme!

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Perdido em Marte

Perdido em Marte (The martian)

Indicações: Melhor filme, Melhor ator (Matt Damon), Melhor roteiro adaptado (Drew Goddard), Melhor edição de som (Oliver Tarney), Melhor mixagem de som (Paul Massey, Mark Taylor, Mac Ruth), Melhor design de produção (Arthur Max, Celia Bobak), Melhor efeitos visuais (Richard Stammers, Anders Langlands, Chris Lawrence, Steven Warner).

Sinopse: O astronauta Mark Watney é enviado a uma missão em Marte. Após uma severa tempestade ele é dado como morto, abandonado pelos colegas e acorda sozinho no misterioso planeta com escassos suprimentos, sem saber como reencontrar os companheiros ou retornar à Terra. (sinopse do site AdoroCinema)

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Taí um filme que eu pensei: não vou gostar. Aí ouvi amigos falando sobre ele e pensei: ah, vai que eu gosto, pode até ser. Aí eu vi e pensei: é, eu estava certa desde o começo. Eu tenho me interessado mais pelo espaço e tal, coisa que eu nunca havia gostado, mas desde Doctor Who tenho dado mais chances, visto que amo o seriado e amei também a série de livros O guia do mochileiro das galáxias. Mas Perdido em Marte realmente não é pra mim. Achei o filme um saco. Eu estava com esperança de, pelo menos, dar umas risadas, afinal, meus amigos falaram que era engraçado, tinhas umas tiradas ótimas. Eu não abri nem mesmo um sorriso durante as excruciantes duas horas e vinte e quatro minutos de filme. Pra não dizer que não teve nenhum momento bom, eu gostei do final. Achei emocionantezinho (percebam o “zinho”) e até me tocou um pouquinho (novamente, percebam o “inho”). Mas, além disso, a única coisa impressionante do filme são os efeitos especiais (que são REALMENTE impressionantes).

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Pode-se perceber por que Matt Damon foi indicado ao prêmio de melhor filme, porém. Ele emagreceu, ele fica a maior parte do tempo sozinho, ou seja, contracenou sozinho, o que é bem difícil, porque não há ninguém para quem se reagir, ele faz um personagem que, apesar de não real, é um “herói” americano, e todos sabemos que americanos adoram heróis americanos e adoram exaltar que americanos são foda (vide o chatérrimo Sniper americano, sobre um cara que é herói porque matou milhões de pessoas, uhu, que super legal – só que não). Porém, não consigo entender como foi indicado a melhor filme, porque não tem as características necessárias para um filme dessa categoria. Ele não tem nada demais, nem mesmo o modo de filmar, nem a história. A única coisa interessante, como eu disse, são os efeitos especiais, e não acho que são motivo suficiente para uma indicação de melhor filme, porque nem inovador é nesse quesito (temos visto bastante filmes com efeitos especiais muito bons). Só consigo imaginar que foi indicado a melhor filme pelo mesmo motivo que dei acima do herói americano. Só pode ser.

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Pra resumir, é um filme blé com uma história até interessante, mas que não empolga e nem emociona. Mas, ainda assim, quero ler o livro. Deve ser mais interessante do que o filme e quero saber se realmente é bom como falam.

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A equipe de Matt Damon no espaço.

Ah! Todo mundo já deve ter visto o trailer, já que é um filme que estreou por aqui no ano passado, mas como é de praxe, segue o trailer para vocês, caso ainda não tenham assistido e queiram saber um pouquinho mais sobre esse (mediano) filme.

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Ponte dos espiões

Boa segunda-feira, todo mundo! Hoje tô aqui pra falar e mais um dos filmes indicados ao Oscar, e esse eu gostei BASTANTE!

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Ponte de espiões (Bridge of spies)

Indicações: Melhor filme, Melhor ator coadjuvante (Mark Rylance), Melhor roteiro original (Matt Charman, Ethan Coen e Joel Coen), Melhor design de produção (antigo direção de arte), Melhor trilha sonora, Melhor mixagem de som.

Sinopse: Em plena Guerra Fria, o advogado especializado em seguros James Donovan (Tom Hanks) aceita uma tarefa muito diferente do seu trabalho habitual: defender Rudolf Abel (Mark Rylance), um espião soviético capturado pelos americanos. Mesmo sem ter experiência nesta área legal, Donovan torna-se uma peça central das negociações entre os Estados Unidos e a União Soviética ao ser enviado a Berlim para negociar a troca de Abel por um prisioneiro americano, capturado pelos inimigos. (retirado do site Filmow)

Antes de qualquer coisa, preciso dizer que depois de ler a crítica do filme no site Adoro cinema, me sinto um poeirinha no cantinho do rodapé de uma sala enorme, então vou focar a minha humilde crítica somente no que eu me chamou a atenção no filme e dizer do que gostei muito nele, deixando a resenha técnica e explicativa para essa crítica que, eu suplico-vos, LEIAM (é só clicar no nome do site algumas linhas acima).

Agora, falando sobre as coisas que me chamaram muito a atenção em Ponte dos espiões (que eu fiquei até agora achando que se chamava Ponte DE espiões, preciso começar mencionando a cor desse filme, que é fenomenal! A cor foi trabalhada (não sei se na pós-produção ou se já foi filmado assim, provavelmente não, provavelmente foi na pós mesmo) para ter um clima de filme dos anos 50 (1957, mais especificamente), década em que o filme se passa. Estamos em plena guerra fria, e pelas cores parece mesmo que estamos lá (o que eu super não gostaria de estar). Eu amei essa ideia e já disse aqui mais de uma vez que adoro diretores (ou diretores de fotografia) que pensam em cada detalhe do filme.

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Tom Hanks em cena como o advogado James Donovan.

Outra surpresa grata do filme, que só é surpresa porque eu não conhecia (ou me lembrava) do ator, é a atuação totalmente no ponto de Mark Rylance, o soldado russo. Não pensarei duas vezes antes de aplaudir de pé se ele ganhar o prêmio de melhor ator coadjuvante, o que estou torcendo muito pra que aconteça. E vou ficar MUITO p da vida se quem ganhar o prêmio for o Stalonne, que está concorrendo na mesma categoria com o filme Creed. Muito mesmo! O cara faz um espião calado e sério ser carismático. E você acaba torcendo por ele o tempo todo. Óbvio que isso vai muito também da construção do personagem pelo roteirista (no caso, roteiristas) e das cenas que mostram Rudolf Abel (o personagem de Mark) como uma pessoa comum, com interesses e hábitos como o de quaquer outra pessoa, e não como um espião estereotipado, da direção (de Steven Spielberg), mas a interpretação do ator também faz diferença, claro. Se fosse um ator ruim, nunca conseguiria nos cativar como Mark faz.

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Mark Rylance.

Gostei muito da história também porque eu nunca fui grande entendedora da Guerra Fria, e como ela é pouco explorada nos produtos cinematográficos (II Guerra Mundial é rainha nesse quesito), não tinha tido oportunidade antes de vê-la nas telas e entender um pouco mais. (Poderia ter lido mais sobre ela? Poderia. Fiz isso? Não.)  E é interessante ver que mesmo não sendo uma guerra que chegou as vias de fato, não foi algo fácil de se viver mesmo assim, a violência não é só física, não é mesmo? (se bem que existia violência física também, e como!) Gostei de conhecer um pouco mais sobre a Guerra Fria e de como ela foi explorada pelo filme, os personagens que o filme explorou, e de como não fizeram os EUA parecerem os grandes mocinhos e todo o resto os bandidos que tem que se lutar contra sempre (como diz a crítica que mencionei acima). E olha, eu tinha pego uma certa implicância com Tom Hanks desde O código Da Vinci (não com o ator em si, mas com sua atuação), mas nesse filme ele se redimiu. Interpreta muito bem o papel, e não colocou tanto a personalidade que sempre imprime nos personagens. Também gostei bastante dos pontos cômicos comedidos e nos lugares certos, deu uma equilibrada na tensão e deu realmente pra rir, são tiradas inteligentes.

Resumindo, é um filme de excelente qualidade, que mereceu sim estar no hall dos indicados a melhor filme, e, por enquanto, para mim, é o segundo melhor filme da lista (porque o melhor é Spotlight até agora, mas isso fica pra um próximo post – segundo post que deixo um tom no mistério no ar. hahahahahahaha). Deixo pra vocês agora o trailer do filme, pra vocês entenderem um pouco do que estou falando.

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