Carol

Carol

Indicações: Melhor atriz (Cate Blanchet), Melhor atriz coadjuvante (Rooney Mara), Melhor roteiro adaptado (Phyllis Nagy), Melhor fotografia (Edward Lachman), Melhor figurino (Sandy Powell), Melhor trilha sonora (Carter Burwell).

Sinopse: A jovem Therese Belivet tem um emprego entediante na seção de brinquedos de uma loja de departamentos. Um dia, ela conhece a elegante Carol Aird, uma cliente que busca um presente de Natal para a sua filha. Carol, que está se divorciando, também não está contente com a sua vida. As duas se aproximam cada vez mais e, quando Harge a impede de passar o Natal com a filha, Carol convida Therese a fazer uma viagem pelos Estados Unidos. (retirado do site Adoro Cinema).

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Pôster do filme.

Assisti Carol com duas amigas e marido e só eu gostei do filme. Os outros acharam devagar e fraco. Bem, eu não concordo com eles. Sim, o filme realmente demorou a engatar. O começo parecia cenas aleatórias da vida de Therese, personagem de Rooney Mara (esse nome me incomodou TANTO! Por que não TheresA?), que se apaixona aos poucos por Carol, personagem de Cate Blanchet, diva como sempre (já a atuação de Rooney não me agradou tanto, achei sem sal). Eu disse que Therese (por que, meu deus, por que?) se apaixonada aos poucos por Carol, mas acho que, na verdade, ela se apaixonou logo na primeira vez que a viu, mas não tinha coragem de assumir sua sexualidade nem para ela mesma, visto a época em que a história se passa (na década de 50). E, pra mim, o tema principal do filme é esse, a diferença entre a segurança de Carol e a insegurança de Therese. Carol é totalmente segura de seus amores, sua sexualidade e de como quer viver sua vida. Já Therese, que só está descobrindo agora sua sexualidade, ainda não é segura como Carol – na verdade, Therese não tem certeza de nada na sua vida. Em um momento em que eu adorei do filme (porque me identifiquei bastante), ela diz que ela é a pessoa que só diz sim, ou seja, ela vai fazendo as coisas que aparecem na vida dela, sem escolher, mas só porque essas coisas aparecem, mas ela não tem muita certeza de que ela quer realmente aquilo. E com Carol acredito ser a primeira vez que ela realmente percebe que é aquilo mesmo que ela quer, é uma escolha que ela finalmente consegue fazer. E imagino o quão difícil deve ser se assumir homossexual em uma época tão repleta de preconceitos e ignorância. Por isso também acho que o filme tem uma importância imensa, retratar esse romance, algo que vemos tão pouco nas telas dos cinemas.

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Rooney Mara como a personagem com o nome mais incomodativo do mundo!

Esses opostos que Carol e Therese representam vão sendo mostrados o tempo todo no filme, e o engraçado  é que a medida que Therese vai se tornando mais segura de si, Carol é obrigada a desfazer todas as certezas que teve em sua vida e a fingir ser quem não é por um motivo externo a ela. E achei isso muito interessante. Todas as mudanças das personagens foram bastante sutis, não foram de forma abrupta, e acho que isso conta como positivo no filme, porque há uma explicação, você entende o motivo daquilo acontecer (apesar dos meus colegas de filme não concordarem comigo, porque eles às vezes reclamavam que elas estavam lentas demais e outras que estavam rápidas demais, o que eu não concordo). Pra mim, tudo aconteceu no tempo certo. Entre elas duas. Porque o desenvolvimento da história, principalmente no final, achei muito corrido e não aprofundou tanto quanto eu gostaria. Mas entendo que é difícil transpor um livro para as telas do cinema, ainda mais um tão complexo quanto sobre o relacionamento entre duas mulheres com idades tão díspares na década de 50.

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Cate Blanchet e toda a elegância de carol.

Quanto às indicações, eu não daria o prêmio para Cate Blanchet, muito menos para Rooney Mara, e também acho que existem roteiros adaptados melhores (O quarto de Jack, por exemplo, tá ganhando em disparado na minha listinha), mas o Oscar de figurino já é dele. Que roupas maravilhosas, com um detalhamento incrível! A trilha sonora é fantástica também, guiando nossas emoções exatamente como eles querem, a música nos dá a sensação exata de cada momento do filme e parece que estamos lá, sentindo o mesmo que os personagens. A fotografia tá impecável também, mas tem outros filmes com fotografia melhor (como A ponte dos espiões). Porém, se ganhar o prêmio, eu não ficaria chateada.

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Mais um pouquinho desse figurino e cenografia super detalhistas do filme.

No geral, é um filme bem bom. Só não é excepcional.

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30 Livros em 1 Ano – And so we were (Kelly Castle) – Livro 7

Cês sabiam que a amazon tem tipo uma editora? Ok, não é uma editora, mas você pode publicar seus livros pela amazon, o que é o máximo porque leva pouquíssimo tempo para o livro aparecer na loja (ou pelo menos é o que eles dizem aqui), seu livro aparece na loja mundial da amazon (o que significa que é muito mais interessante escrever em inglês, se você for fluente na língua) e você ainda ganha um dimdim pelo seu trabalho (segundo a própria amazon, você recebe até 70% por direitos autorais, enquanto em editoras comuns a média é somente 10%). Uma desvantagem é que você tem que escolher sua capa entre um catálogo de capas que estão disponíveis para o autor que vai publicar com a amazon publicar, o que é o único ponto negativo desse livro, porque a capa não tem nada a ver com o tema do livro. E essa é uma grande desvantagem porque, se o livro já não tivesse sido indicado para mim por amigos, eu provavelmente não compraria por causa da capa, porque pensaria que se trata de um livro sobre mulheres que adoram roupas e sapatos – e não poderia ser mais longe disso!

Capa de And so we were.
Capa de And so we were.

Iris é uma garota bem tomboy, na verdade. Não liga para estética e essas coisas (chatas) de mulher, como cabelo, roupas, sapatos, ou seja, ela prefere roupas confortáveis a se vestir com roupas e sapatos que apertam só pra ficar bonita “para os caras”. E ela também adora livros. E escrever. E um certo cara chamado Dean. Que é um babaca, mas the heart wants what the heart wants. E eu não conseguia entender porque o heart da Iris não podia querer o Jordan, melhor amigo do irmão mais velho da Iris, que sempre a viu como a irmã mais nova de seu melhor amigo, mas agora… Enfim, eough said porque senão darei spoilers!

Esse é o primeiro livro de Kelly Castle e, man, como ela escreve bem! Fiquei abismada! Eu, sendo também escritora, sei como é difícil tornar histórias em coisas que você não consegue mais parar de ler, e And so we were é assim, no momento que você começa a ler, você não quer mais parar. E isso tudo se dá pelo jeito fantástico e diferente da Kelly escrever. Sério, eu queria ser amiga dela e perguntar pra ela como ela consegue escrever desse jeito! Ainda mais nas cenas de sexo. Quem já escreveu cenas de sexo sabe o quanto você tem que se conter para não acabar virando um 50 tons de cinza da vida. Porque você quer dizer o que aconteceu, mas de um jeito natural, sem ficar vulgar demais, mas também sem adocicar muito e acabar virando trash (nada de “ela pegou seu instrumento”). E ela consegue! Já aviso, para as que adoram um romance sexual, que as partes sexuais são bem poucas, então não se empolguem tanto! hahahaha Mas se você decidir ler esse livro, vai passar horas bem tensa com toda a história. Porque, vou te falar, tinha horas que eu queria dar uns tapas na Iris, sacudir ela e gritar “minha filha, pelo amor de Deus!!!!!!!!!!!!”. Sério, de longe, um dos melhores romances que li nos últimos tempos.

Eu queria ter escrito sobre o livro aqui assim que acabei de ler, porque assim teria coisas mais substanciais para escrever. Porque esse livro merece todas as críticas positivas da vida. Mas como já faz um tempinho que li, ele não tá mais tão fresh na memória, mas a sensação que tive ao ler o livro está, e é “meu deus, que livro bom. e como essa autora escreve bem!”. Aliás, não achei foto dela, o que é uma pena. Mas posso garantir que é um livro muito bom, até meio angustiante, mesmo sendo um romance, e um bom exemplo como coisas do nosso cotidiano podem modificar aos nossos olhos só por causa de um momento ou pequenos acontecimentos. Ah! E todo o desenvolvimento é muito bem feito, nenhum personagem ou situação parece de forma forçada, tudo parece ocorrer naturalmente – o que não acontece em um outro livro que falarei aqui mais pra frente.

And so we were está à venda na amazon (mas acho que só na versão ebook) por 7 reais, baratinho! Corre lá agora pra comprar! Mas lembre-se de que o livro é em inglês! Depois que você ler, me diz o que achou!

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