Vencedores do Oscar! – Parte I

Oi pessoas! Como vocês estão?

Eu falei tanto do Oscar por aqui que agora que ele passou (já estou em crise de abstinência aqui) não poderia deixar de falar o que achei sobre os vencedores do prêmio. Mas, antes de tudo, preciso dizer uma coisa: as palavras a seguir são totalmente a minha opinião. Sei que muita gente não vai concordar, mas é porque cada um tem um gosto diferente, então cada pessoa vai preferir um filme, um ator, um diretor, etc. Mas de jeito nenhum estou querendo ferir ninguém com a minha opinião, ok? Então, vamos lá!

Abertura do Oscar, com Neil Patrick Harris, Anna Kendrick e Jack Black.
Abertura do Oscar, com Neil Patrick Harris, Anna Kendrick e Jack Black.

Antes de falar dos vencedores, quero falar um pouquinho sobre a premiação em si. Gostei do fato de ter sido uma festa simples, sem muitas firulas, sem muitas apresentações tresloucadas desnecessárias. A música inicial cantada pelo divo Neil Patrick Harris, pela Anna Kendrick (não esperava aquela voz toda dela, não!) e com participação do hilário Jack Black foi super legal e pertinente. Nada de muito espalhafotoso e muito empolgante! Aliás, toda a presentação do Neil (para os íntimos) foi bem moderada e muito engraçada. Achei que iriam colocá-lo dançando e cantando várias vezes, como sempre fazem, mas nem aconteceu. Ao mesmo tempo que achei isso bom, porque senão ia ficar muito repetitivo, senti um pouco de falta dele cantando e dançando. Sim, eu amo o Neil e amo mais ainda quando ele canta e dança, me deixem.

Neil Patrick Harris a la Birdman.
Neil Patrick Harris a la Birdman.

Um momento realmente emocionante, pelo menos pra mim, que via A Noviça Rebelde cinquenta vezes por dia quando era criança, foi a homenagem aos 50 anos do filme. É incrível pensar que já tem tanta tempo que esse filme foi feito e eu, com meus 4, 5 anos, um pouco mais de 20 anos após o filme ser gravado, o assistia inúmeras vezes. Para ver o quanto esse filme foi e sempre será importante na história no cinema mundial. E foi surpreendente ver a Lady Gaga cantando maravilhosamente bem várias músicas de The Sound of Music (no original) – e eu cantei junto, claro, sei de cor cada letra de cada música! E vende a Lady Gaga linda, elegante, normal no palco, deixando fluir a voz espetacular que tem, me perguntei: por que ela não é sempre assim? Mas a escolha profissional de uma cantora de sucesso não vem ao caso agora. O que importa é que, depois da apresentação da Lady Gaga, quem me vem ao palco? A diva máxima Julie Andrews!!!!!!! Aí as lágrimas que eu estava segurando por muito tempo enquanto Gaga cantava saíram todas ao mesmo tempo. Porque a Julie, além de ser a atriz principal no filme homenageado da noite, é também a Mary Poppins, o filme que eu assisti mais vezes ainda que vi A Noviça Rebelde! É muita emoção prum coraçãozinho nostálgico! E lá veio ela, linda, simpática, maravilhosa… Não tenho palavras para explicar Julia Andrews! How do you find a word that means Julie? Ah! Melhor parte da festa!

Lady Gaga cantando lindamente, chamando Julie Andrews, o abraço que mais tive inveja no mundo, a diva Julie Andrews.
Lady Gaga cantando lindamente, chamando Julie Andrews, o abraço que mais tive inveja no mundo, a diva Julie Andrews.

As apresentações das músicas indicadas ao prêmio de Melhor Música variaram de divertidas a emocionantes. A mais louca foi, sem dúvida, a música Everything is Awesome, do filme Uma Aventura Lego, com o louco do Andy Samberg e cia numa apresentação que, em alguns momentos, tinha tanta informação que meus olhos doeram! Eu não sabia pra onde olhar! Não tenho muito o que falar das músicas Grateful e I’m not gonna miss you porque não vi os filmes (Além das luzesGlen Campbell…I’ll be me), mas a segunda música me deu um certo arrepio por saber que o autor da música a escreveu quando descobriu que tinha Alzeimer, e eu tinha visto Para sempre Alice, um filme sobre a doença, no dia anterior. Amei Adam Levine gostoso todo arrumadinho cantando a música Lost Stars, do filme Mesmo se nada der certo, que eu adorei, e foi bem bonita a apresentação da música Glory, cantada por John Legend e o rapper Common, do belíssimo filme Selma.

Adam "diliça" Levine.
Adam “diliça” Levine.

Nossa, eu falei tanto da cerimônia do Oscar que o post já está enorme! Acho melhor, então, deixar pra falar dos vencedores em um outro dia. Mas escreverei sobre isso, eu juro!

E vocês, o que acharam da cerimônia? Conseguiram ver até o final? Me contem!

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Beijos!

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Filme: O Grande Hotel Budapeste

Olá!!!!!

Eu queria fazer títulos mais legais e intrigantes, mas eles são óbvios e sem graça, como esse, do post que vou falar, adivinha sobre o que? O Grande Hotel Budapeste! Ê!!!!!!

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O Grande Hotel Budapeste (The Grand Budapest Hotel, no original) é dos filmes mais sensacionais que já vi pelo simples motivo de ser totalmente diferente. O que, na verdade, já é algo que se espera do diretor Wes Anderson, vide seus outros filmes (Moonrise Kingdom, Viagem a Darjeeling, Os Excêntricos Tenenbaums, para citar alguns). É visível que ele tem uma preocupação para além de simplesmente contar uma história. Ele pensa em detalhes visuais também, o que é raro em Hollywood e é muito mais encontrado nos filmes independentes, que ainda se permitem ousar. Mas vamos à sinopse!

Sinopse: O filme conta a história de um lendário concierge em um famoso hotel na Europa entre as duas grandes guerras, e sua amizade com um jovem empregado que se torna seu protegido. A trama envolve o roubo e a recuperação de uma pintura renascentista inestimável, a batalha por uma fortuna de família e as lentas e então súbitas mudanças que atingiram a Europa durante a primeira metade do século XX. (texto retirado do site Omelete)

Ralph Fiennes como Gustave H. (sentado) e Tony Revolori como o lobby boy Zero.
Ralph Fiennes como Gustave H. (sentado) e Tony Revolori como o lobby boy Zero (à direita).

Falando em sinopse (ou seja, história), o filme está concorrendo ao Oscar com Melhor Roteiro Original (para quem não sabe, roteiro original é aquele que não é adaptado de nenhum outro material, como livros, peças etc, que já havia sido publicado anteriormente, diferente do roteiro adaptado) e super merece mesmo, porque não é qualquer um que faz uma história como essa. Os roteiristas do filme são o próprio Wes Anderson e Hugo Guiness. Porém, o diretor foi inspirados pelos escritos do autor austríaco Stefan Zweig (uma curiosidade: Stefan morreu aqui no Brasil, na cidade de Petrópolis, no Rio de Janeiro). Outras categorias que O Grande Hotel Budapeste está concorrendo são: Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Fotografia, Melhor Edição, Melhor Design de Produção (ou Direção de Arte), Melhor Figurino, Melhor Maquiagem e Cabelo e Melhor Trilha Sonora.

Quero dar ênfase a categoria Melhor Fotografia porque, pra mim, a fotografia foi o que mais se destacou no filme. Como disse Raphael (meu marido) pra mim, o Wes Anderson é um diretor com assinatura (uma marca própria), talvez um dos poucos hoje em dia (no mundo de Hollywood, pelo menos), e as cores que ele utiliza são características muito marcantes dele. Ele não usa uma cor em especial, como o Pedro Almodóvar, que sempre carrega no vermelho e em tons fortes, mas fica claro perceber a diferença nas cores que utiliza, bem puxada para tons mais claros e lavados, e que lembram algodão doce! Um exemplo:

Percebem?
Percebem? E sim, essa é a Saoirse Ronan, all grown up!

Ok que ele usa esses tons mais lavados nas cenas relacionadas à confeitaria, mas ainda assim a sutileza e escolha das cores com detalhe para cada cena fica bem claro enquanto se assiste ao filme. E como falei na confeitaria, outra curiosidade é que o próprio Wes Anderson trabalhou com o confeiteiro que fez todas as delícias do filme (juro, dá vontade de pular pra dentro da tela e comer tudo!) até chegar a um resultado perfeito que ele queria. Isso que é dedicação!

O doce "Cortesan au chocolat", carro-chefe da confeitaria do filme.
O doce “Cortesan au chocolat”, carro-chefe da confeitaria do filme. Dá água na boca só de olhar!

Eu passei o filme quase inteiro (se não inteiro) de boca aberta, e não por causa dos doces, mas por causa das cores, como já disse, e dos movimentos de câmera super diferentes. E posicionamentos da câmera, em ângulos não comumente utilizados. É por isso que o filme é tão especial, ele foi todo pensado, gente! Todo! Cada detalhe! Isso é foda demais!!!!!!!

Desculpem-me, me empolguei por um momento. Voltando à atividade normal…

Acredito que Wes Anderson é um diretor fenomenal por isso, por estudar e pensar cada detalhe, um pouco como Baz Lhurman (de Moulin Rouge) faz com seus filmes. Eu sei que ele não vai ganhar o Oscar, porque ninguém vence o Richard Linklater e seus 12 anos filmando Boyhood (não que eu não fique feliz por isso, porque amo Linklater também),  mas se ganhasse seria super justo. Vocês acreditam que ele filmou em três tamanhos de tela diferentes, um para cada linha do tempo (o filme conta 3 histórias diferentes, e cada uma se passa em um período)? Isso é fantástico! Quem pensa nesses detalhes hoje em dia? Além disso, ele enviou para as salas de exibição (lá de fora, claro) o formato de tela que o filme deveria se exibido, as configurações do áudio e o brilho da imagem. E do jeito que os atores estavam ótimos, inclusive o desconhecido Tony Revolori, demonstra que ele também é um ótimo diretor de atores.

Um exemplo de posicionamento de câmera que não é comum.
Um exemplo de posicionamento de câmera que não é comum.

Falando em atores, é notável a presença de vários atores que são presenças constantes nos filmes de Wes, como Adrien Brody, Tilda Swinton (apesar de ser impossível reconhecê-la no filme, não vou nem colocar foto pra vocês terem a mesma reação de surpresa que eu tive), Jason Schwartzman, e algumas participações especiais de peso (e também de atores que sempre estão nos filmes do Wes), como Owen Wilson (sim, eu gosto dele!), Bill Murray, Edward Norton, e vários outros atores fantásticos. Jude Law não é nem presença constante nos filmes dele, nem é um mega hiper ator, mas vê-lo sempre faz bem para os nossos corações de menininhas, então é com prazer que lhes informo que ele também está lá, lindo e de touquinha.

Jude Jude Jude Jude Jude Jude Jude!
Jude Jude Jude Jude Jude Jude Jude!

Eu tenho certeza absoluta que minha resenha sobre o filme não fez nem um pouco jus à obra prima que ele é, mas quera deixar bem claro, se ainda não deixei, que ele é um indicado obrigatório para se assistir! Porque é realmente um deleite para os olhos e uma ótima forma de se divertir porque, além de tudo, a história é bem engraçada.

Aproveitando que estamos no tema “And the Oscars goes to”, deixo meu vídeo sobre todos os filmes do Osar que quero ver, para vocês saberem quais são. E depois me digam quais já viram, quais querem ver e, principalmente, o que acharam de O Grande Hotel Budapeste!

Até o próximo post, espero que tenham gostado, e se gostaram, sigam o blog! E me sigam nas redes sociais, estarei por lá falando de filmes, livros e etc.

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