Gênios da música

Tem dois caras que eu adoro. Amo de paixão! São dois músicos que sinto que derramam a alma em suas composições e que nos fazem sentir como nenhum outro músico consegue. Claro que isso vai de pessoa pra pessoa e tem gente que sentir a mesma coisa com outros cantores, mas, no meu caso, sinto isso, essa sensação de extrapolamento de alma e identificação total com a música com Paulinho Moska e Zeca Baleiro. Gosto de pessoas que me fazem sentir intensamente, esses dois fazem isso.

Moska (à esq.) e Zeca (dir.).
Moska (à esq.) e Zeca (dir.).

Minha admiração por ambos começou na adolescência, quando conheci o trabalho dos dois. Minha paixão veio maior e mais arrebatadora por Zeca, e era tanta que eu dizia que queria casar com ele, mesmo sendo 19 anos mais nova e, bem, ele sendo ele e eu sendo eu (ou seja, ele sendo um cantor famoso e eu uma estudante adolescente). Imagina então o que senti quando fui num show super intimista dele e, no final, falei com ele! Ai, meu coração de menina!

Zeca tinha – e ainda tem – um jeito de fazer música que eu achava – e ainda acho – fantástico. Por ser do Maranhão, sempre teve contato com os ritmos tradicionais brasileiros, muito ouvidos no nordeste, como baião, frevo, forró, e o samba. Sua música é uma junção disso tudo, e ainda inserindo um pouco de rock pra melhorar ainda mais. Sempre achei muito diferente tudo que ele fazia, exatamente por essa mistura de ritmos brasileiros, usando também elementos de músicas lá de fora. Era algo que eu nunca tinha ouvido antes, não em pessoas da minha geração (a Tropicália fez uma mistureba só, mas eles tinham vindo antes de mim, não estavam ativos na minha época de adolescente, que é quando começamos a descobrir o que realmente gostamos). E aquilo me pegou de jeito. A música de Zeca me pegou de jeito. E me pegou mais ainda quando comecei a ir nos shows que ele fazia por aqui – e, graças a Deus, ele fazia bastante show por aqui na época. Eu ia sozinha, ia com amigas (na verdade, ia sempre com a mesma amiga, a Camila), não importava, eu só queria estar lá e sentir a emoção e a experiência de se ver Zeca ao vivo – que era totalmente diferente de ouvir os CDs, que viviam espalhados pelo chão do meu quarto (e uma das músicas que mais gostava de ver ao vivo era Heavy metal do senhor, do seu primeiro cd).

Zeca Baleiro me transformou como pessoa. Ele me mostrou que era possível inovar e fazer coisas loucas e diferentes, que não era preciso seguir um padrão e uma fórmula, como estava bem comum na época com as boybands e cantoras como Britney Spears e Christina Aguilera (que eu também adorava). Zeca me mostrou ritmos e letras e que a simplicidade também pode ser genial. E até hoje acredito não existir ninguém como Zeca por aí, apesar de não ouvir mais sua música como ouvia antigamente. Quer dizer, até semana passada, que deu um surto de vontade de ouvir Zeca e agora tô ouvindo quase todo dia de novo.

Uma das minhas músicas preferidas e uma fofa, depois de uma mais “heavy metal” (trocadilho!):

Paulinho Moska e eu num show que fui dele em Niterói, há muito tempo, vide minhas bochechas redondas. Preciso de uma foto com ele mais recente!
Paulinho Moska e eu num show que fui dele em Niterói, há muito tempo, vide minhas bochechas redondas. Preciso de uma foto com ele mais recente!

Já Moska, ah, o Moska… Meu amor por ele começou mais tarde, mas nunca, NUNCA, parou de crescer. Moska é aquele cantor que só de pensar meu coração derrete, e eu não ligo de estar sendo totalmente brega ao escrever isso. Mas Moska é o mais genial de todos. Sem comparação. É maravilhoso, fantástico, sensacional. Moska é tudo isso porque é completo. Ele é cantor, compositor, fotógrafo, artista, simpático (Zeca também é), e ainda tem um amor imenso pela Argentina como eu tenho! hahahaha

O show do Moska é um espetáculo a parte. Todos os que já fui (tive a sorte imensa de conseguir assistir mais de um show dele, e ainda vi um aqui do lado da minha casa, super intimista, super maravilhoso) tem algo especial, ele pensa em tudo. O último que fui, ele conseguia ligar de forma perfeita a música que estava cantando com a imagem, foto tirada por ele, que passava no telão que ficava atrás dele. Sensacional! Genial!

Eu não tenho palavras pra explicar o que Moska é pra mim. Ele é muso, é modelo, é um poço de sensibilidade, suas letras batem tão fundo na alma que só de procurar vídeos dele pra colocar nesse post eu já tô chorando loucamente porque é tudo tão maravilhoso, o que deixa muito difícil a tarefa de escolher uma música pra colocar aqui, porque parece que ao colocar uma, estou deixando de fora tantas tão maravilhosas… Enquanto no Zeca o que me fascina é o ritmo, em Moska são as letras. As letras são lindas, sensíveis, são poesias em forma de música que exprimem tudo, TUDO  que eu penso. Olha A seta e o alvo, gente, A seta e o alvo é objetivo de vida, é poesia, é respiração, é inspiração mais profunda, é tudo, tudo, tudo! E Lágrimas de diamante? E a versão dele de A idade do céu (ok que é uma tradução quase literal da música do Kevin Johansen, aliás, as parceiras dele também são divinas!)? É tudo tão, tão, tão profundo, intenso, tão… ah! Desculpa pela explosão de sentimento, mas é que estou ouvindo Paulinho nesse exato momento e é isso que ele me faz, sentir, ao máximo, ao extremo. E isso é maravilhoso. A arte não foi feita pra te mover?

É isso. Coloquei minha alma aqui nesse pedaço de tela. Espero que tenha dado pra entender o quanto esses dois homens são importantes na minha vida. O quanto eles são maravilhosos. E espero que tenha conseguido ter dado um pingo que seja de vontade em você pra ouvi-los. Por favor, ouça-os. Sua vida vai mudar.

Ah! E olha a preciosidade que achei aqui! Meus dois divos juntos!

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A força de uma música

Não sei quem por aí tá vendo Sense8, ótima nova série origina do Netflix, mas tem uma cena especial que a música What’s Up, da extinta banda 4 Non Blonds tem toda uma imensa relevância (sem mais pra não dar spoilers). Essa cena em particular não seria a mesma e não seria tão forte sem essa música, assim como a minha adolescência não seria a mesma sem essa música.

O lançamento de What’s up foi em 1993 (mais especificamente no dia 23 de junho de 1993), o que significa que eu só tinha 8 aninhos. Mas, naquela época, os produtos lá de fora demoram mais tempo pra chegar por aqui, e elas acabavam durando um pouco mais também, pela falta de diversidade. Mas essa música em especial virou meio que um clássico, todo mundo conhecia, e eu lembro de o clipe ainda passar na MTV (quando ela era boa) quando eu comecei a assistir o canal, lá com meus 12 anos (ou seja, em 1997). Não sei exatamente quando essa música grudou em mim – com certeza não foi quando eu tinha 12 anos, porque eu ainda não tinha crises existenciais com essa idade -, mas no momento em que grudou, não foi embora nunca mais.

Eu sempre fui uma adolescente meio revoltada. Quem me conhecesse na época nunca ia imaginar isso, porque eu era aquela menina tímida que não abria a boca e nunca era reparada em lugar nenhum. Mas na minha cabeça havia milhares de questões e eu me perguntava por que as coisas no mundo são como são – algo que me pergunto até hoje, na verdade. Me revoltava com injustiças, me revoltava por pessoas consideradas bonitas pela sociedade terem muito mais facilidade no mundo (eu via as menininhas bonitas conseguirem tudo – o que significa todos os garotos que ela queriam – e eu não conseguia nada), me revoltada contra as regras da sociedade e não entendia porque as coisas tinham que ser daquele jeito quando claramente aquele jeito estava errado. Ou seja, eu era uma revolucionária dentro da minha cabeça, só não agia como tal. Por isso essa música me tocou tão forte, porque cada palavra dela fazia um sentido imenso pra mim. E eu a ouvia trancada no meu quarto e gritava junto com a música, sentindo todo sentimento que ela passa fluir no meu corpo. Era bem catártico.

"E eu tento, oh meu deus, eu tento, eu tento o tempo todo nessa instituição. E eu rezo, oh meu deus, eu rezo, eu rezo todo dia por uma revolução!"
“E eu tento, oh meu deus, eu tento, eu tento o tempo todo nessa instituição. E eu rezo, oh meu deus, eu rezo, eu rezo todo dia por uma revolução!”

E ainda hoje essa música tem esse poder em mim, de invocar todas as sensações que eu tinha quando eu era adolescente, e a eu-revolucionária, que, na verdade, nunca saiu de dentro de mim, vem a tona novamente. Porque a música tem isso, ela mexe com seus sentimentos, com suas sensações, e é por isso que música é tão sensacional. Por isso que eu acredito que música tem sim o poder de mudar pensamentos e fazer as pessoas pensarem. O movimento hippie tá aí pra provar isso, né? Quer música que mais mexeu com as pessoas e fez pessoas modificarem seus pensamentos quanto as da geração flower-power? Tem o punk também como exemplo. Porque, na verdade, uma coisa leva à outra. São pessoas que pensam certo tipo de coisa que escrevem músicas de um certo jeito, e atingem pessoas com o mesmo tipo de pensamento, ou influenciam outras pessoas que talvez nunca tinham pensado assim antes, mas que enxergaram as coisas de outro jeito por causa da música, e aí agem de acordo com o novo pensamento, e por aí vai. E assim se cria um movimento. Aqui no Brasil temos a Tropicália como exemplo, né? E eu fico tão emocionada quando falo sobre isso porque acho que a cultura como um todo tem uma potência tão grande para modificar ações e pensamentos e vidas. É só ser bem utilizada. Cultura como forma de educação. Mas isso é outra história e eu tô fugindo do assunto.

"A música me mantém viva" (imagem retirada de http://m-u-s-i-c-a-s.tumblr.com/)
“A música me mantém viva” (imagem retirada de http://m-u-s-i-c-a-s.tumblr.com/)

O que eu quero dizer é que música pode modificar tudo. Uma música pode mudar seu humor em segundos. Uma música pode te fazer lembrar de momentos maravilhosos, te dar força, te relembrar quem você é de verdade. E foi isso que essa música fez pra mim. E eu agradeço cinquenta milhões de vezes à Linda Perry, autora de What’s up, por ter escrito essa música tão maravilhosa que me energiza de um jeito que talvez nenhuma outra consiga fazer. E obrigada aos irmãos Wachowski por inserirem essa música numa série igualmente maravilhosa e me darem um pouco mais de força pra enfrentar esse mundo maluco.

E viva a música!

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