Fuller House

Boa segunda-feira, pessoal!

Vamos esquecer que hoje é um dos dias mais odiados da semana e falar de uma coisa que vem deixando malucas todas as pessoas que nasceram nos anos 80: Fuller House! Pra quem é muito novinho e não sabe do que estou falando (e o nome também não ativa a memória), Fuller House é a continuação da série Full House (conhecida aqui no Brasil como Três é demais), que lá nos EUA foi ao ar de 1987 a 1995, mas aqui no Brasil passou um pouquinho mais tarde – o que não fez a gente ficar menos viciado nas histórias da família Tanner. Full House foi a série onde as gêmeas Olsen começaram, elas interpretavam, as duas, pois eram muito pequetitas quando a série estreou, a filha mais nova da família, Michelle. Bem, pra resumir, Full House era sobre um homem que ficou e se via, de repente, com três meninas para criar sozinho. Seu melhor amigo, Joey, e o irmão de sua esposa, Jesse, se mudam para sua casa, então, para ajudá-lo. Além desses personagens, também tinha a melhor amiga da filha mais velha, Kimmy Gibbler, e depois uncle Jesse começou a namorar a Becky, que virou personagem fixa, assim como seus filhos gêmeos e o namorado de DJ (a filha mais velha), Steve. Ah! E claro, Comet Jr., o cachorro foférrimo da família.

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Da esquerda para direita: Uncle Jesse e Becky com seus filhos Alex e Nicky, Joey, Kimmy, Danny (o pai), Stephanie com Michelle na sua frente, DJ e Steve.

Eis que uns meses atrás, a Netflix anuncia que estão gravando uma continuação da série, intilulada Fuller House, com todos os atores originais (menos as irmãs Olsen). E eis que em fevereiro a série é colocada no ar. E eis que eu corro pra assistir, é óbvio, visto que eu era completamente viciada em Full House quando era mais nova. O primeiro episódio é a coisa mais linda do mundo, com todo mundo, todo mundo mesmo, até os gêmeos Niky e Alex (mas não Michelle), aparecendo. Os bordões da série original, a casa da série original, as pessoas, tá tudo ali. E no momento que toca a música tema, os olhinhos enchem de água, não tem como não encher! É muita emoção.

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Da esquerda para a direita: Kimmy e sua filha Ramona, Max, um dos filhos de DJ, Stephanie, Joey, Danny, Uncle Jesse (ainda lindo), Becky, DJ e Jackson, o filho mais velho de DJ. Tem ainda o bebê Tommy, filho caçula de DJ, que não está na foto.

O foco de Fuller House é DJ, a filha mais velha da família Tanner que, assim como aconteceu com seu pai no início da primeira série, está recém-viúva e com três filhos pra criar. Ela se muda para sua antiga casa para que seu pai a ajude no início dessa nova vida sem seu marido. E então, aparecem Stephanie (que sempre foi a minha personagem preferida) e Kimmy, com sua filha Ramona. Ambas se mudam para a casa de DJ para ajudá-la na tarefa de criar seus filhos, exatamente como aconteceu com Danny. As aparições de Danny, Joey, Jesse e Becky são eventuais, cada episódio um deles aparece. Só no primeiro que vemos todos eles mesmo. Portanto, a série fica exatamente como Full House, só que com mulheres: uma mãe viúva criando seus três filhos homens e tendo duas amigas para ajudar (no caso, uma irmã e uma amiga), e a amiga trazendo uma filha dessa vez.

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Kimmy, Stephanie e DJ com o bebê Tommy (que, assim como Michelle em Full House, é interpretado por gêmeos), o filho que faltou na foto acima.

A série vai cativar, e muito, os fãs antigos, principalmente os que vivem de lembrar o passado, como eu (nossa, parece que sou uma pessoa amarga falando isso. hahahahaha). Porém, duvido que consiga fãs novos. Por que? Porque a série não é boa. Isso porque os produtores e roteiristas tentaram manter um humor de época, da época em que Full House passava, mas que, hoje em dia, não funciona mais. Sem contar nessa história de família perfeita, que resolve tudo com abraço, podia funcionar há vinte anos, mas agora… Fica irreal demais. Falso. E em uma época em que os seriados estão ficando o mais próximo da realidade possível (vide Love, que falarei por aqui em breve, Master of none, Girls, e até House of cards). Essa coisa muito inocente e com piadas prontas ficou no passado, por isso Fuller House não funciona e é sem graça. Eu só ri de algumas piadas que eram claras referências a série antiga, mas exatamente por isso, por ser referência e por eu amar a série antiga e me fazer lembrar ela. Acredito que só por causa dos fãs antigos que a série foi renovada e uma segunda temporada foi confirmada. Porque não acredito que pessoas que nunca assistiram Full House tenham gostado da série – ainda bem que ela foi uma série de MUITO sucesso e tem muitos fãs, senão Fuller House teria ido pro espaço.

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Fuller House

Bem, essa é a minha opinião, claro. Eu achei a série com uma história fraquíssima, com piadas ruins, e personagens que não cativam – além de ser cheia de esteriótipos e um pouco machista (mesmo sendo em torno de três mulheres fortes). Aí vemos como a sociedade era antigamente, e como, ainda bem, já avançamos um pouco nesse aspecto, apesar de não parecer e a luta continuar. Mas, obviamente, outras pessoas podem ter adorado a série e não concordarem comigo. Você, por exemplo, o que achou? Assistiu e gostou? Não gostou? Não gostou, mas tanto faz porque É FULL HOUSE! Me conta! E até o próximo post!

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Mas com o novo cachorro da família, e Andrea Barber como Kimmy.

Ah! Esqueci de dizer que agora minha personagem favorita é, de longe, a Kimmy. Apesar de Andrea Barber ter ficado longe das telinhas desde Full House praticamente, ela é a que tem o mais perfeito timing pra comédia até hoje. E claro, temos que agradecer também aos roteiristas, que construíram uma personagem muito engraçada! Das crianças, dessa vez meu “filho favorito” é o Max, o filho do meio que, assim como Stephanie, que também era a filha do meio, era, é o comic relief da série. É o que faz as tiradas mais engraçadinhas e o único realmente interessante das crianças. Mas vamos esperar a próxima temporada para ver se os outros personagens crescem, não é mesmo?

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Por que acabou?????? – Seriados com uma temporada

Olá pessoas bonitas do meu coração. Como vocês estão?

Estava eu aqui, pensando sobre o que poderia escrever hoje, e como toda pessoa normal (espero eu), comecei a entrar em vários sites diferentes como forma de adiar o inevitável (eu sou a rainha do “deixa pra depois”). Mas, de repente, me vi procurando seriados que eu adorava, mas que eu não sabia como tinham acabado porque por aqui só tinha passado uma temporada e eu imaginava que era porque essas séries não tinham feito sucesso aqui no Brasil. Porém, todavia, contudo, pesquisando mais a fundo hoje, descobri que elas só tiveram uma temporada mesmo! O que só me frustrou mais porque não vou ter closure mesmo! Não é horrível quando você assiste uma série, você adora a série, você vicia na série, e ela acaba do nada, sem um final decente, que tenha um desfecho de verdade? Pois é, também acho isso péssimo! E hoje vou dizer pra vocês algumas dessas séries que me deixaram completamente frustrada.

*Os seriados não estão em nenhuma ordem específica.

1. Grosse Pointe

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Essa série era uma comédia daquelas bem bobas, mas eu adorava! Girava em torno do relacionamento entre um grupo de atores que fazia uma série de high school americano chamada Grosse Pointe. Era, na verdade, uma sátira aos seriados americanos para adolescentes que fizeram ou faziam sucesso na época (o seriado foi ao ar em 2000), principalmente Barrados no Baile (Beverlly Hills 90210), criado pelo mesmo produtor de Grosse Pointe. Esses aí da foto eram os personagens principais, e eram bem esteriótipos mesmo: a atriz patricinha e malvada, uma paródia da Shannen Doherty (a Brenda de Barrados no Baile), o ator bonitão, que fazia referência ao Jason Priestley, a menina boazinha (que era minha personagem favorita), referência à imagem que Tori Spelling (a Donna de Barrads no Baile) tinha na época, o cara bonzinho que era apaixonado pela menina boazinha, mas que ela só via como amigo (preciso nem pesquisar pra saber que era uma referência ao Brian Austin Green e seu personagem David Silver, meu personagem favorito em Barrados no Baile), e outros personagens caricatos do tipo.

Pra falar a verdade, eu nem lembro muito mais da série. Só sei que eu gostava, ria, mas o que me interessava mesmo era o relacionamento da Marcy (a menina boazinha) com o Dave (o que estava na friendzone). Como boa romântica e adoradora de personagens losers que sou, ficava lá, esperando o momento que ela finalmente veria que o Dave era o homem da vida dela e que era ele que realmente a amava e não o namorado babaca (e todo bonitão segundo os padrões da sociedade, porque eu era muito mais o Dave, interpretado pelo Kyle Howard, que eu ADORO) dela. E quando esse momento estava chegando, quando eles estavam prestes a ficar juntos, a série acabou. Bem, a temporada acabou e eu fiquei esperando a próxima pra ver o que ia acontecer entre os dois, mas esse momento nunca chegou. Que raiva que me deu.

Melhor foto que ache do Dave e da Marcy juntos. Desculpem-me.
Melhor foto que ache do Dave e da Marcy juntos. Desculpem-me.

PS. Agora acabei de ficar em dúvida se era ele que amava ela e ela não percebia, ou se era ela que gostava dele e ele não percebia. Mas, de qualquer jeito, eu queria que eles ficassem juntos e eles estava, prestes a ficar quando a série foi cancelada.

2. Opposite Sex

Olha essas roupas!
Olha essas roupas!

Mais uma série com Kyle Howard, mas Opposite Sex é focada, na verdade, em Jed, interpretado pelo meu digníssimo Milo Ventimiglia (amo, amo, amo, amo, amo, já disse que amo?). A série conta a história de um garoto que se muda de cidade e vai estudar em um colégio que está só agora abrindo as portas para os meninos, o que faz com que ele seja uma das únicas três pessoas do sexo masculino a estudar lá: os outros dois são Kyle Howard e… Chris Evans! Sim, senhoras e senhores, o garoto magrelo e estranho do lado direito da foto é o Capitão América que todas vocês amam (ou a maioria, I know I don’t).

Porém, a série não fez sucesso lá fora e foi cancelada depois de somente oito episódios. E eu querendo saber como continuava. Mas de todas as séries que falarei aqui hoje, essa foi a que o final menos me perturbou. Até porque eu via a série mais por causa do Milo, e depois ele começou a fazer tanta coisa que nem deu tempo de sentir falta! (mas agora eu sinto, porque ele anda bem sumido. 😦  )

*Atualização: Milo está no elenco da série The Whispers, que estreou semana passada aqui no Brasil no canal AXN (e é bem boa, gostei bastante do primeiro episódio).

3. Pasadena

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Essa série eu adorava! Passou em 2001 e tinha alguns atores que eu gostava (Alan Simpson, Balthazar Getty, e o Chris Marquette, que eu só fui gostar mesmo em Joan of Arcadia – sim, sempre fui viciada em seriados), além de uma trama muito boa. Foi uma das primeiras séries de suspense que vi, antes eu só assistia drama (Dawson’s Creek, Party of Five) e comédia. A trama girava em torno de uma família rica de Pasadena (por isso o nome da série), região abastada da Califórnia, que, como toda família rica e poderosa, era cheia de problemas, mas todos disfarçados pelo dinheiro e fama. Só que acontece uma assassinato na mansão da família, e a filha do casal rico e poderoso começa a investigar por conta própria o que aconteceu. E, a partir daí, começa a descobrir vários segredos que a família escondia. Pode parecer até algo cliché agora, mas na época não tinha existido nenhuma série desse tipo ainda.

E, adivinha?! Claro que a série acabou antes da Lilly (a filha curiosa) descobrir o tal segredo mais importante da família. Why???????????????

4. Reunion

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Seguindo a linha de Pasadena, Reunion também gira em torno de um segredo. Eram seis personagens, alguns insuportáveis e outros adoráveis (foi aí que começou meu amor por Dave Annable, que continuou quando ele interpretou o Justin de Brothers and sisters, até hoje um dos meus personagens de série favoritos), que se conheceram no colégio. Cada episódio mostra flashbacks de um ano da vida dos personagens desde a formatura do colégio até os dias de hoje, enquanto vemos também a investigação da morte de um desses seis personagens, que aconteceu na festa em comemoração aos 20 anos de formatura do colégio. Obviamente, os outros cinco personagens são os suspeitos. E obviamente também, a série acabou antes de desvendarem que era o culpado (ou culpada). E esse mistério me atormenta até hoje!!!

5. Popular

Foto mais conhecida da série, não tinha como eu escolher outra.
Foto mais conhecida da série, não tinha como eu escolher outra.

Ok, ok, essa série não teve só uma temporada, então não tinha nada que estar aqui nessa lista. Mas é que o final foi tão tosco e tão aberto que merecia um lugar e uma menção por aqui.

Popular era a típica série passada em high school americana que mostrava os populares de um lado e os losers de outro, aquela coisa que já estamos bem acostumados a ver. Mas como houve uma junção forçada das “líderes” de cada grupo com o casamento do pai da líder das populares com a mãe de uma das meninas que não fazia sucesso nenhum na escola e era vista como esquisita (apesar de inteligente e muito mais interessante que a outra), esses paradigmas e limites vão sendo quebrados dentro e fora da escola. Apesar de ter bastante coisa bem cliché e comum, também fugiu um pouco do lugar comum e fez pensar – e rir, claro.

Mas isso não importa (importa sim, mas não pro tema do post), o que importa é que a série terminou na segunda temporada da maneira mais escrota (desculpem a palavra) que podia ter terminado. Estava lá Brooke, a popular, em um jantar com Harrison, que era do grupo dos nerds (e eu amava, claro, já que era o bonzinho incompreendido), por quem ela estava finalmente apaixonada, depois de anos de Harrison babar por ela. Porém, agora, Harrison estava em dúvida se queria ficar com ela ou com Sam, a step-sister de Brooke e também inteligente (a que eu citei lá no começo). Não me lembro muito bem o que aconteceu, só sei que Brooke saiu do restaurante com raiva, sem Harrison escolher com quem queria ficar, e foi atropelada. Brooke foi atropelada! E acabou a série!!!!!!!!!!!! Sim, a série terminou sem sabermos:

a) O que de fato aconteceu com Brooke. Ela morreu? Ela perdeu a memória? Ela ficou paralítica? O que aconteceu??????

b) Lily e Josh (dois personagens bem importantes de série) vão conseguir viver bem casados?

E o mais importante:

c) Harrison escolheu Brooke ou Sam??????????

A série ia ter mais uma temporada, por isso o final tão aberto. Mas foi cancelada antes da terceira temporada sequer ser gravada. Deixando centenas de fãs desesperados pra saber o que aconteceu!!!!!

Sam e Brooke, a
Sam e Brooke, a “nerd” e a popular. Dá pra perceber que Brooke ficou tão chocada quanto eu com esse final tosco.

E vocês? tem algum seriado que vocês ficaram muito pê da vida de ter tido só uma temporada? Ou então que teve um final tão ridículo, como o de Popular, que você teve vontade de se matar? Diz pra mim!!!!!!

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Netflix me representa – Sense8

Um absurdo. Um absurdo eu ter falado que ia escrever sobre Sense8 aqui na 6a feira e ter me esquecido e só ter lembrado hoje de novo, ainda mais por ser uma das melhores séries do momento pra mim, se não A melhor! Mas cá estou hoje, pra contar pra vocês um pouquinho sobre essa série que acho que ainda não tem muita gente vendo, visto que estreou faz pouquinho tempo (mas eu sou uma tarada por séries e já terminei de ver).

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Então, eu tenho um problema. E o meu problema é que quando gosto muito de uma série, eu não consigo ver ela pingadinha, pelo menos não quando ela já está lá, inteirinha pra eu ver. Foi o que aconteceu com Sense8. Como ela é original do Netflix, quando foi disponibilizada, estava lá, toda a primeira temporada pra eu ver. E eu vi, tudinho, em uma semana. Porque a série é sensacional e totalmente viciante, mais ainda que Orphan Black. Quem soube de Sense8 primeiro foi marido, e quando ele me contou sobre ela eu não achei que fosse gostar tanto, porque ele disse que era meio ficção científica e tal, e eu nunca fui muito fã – mas, como já escrevi aqui antes, tenho percebido que ando gostando bastante desse estilo, vide as séries que estou fanática no momento (Sense8, Orphan Black, Doctor Who, pra citar algumas). Mas me interessou assistir porque os criadores dela são os irmãos Wachowskis, os mesmos que criaram Matrix, e Matrix é foda! Então, quando marido foi ver o primeiro episódio, vi com ele. E quando acabou, implorei: “Coloca logo o segundo, pelo amor de Deus!!!!!!!!!!!”

Lana e Andy Wachowskis, os criadores da série.
Lana e Andy Wachowskis, os criadores da série.

Vou tentar resumir a premissa do seriado sem dar muito spoiler, porque tem muita coisa na própria explicação do que é a série que pode tirar o impacto na hora de assistir. Então pra ser bem concisa, Sense8 é sobre um grupo de pessoas ao redor do mundo (são 8 pessoas) que, de repente, se vêem ligadas mentalmente. Se eu falar mais já vou dar spoiler e tirar a graça, então vou deixar só isso mesmo. Maaaaaaaaaaaaas, sendo algo vindo das mentes dos irmãos Wachowski, já dá pra saber que é uma parada complexa e que tem é preciso prestar atenção em cada detalhe para entender tudo, né? Tem algumas coisas que eu estou com dúvida, por exemplo, mas como conheço pouquíssimas pessoas que estão vendo a série e marido ainda não terminou a temporada (tô aqui de dedos cruzados pra ele assistir o último episódio, que é o único que falta pra ele, hoje), não tenho ninguém com quem comentar. Então espero conseguir fazer com que vocês se interessem pra poder conversar sobre a série com vocês! hahahahahaha O pior de tudo é que sou péssima falando de coisas que gosto muito, porque fico tão agitada e ansiosa que as palavras não me aparecem! Mas tenho dois pontos positivos para quem gostava de Lost e para quem gosta de Doctor Who: Sayid Naveen Andrews e Martha Jones Freema Agyeman! Fiquei tão feliz quando que os dois a série, vocês não tem noção!

Naveen Andrews como Jonas Maliki, e Freema Agyeman como Amanita.
Naveen Andrews como Jonas Maliki, e Freema Agyeman como Amanita.

Anyway, como tudo dos irmãos Wachowski (e com “tudo” quero dizer Matrix, porque foi a única coisa que vi deles), tudo em Sense8 tem um motivo. Tudo é ligado, tudo tem uma explicação, e todas as histórias, dos oito personagens principais, se interlaçam de maneira perfeita. O jeito como as coisas vão se revelando e vamos sabendo como tudo funciona é magistral. Cada pontinho vai se ligando a outro de maneira a criar uma imagem que conseguimos, depois, enxergar perfeitamente. É difícil explicar, é melhor assistir. Assistam! Tem cenas fantásticas, diálogos fantásticos, pensamentos dignos de serem seguidos pela população do mundo. Sério. E nossa, como eles trabalham bem a música! Acho que é de consenso geral entre as pessoas que já assistiram a primeira temporada da série que uma das melhores cenas (se não a melhor) se dá em torno de uma música (e que música!), e eles conseguem ligar todos os personagens só com essa música (sobre a qual falei um pouco nesse post), fazendo total sentido na história e ajudando a movimentar a história para frente, não é uma cena que está lá sem motivo, só para dar uma divertida na série, sabe? A cena final do episódio 10 também é sensacional, e também o é por causa de uma música. Eu fico assistindo a série e pensando como eles conseguem pensar em algo assim, porque é genial!

Como eu disse, são 8 personagens principais, e todos eles são desenvolvidos igualmente. E BEM desenvolvidos. Claro que eu tenho meus personagens favoritos (Wolfgang, Will), mas cada personagem é tão bem explicado e tem histórias tão bem desenvolvidas e reais, totalmente identificáveis, que você acaba gostando de todos, e entendendo o motivo para a ação de cada um. E você torce por todos, e ama cada um por sua particularidade. Tirando o Wolfgang e o Will, que estão lá no topo, cada dia me vejo gostando mais de um dos outros, mas, na verdade, amo todos, porque eles são todos fantásticos – e, o mais importante (pelo menos, pra mim), nenhum deles é perfeito!

Também gosto MUITO do jeito que as relações são mostradas na série. Todas as relações: pais e filhos, romances, de amizade. E o mais legal ainda é ter dois casais homossexuais, um composto por dois homens e outro por duas mulheres, sendo uma delas transsexual, o que, até hoje, é difícil de se ver em seriados, infelizmente. Então, além de tudo, Sense8 está quebrando barreiras.

Will (esquerda), Amanita e Nomi (centro), e Wolfgang. Não coloquei o casal de homens porque senão estaria dando spoiler.
Will (esquerda), Amanita e Nomi (centro), e Wolfgang. Não coloquei o casal de homens porque senão estaria dando spoiler.

Acredito que não tem muito mais que eu possa falar sem estragar as reviravoltas e surpresas do seriado pra vocês. Mas eu juro que é sensacional! Vejam e depois venham me contar que amaram!

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Série do dia: Once Upon a Time

*pode conter spoilers*

Hoje vi a season finale da temporada 4 de Once upon a time. Houve gritos, houve lágrimas, houve torcida (Regina! Hook!), houve sorriso, houve aflição, houve eu falando “ai meu deus, agora vou ter que esperar não sei quanto tempo até a próxima temporada!”.

Minha relação com Once upon a time já passou por vários estágios. Logo de cara eu amei. Vi a primeira temporada todinha em dois dias, mais ou menos (e eu nem tinha Netflix na época). A segunda demorei um pouco mais, tinha mais afazeres, infelizmente não dava pra passar o dia todo vendo seriado. (por que a gente vira adulto mesmo?) Demorei pra ver a terceira temporada (não conseguia mais ver nesses sites onde dava pra baixar seriado e eu não sei usar torrent até hoje!) e só quando foi disponibilizado no Netflix que voltei a assistir. E não gostei. Pensei como diabos uma série tão legal tinha ficado tão ruim. Parei no segundo episódio da terceira temporada e fiquei sem assistir por muuuuuuuuuito tempo. Aquele spin-off que não fez sucesso nenhum foi criado (Once upon a time in Wonderland), fiquei sabendo que as irmãs de Frozen apareceram na quarta temporada da série (wth??), achei que devia estar pior ainda do que na terceira temporada, mas aí, por algum motivo que agora não me lembro mais porque sou uma velha e não tenho memória, resolvi dar uma segunda chance pro seriado. E agora estou aqui, emocionalmente abalada com o último episódio da última temporada.

Mas pra vocês aí que viveram numa caverna nos últimos anos e não sabem sobre o que é Once upon a time, farei um pequeno resumo da série. Há uma pequena cidade escondida do mundo chamada Storybrooke onde os personagens dos contos de fada moram, e ela existe no nosso mundo. Mas ela só existe porque a Rainha Má, a (salve-salve diva) Regina lançou um feitiço para se vingar da Branca de Neve. Na cidade, ninguém (tirando a regina) se lembra quem é de verdade (que são príncipes, princesas, anões, etc), e vivem num mundo onde o tempo nunca passa. Porém, o filho adotivo da Regina, que vem do nosso mundo “real”, percebe que tem algo muito estranho com a cidade e aí… Bem, você tem que ver pra saber o que acontece.

Parece bobo? Parece. Mas não é. O que me chamou mais atenção no começo da série foi que ela mostrava a vida de cada personagem lá na Floresta Encantada, ou seja, a vida deles como personagens. E apesar de os autores manterem a essência da história de cada personagem, eles também criaram várias narrativas novas pra eles que fazem a série ficar muito mais interessante. E vou te falar, uma vez conhecida essas histórias secretas dos personagens, é impossível tirá-las da cabeça e, pra mim, agora todas elas aconteceram, são as verdadeiras vidas dos personagens. Que, pra dizer a verdade, são muito melhores que as versões que a Disney conta pra gente.

Branca de Neve e Chapéuzinho Vermelho sendo gente como a gente.
Chapeuzinho Vermelho e Branca de Neve sendo gente como a gente.

Agora que vocês já sabem como é a série, vou dar meu relato pessoal sobre ela. Como geralmente acontece, eu não gostei dos personagens principais. No caso, Branca de Neve e o “Prince Charming”. Eles são bonzinhos demais, me irrita. Porém, no início eu não gostava da Evil Queen (Regina) também. Simplesmente porque ela era má demais! Sim, ela tem seus motivos pra ser assim, o que é uma coisa super legal da série, mostrar o motivo de cada personagem ser como é, bom ou mau. Mas mesmo com motivos, eu tinha um ódio tremendo da Regina. Nessa época, eu adorava o Henry (mas quem não adora o Henry?), o caçador (que eu esqueci o nome, mas nunca esquecerei de sua hotness), o Rumpelstiltskin (personagem que eu não conhecia até a série e que, mesmo sendo mau, eu entendia seus motivos e gostava).

Aiai, Caçador, me caça! Quer dizer...
Aiai, Caçador, me caça! Quer dizer…

Na verdade, já tive vários favoritos com o passar da série. Além desses que já falei, já gostei do Chapeleiro, do August, do Neal. Mas acho que nunca gostei de personagens com tanta intensidade quanto dos meus favoritos de agora: Regina e Hook. Sim, queridos amigos, a Regina, aquela que falei que eu não conseguia suportar nas primeiras temporadas. Mas ela é simplesmente fantástica! Ela é A melhor personagem da série, sem sombra de dúvidas. Por isso que faz tanto sucesso, se você procurar por Once upon a time, a maioria das fotos, montagens, artigos sobre que vai encontrar serão sobre ela.

Lana Parrilla como Evil Queen e como Regina.
Lana Parrilla como Evil Queen e como Regina.

Claro que ajuda a sua intérprete, Lana Parrilla, ser super simpática, linda (sério, queria ser igual a ela!) e boa atriz. Mas a personagem é muito bem escrita e desenvolvida (you go, writers!), e sua linha de evolução é empolgante. Sem contar que as falas dela e do Hook são sempre as melhores. E o Hook… Ah, o Hook… Além de Colin O’Donoghue (seu intérprete) ser absolutamente gostoso lindo, o personagem é viciante da melhor maneira possível. Sexy, habilidoso, mau na medida certa, sexy (ah, eu já tinha dito isso, né?). Quero ver alguém assistir o seriado e não se apaixonar pelo Hook. Impossível!

Ah, isso não fez efeito em você? Que tal isso?

Talvez isso?

I rest my case.

Enfim, voltando à série, como eu disse lá no princípio, eu gostei das duas primeiras temporadas, e depois não gostei muito da terceira. Isso no começo, porque quando voltei e dei a segunda chance pra série, achei a terceira temporada uma das melhores temporadas ever! Eles colocaram o Peter Pan, e o Peter Pan era mau! Achei essa a maior sacada da face da terra, e super original! Sério, eu amei o twist dessa temporada e achei incrível como eles puderam ter a ideia que tiveram pro final (ainda tentando não dar muitos spoilers). Conheço gente que não gostou muito dessa terceira temporada, mas eu definitivamente não sou uma delas.

Não se deixe levar por essa cara fofa do Peter Pan...
Não se deixe levar por essa cara fofa do Peter Pan…

Na quarta temporada, eles resolveram enfiar inserir as irmãs de Frozen na série. Entendemos que isso aconteceu porque o canal que exibe OUAT nos EUA foi comprado pela Disney e aí, já sabe, tem que fazer o que a Disney manda. E apesar de eu ter amado ver o Scott Michael Foster novamente na TV (ele andava sumido desde Greek), na pele do Kristoff, eu achei totalmente nada a ver e deu uma quebra desnecessária no desenvolvimento da história. Se formos parar pra analisar, a presença de Elsa e Anna na série não adicionou em nada pro enredo, foi somente um meio da Disney divulgar mais ainda a já tão explorada animação (que eu amo, mas tudo tem limite), e tentar acarretar mais espectadores. Desnecessário, né? E nem colocaram o Olaf! Mas depois que todo mundo relacionado à rainha que solta gelinho pelas mãos vai embora (sim, eu não gosto da Elsa, gosto da Anna), tudo volta ao normal e fica legal de novo.

Scott Michael Foster, única coisa boa da aparição de Frozen em OUAT.
Scott Michael Foster, única coisa boa da aparição de Frozen em OUAT.

Ah! Claro que tem aquilo tudo de figurino fantástico, paisagens maravilhosas (muitas delas feitas pelo computador), efeitos especiais toscos, etc etc etc. Mas é que eu foco mais na história e nos diálogos, e esses são muito bons. E os personagens são muito bem desenvolvidos, mas confesso que acho que os vilões são muito melhor desenvolvidos que os heróis. Os heróis, em sua maioria, são só bonzinhos e meio chatos (tirando a Emma e o Henry que, bem, eles são do mundo real, isso já diz muita coisa, no mundo real não existe vilão e herói), não tem muito conteúdo. Já os vilões… Eles tem várias camadas e a cada episódio vai se descobrindo um pouco mais sobre eles e sempre é uma surpresa e um choque. Os vilões são fantásticos!

Não sei como eles conseguem lembrar de tanta história que se cruza e como conseguem relacionar fatos que eu nunca conseguiria relacionar. Mas quem sou eu, né? Sou uma mera espectadora, não sou roteirista! Meu trabalho é ficar fascinada com o seriado e pedir pro tempo passar rápido pra eu poder ver logo a quinta temporada – que, aliás, já foi confirmada!  olha, ela promete!

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Heróis e vilões.

E vocês? Assistem Once upon a time? Gostam? Qual personagem favorito de vocês? Me contem! Ah! E provavelmente vai ter mais post sobre série por aqui, já que sou meio viciada nelas. Me digam se vocês são série maníacos também! E agora deixa eu ir lá fechar a janela do meu quarto antes que entre barata! Tchau!

 desculpa gente, mas ela é diva demais, precisava de mais algo dela por aqui.

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