Filmes: A Teoria de Tudo e O Jogo da Imitação

Olá pessoas bonitas!

Vim hoje falar não só de um filme, mas de dois filmes indicados ao Oscar: A Teoria de Tudo e O Jogo da Imitação. Ambos estão indicados ao Oscar de Melhor Filme, Melhor Ator (Benedict Cumberbatch, por O Jogo da Imitação, e Eddie Redmayne por A Teoria de Tudo que, com toda certeza, ganhará o prêmio), Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Trilha Sonora. A Teoria de Tudo também concorre na categoria de Melhor Atriz (Felicity Jones), e O Jogo da Imitação nas categorias Melhor Diretor (Morten Tyldum), Melhor Atriz Coadjuvante (Kiera Knightley), Melhor Edição e Melhor Design de Produção (antigamente conhecida como melhor direção de arte).

Resolvi falar dos dois filmes em um só post pois ambos retratam a vida de uma pessoa real, mas, principalmente, para mostrar o poder da expectativa. Explico.

Pôster do filme "A Teoria de Tudo".
Pôster do filme “A Teoria de Tudo”.

Muitos amigos meus viram A Teoria de Tudo antes de mim. E todos eles tiveram a mesma opinião: o filme é foda. Além disso, havia visto trechos do filme e gostei bastante do que vi. E, claro, um filme sobre a vida do gênio Stephen Hawking, tão famoso e festejado – apareceu até em The Big Bang Theory! – haveria de ser muito interessante. Do outro lado, tínhamos O Jogo da Imitação, filme que eu não tinha ouvido falar nada a respeito, que eu não vi trecho nenhum antes (só um cartaz imenso no Estação Rio), sobre uma pessoa que eu até conhecia o nome, mas não fazia ideia de quem era! Único fator positivo desse filme pra mim era o fato de ser protagonizado pelo Sherlock Benedict Cumberbatch. Ou seja, eu estava esperando muito de A Teoria de Tudo e nada de O Jogo da Imitação. E o que aconteceu depois que assisti os dois? Amei o segundo, achei o primeiro super bleh.

Sim, eu culpo a expectativa por esse resultado. Não totalmente, mas culpo. Se meus amigos não tivessem falado tão bem do filme sobre Hawking e não estivesse esperando nada dele, como antes de começarem a elogiá-lo, eu talvez tivesse gostado mais. E o contrário também vale: talvez, se eu conhecesse pessoas que tivessem assistido O Jogo da Imitação antes de mim e tivessem falado muuuuuuuuuito bem dele (só uma amiga já tinha visto e disse que era bom, a mesma que disse que até chorou em A Teoria de Tudo), meu coração não teria batido tão forte por ele. Vai saber! Só sei que foi assim.

Pôster do filme "O Jogo da Imitação".
Pôster do filme “O Jogo da Imitação”.

E agora eu tenho um filme que amei e outro que achei legalzinho. Sim, porque não desgostei de A Teoria de Tudo, só achei comum. E creio só ter sido indicado ao Oscar por falar sobre Stephen Hawking e pela atuação maravilhosa de Eddie Redmayne, um desconhecido até então (porém, não para os que gostam de musicais, como eu, e já tinham visto ele sing his heart out cantar lindamente em Les Miserables) que vem papando todos os prêmio pelos quais foi indicado até então (Globo de Ouro, BAFTA, SAG Awards, só para citar os mais conhecidos) e, como eu já disse acima, vai ganhar o Oscar. Se ele não ganhar, eu pago uma prenda. Juro! Imagine você interpretar uma pessoa que vai perdendo os movimentos do corpo com o tempo, inclusive a capacidade de falar. Ele atuou de uma maneira esplendorosa, sem ficar forçado ou falso. Parecia de verdade que ele tinha aquela (horrorosa) doença. E não é isso que atores tem que fazer, nos fazer acreditar que eles são aquilo que nos mostram na tela, por mais difícil que seja o papel? Sabemos também que muitos atores não conseguem (Malhação tá aí pra nos mostrar isso), mas Mr. Redmayne alcançou o objetivo com perfeição! Virei fã dele depois de vê-lo atuar nesse filme – mas claro que ele ser um inglês ruivo fofucho que dá vontade de apertar também influencia um pouco! (Ruivos unidos jamais serão vencido! Eu posso gritar isso porque sou uma ex-ruiva! hahahahaha)

Ai, se eu agarro!
Ai, se eu agarro!

Do mais, além de Eddie e seu brilhantismo, o filme é meio morno. Primeiro, porque pensei que fosse focar na vida de Stephen Hawking e em sua batalha para vencer a doença que lhe deu somente dois anos de vida (spoiler! sorry! mas nem faz tanta diferença essa informação) e continuar trabalhando, mas o filme é totalmente centrado na relação entre Stephen e sua primeira esposa, Jane. Só depois de assisti-lo que descobri que ele foi baseado na biografia da esposa, ou seja, a doença e a vida de Stephen pelos olhos dessa mulher que tanto sofreu, é verdade, e foi mega injustiçada (com certeza, machistas terão raiva dela). Mas mesmo ela tendo sido uma mulher mega forte que lidou com uma doença tão devastadora por tanto tempo, o romance entre os dois não é o mais interessante na vida de Stephen, e muito menos o jeito meloso como foi passado – e olha que eu gosto de romances, choro e tudo (ok que ultimamente não tenho gostado muito deles porque são todos iguais). Então, pela fato de que poderia ser mais interessante, não gostei muito e achei um filme normal, sem nenhum fator tchan (exceto, repito, Eddie).

Capa da biografia de Jane Wilde, primeira esposa de Stephen Hawking, livro em que o filme foi inspirado.
Capa da biografia de Jane Wilde, primeira esposa de Stephen Hawking, livro em que o filme foi inspirado.

O Jogo da Imitação, ah, esse sim é um filme com um assunto empolgante! E olha que eu odeio matemática! O filme conta a história do matemático e físico (para citar algumas de suas formações) Alan Turing no período da II Guerra Mundial, quando trabalhou para a Coroa Britânica (aka A Rainha)  tentando descobrir o código por trás de uma famosa e até então indecifrável máquina utilizada pelos nazistas. Confesso que o assunto é de extrema importância para mim, o assunto sendo ver os nazistas se ferrarem. Sendo de família judaica, tudo relacionado ao tema me toca profundamente (ainda mais por ter membros da família que fugiram de seus países por causa da guerra). E ver um grupo de pessoas dedicado em decifrar um código e, fazendo isso, eles ferrariam os nazistas, foi emocionante. Mas, além disso, poder assistir a mente brilhante de Alan Turing funcionar foi  estimulante.

Benedict Cumberbatch (ótimo, como sempre, e com sua voz grossa deliciosa, como sempre), em cena como Alan Turing.
Benedict Cumberbatch (ótimo, como sempre, e com sua voz grossa deliciosa, como sempre), em cena como Alan Turing.

O cara (o cara sendo Alan Turing) foi uma das pessoas mais importantes para o fim da II Guerra e ninguém sabe quem ele é. Pior, ele teve uma vida de merda, mesmo fazendo o que fez. E está tudo lá, no filme, e você entra totalmente na vida de um gênio e nas atividades de uma Guerra que nem experienciou (graças a Deus!). E é um filme que, com certeza, te faz refletir várias coisas, sobre a vida, sobre a política, sobre como a moral da sociedade é uma grande porcaria para quem vive nela, enfim… Não quero falar mais porque senão vou dar spoilers imensos, mas quem viu sabe do que estou falando, e quem vai ver entenderá depois.

Propositalmente, não quero falar dos aspectos técnicos dos filmes porque queria focar mais no que o filme passa pra gente e em como uma história pode tocar. E em relação a isso, creio que ambos conseguem, mas O Jogo da Imitação ultrapassa qualquer expectativa e emociona muito, muito mesmo. É a história acontecendo na frente dos seus olhos, cara!!!!!

Os atores da equipe de Alan Turing, todos atuando muito bem, aliás - até a Kiera Knightley!
Os atores da equipe de Alan Turing, todos atuando muito bem, aliás – até a Kiera Knightley!

Gostaram da resenha? Não gostaram? Deixem suas opiniões sobre os filmes nos comentários. Eu gosto de saber o que estão pensando! E lembrem-se: o Oscar está chegando, faltam só 12 dias!

Beijos!

Ah! Aí vão os trailers dos dois filmes, pra vocês poderem decidir se querem ver ou não! Eu não deixaria passar se fosse vocês, pelo menos não O Jogo da Imitação! 😉