30 LIVROS EM 1 ANO – Guia do Mochileiro das galáxias, O restaurante no fim do universo, e A vida, o Universo e tudo mais (Douglas Adams) – LIVROS 28, 29 e 30

Yo Bros! (desculpa, gente, desculpa, é a maratona How I met your mother fritando o cérebro da pessoa)

Anyways… Feliz 2016, pessoas! E nada melhor pra começar o ano do que o melhor livro que li em 2015! Quer dizer, os melhores livros, visto que é uma série fantástica, sensacional, fabulosa, e todos os adjetivos que consigo e não consigo pensar. Desde Harry Potter não fico tão maravilhada com uma série de livros. E contarei o todos os motivos. Mas antes vamos falar um pouco sobre a série em si.

O guia do mochileiro das galáxias foi escrito por Douglas Adams, escritor inglês que, infelizmente, faleceu em 2001, nos fazendo perder, assim, mais um gênio. Sim, gênio, pois engana-se quem pensa que o Guia é só mais um livro sobre viagem no espaço. Se fosse, não seria a febre que é, existindo até um dia para celebrá-lo, o Towel Day (Dia da toalha), comemorado em 25 de maio. Originalmente, era uma série de rádio transmitida pela rádio BBC, na Inglaterra, e depois foi adaptada para outras mídias, como livros, peças de teatro e filme. O primeiro livro da série (ou “trilogia de cinco livros”, como é chamada ironicamente) foi publicado em 1979, sendo seguido por O restaurante no fim do universo, de 1980, e depois por A vida, o universo e tudo mais, que foi lançado em 1982. E vou parar por aí porque foram os três livros da série que li até agora.

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Os dois primeiros livros da série.

Meu livro preferido entre os três é, de longe, o segundo, O restaurante no fim do universo. O primeiro, O guia do mochileiro das galáxias, é mais uma apresentação da história, dos personagens, e onde você vai se acostumando com o humor sensacional de Douglas Adams. Meu tipo de humor favorito é o inglês, que é mais irônico, sarcástico, mais dry (desculpem, mas não achei uma palavra em português para esse tipo de humor, onde a pessoa diz a coisa engraçada sem mudar expressão facial ou entonação), e eu adoro. Pra quem gosta de Doctor Who, é exatamente o mesmo tipo de humor (E, Douglas Adams escreveu TRÊS episódios de Doctor Who!). Aliás, há várias semelhanças entre o seriado e os livros, e comecei a achar que Steven Moffat se inspirou bastante no Guia para escrever os episódios de Doctor. O terceiro livro, A vida, o universo e tudo mais (expressão que vocês vão me ver mencionar muito por aqui), é uma maluquice só. Sério, demorei pra entender o que aquele bando de situação totalmente sem sentido significava. Mas no fim, teve um motivo. Tudo tem um motivo e faz sentido nos livros da série, tudo mesmo. Nem que seja uma pessoa andando numa praia longe de onde todos os personagens estão (“Um mágico vagava pela praia, mas ninguém precisava dele”) – essa cena serve pra mostrar que a vida é assim, um bando de situações rotineiras empilhadas e que nem tudo tem que ser fantástico (admito: esse foi um comentário do meu marido que eu achei tão bom que tive que escrever aqui).

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Falando em marido, essas são as costas dele junto com o terceiro livro da série.

O segundo livro é meu favorito porque ele tem todos os elementos de que gosto num livro: uma boa história, o maravilhoso humor inglês, frases sensacionais e metáforas incríveis que te deixam pensando por muito tempo sobre a vida, o universo e tudo mais (desculpem, eu não podia deixar passar). E como eu disse na resenha de Dias roucos e vontades absurdas, eu adoro livros que nos fazem pensar na vida e na mente e no comportamento e etc. Eu me sentia lendo um livro de filosofia e meu coração dava pulinhos a cada frase de tão sensacional que são as análises de Douglas Adams (por isso o chamei de gênio). Foi o livro que mais anotei coisas para reler depois (não pude sublinhar no próprio livro porque ele era emprestado), e em alguns momentos eu queria anotar uma página inteira! Você lê e pensa na vida o tempo todo, nas grandes questões.Mas não ache que você fica desesperado lendo isso, tipo “ai meu Deus (ou amontoado de vagas percepções sensoriais), o que eu estou fazendo da minha vida?”. Não! Porque é tudo passado de uma forma muito leve. Enfim, vou colocar aqui alguns trechos que gostei muito, pra vocês terem uma pequena noção do que estou falando.

“Num universo infinito, tudo pode acontecer, até a sobrevivência.”

“Não sei. Por que? Vocês acham que eu deveria ter um? Parece-me muito estranho dar um nome a um amontoado de vagas percepções sensoriais.” – Homem que rege o universo ao ser perguntado de seu nome.

“Como você pode garantir que tem alguma coisa lá fora se a porta está fechada?”

“Elas (as pessoas) têm seus próprios universos a partir de seus olhos e seus ouvidos.”

“(…) puderam enfrentar os problemas da falta de objetivos e do isolamento simplesmente decidindo ignorá-los.”

Mas não é só no segundo livros que existem frases sensacionais. Nos outros também tem, como essa do terceiro:

“Não somos obcecados com coisa alguma, entende? E esse é o fator decisivo. Não podemos vencer contra a obsessão. Eles se importam, nós não. Então eles vencem.”

Ou esse trecho, também do terceiro, que mostra exatamente o tipo de humor da série:

 “São/eram de uma beleza indizível. Em outras palavras, você não seria capaz de recitar um trecho longo de uma só vez sem ser tomado fortemente pela emoção e por um senso de verdade, totalidade e unicidade das coisas sem que, rapidamente, você precisasse dar uma volta rápida pelo quarteirão, possivelmente parando em um bar ao retornar para tomar uma dose rápida de perspectiva e bebida. Eram realmente bons.”

Ou esse outro trecho, do primeiro livro:

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Bem, acho que já deu pra entender que eu amei tudo sobre o Guia e o motivo, né? Acho melhor parar antes que fique um post interminável. Mas antes de eu ir, dizendo que vocês todos TEM QUE LER ESSA SÉRIE TODA, deixo uma pequena sinopse da série, que foi a única coisa que faltou aqui: Arthur Dent tem sua casa e seu planeta (sim, a Terra) destruídos em um mesmo dia, e parte pela galáxia com seu amigo Ford, que acaba de revelar que na verdade nasceu em um pequeno planeta perto de Betelgeuse (sinopse retirada do Skoob). E a partir daí, bem, VOCÊ TEM QUE LER PRA VER (toda a série do Guia do mochileiro foi relançada aqui pela Editora Sextante e cada livro tá em torno de uns R$25, mas você consegue achar a coleção completa no Submarino por R$39,90).

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Douglas Adams, o geniozinho por trás dessa série maravilhosa!

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Falando no melhor livro que li em 2015, lá no meu canal tem vídeo falando sobre os 5 melhores livros que li em 2015 (e os 5 piores também). Dá uma olhadinha lá! E não esquece de se inscrever no canal!

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Meus livros!

Queria Tanto (primeiro livro, publicado em 2011)

Coisas não ditas (segundo livro, publicado em 2013)

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Série do dia: Once Upon a Time

*pode conter spoilers*

Hoje vi a season finale da temporada 4 de Once upon a time. Houve gritos, houve lágrimas, houve torcida (Regina! Hook!), houve sorriso, houve aflição, houve eu falando “ai meu deus, agora vou ter que esperar não sei quanto tempo até a próxima temporada!”.

Minha relação com Once upon a time já passou por vários estágios. Logo de cara eu amei. Vi a primeira temporada todinha em dois dias, mais ou menos (e eu nem tinha Netflix na época). A segunda demorei um pouco mais, tinha mais afazeres, infelizmente não dava pra passar o dia todo vendo seriado. (por que a gente vira adulto mesmo?) Demorei pra ver a terceira temporada (não conseguia mais ver nesses sites onde dava pra baixar seriado e eu não sei usar torrent até hoje!) e só quando foi disponibilizado no Netflix que voltei a assistir. E não gostei. Pensei como diabos uma série tão legal tinha ficado tão ruim. Parei no segundo episódio da terceira temporada e fiquei sem assistir por muuuuuuuuuito tempo. Aquele spin-off que não fez sucesso nenhum foi criado (Once upon a time in Wonderland), fiquei sabendo que as irmãs de Frozen apareceram na quarta temporada da série (wth??), achei que devia estar pior ainda do que na terceira temporada, mas aí, por algum motivo que agora não me lembro mais porque sou uma velha e não tenho memória, resolvi dar uma segunda chance pro seriado. E agora estou aqui, emocionalmente abalada com o último episódio da última temporada.

Mas pra vocês aí que viveram numa caverna nos últimos anos e não sabem sobre o que é Once upon a time, farei um pequeno resumo da série. Há uma pequena cidade escondida do mundo chamada Storybrooke onde os personagens dos contos de fada moram, e ela existe no nosso mundo. Mas ela só existe porque a Rainha Má, a (salve-salve diva) Regina lançou um feitiço para se vingar da Branca de Neve. Na cidade, ninguém (tirando a regina) se lembra quem é de verdade (que são príncipes, princesas, anões, etc), e vivem num mundo onde o tempo nunca passa. Porém, o filho adotivo da Regina, que vem do nosso mundo “real”, percebe que tem algo muito estranho com a cidade e aí… Bem, você tem que ver pra saber o que acontece.

Parece bobo? Parece. Mas não é. O que me chamou mais atenção no começo da série foi que ela mostrava a vida de cada personagem lá na Floresta Encantada, ou seja, a vida deles como personagens. E apesar de os autores manterem a essência da história de cada personagem, eles também criaram várias narrativas novas pra eles que fazem a série ficar muito mais interessante. E vou te falar, uma vez conhecida essas histórias secretas dos personagens, é impossível tirá-las da cabeça e, pra mim, agora todas elas aconteceram, são as verdadeiras vidas dos personagens. Que, pra dizer a verdade, são muito melhores que as versões que a Disney conta pra gente.

Branca de Neve e Chapéuzinho Vermelho sendo gente como a gente.
Chapeuzinho Vermelho e Branca de Neve sendo gente como a gente.

Agora que vocês já sabem como é a série, vou dar meu relato pessoal sobre ela. Como geralmente acontece, eu não gostei dos personagens principais. No caso, Branca de Neve e o “Prince Charming”. Eles são bonzinhos demais, me irrita. Porém, no início eu não gostava da Evil Queen (Regina) também. Simplesmente porque ela era má demais! Sim, ela tem seus motivos pra ser assim, o que é uma coisa super legal da série, mostrar o motivo de cada personagem ser como é, bom ou mau. Mas mesmo com motivos, eu tinha um ódio tremendo da Regina. Nessa época, eu adorava o Henry (mas quem não adora o Henry?), o caçador (que eu esqueci o nome, mas nunca esquecerei de sua hotness), o Rumpelstiltskin (personagem que eu não conhecia até a série e que, mesmo sendo mau, eu entendia seus motivos e gostava).

Aiai, Caçador, me caça! Quer dizer...
Aiai, Caçador, me caça! Quer dizer…

Na verdade, já tive vários favoritos com o passar da série. Além desses que já falei, já gostei do Chapeleiro, do August, do Neal. Mas acho que nunca gostei de personagens com tanta intensidade quanto dos meus favoritos de agora: Regina e Hook. Sim, queridos amigos, a Regina, aquela que falei que eu não conseguia suportar nas primeiras temporadas. Mas ela é simplesmente fantástica! Ela é A melhor personagem da série, sem sombra de dúvidas. Por isso que faz tanto sucesso, se você procurar por Once upon a time, a maioria das fotos, montagens, artigos sobre que vai encontrar serão sobre ela.

Lana Parrilla como Evil Queen e como Regina.
Lana Parrilla como Evil Queen e como Regina.

Claro que ajuda a sua intérprete, Lana Parrilla, ser super simpática, linda (sério, queria ser igual a ela!) e boa atriz. Mas a personagem é muito bem escrita e desenvolvida (you go, writers!), e sua linha de evolução é empolgante. Sem contar que as falas dela e do Hook são sempre as melhores. E o Hook… Ah, o Hook… Além de Colin O’Donoghue (seu intérprete) ser absolutamente gostoso lindo, o personagem é viciante da melhor maneira possível. Sexy, habilidoso, mau na medida certa, sexy (ah, eu já tinha dito isso, né?). Quero ver alguém assistir o seriado e não se apaixonar pelo Hook. Impossível!

Ah, isso não fez efeito em você? Que tal isso?

Talvez isso?

I rest my case.

Enfim, voltando à série, como eu disse lá no princípio, eu gostei das duas primeiras temporadas, e depois não gostei muito da terceira. Isso no começo, porque quando voltei e dei a segunda chance pra série, achei a terceira temporada uma das melhores temporadas ever! Eles colocaram o Peter Pan, e o Peter Pan era mau! Achei essa a maior sacada da face da terra, e super original! Sério, eu amei o twist dessa temporada e achei incrível como eles puderam ter a ideia que tiveram pro final (ainda tentando não dar muitos spoilers). Conheço gente que não gostou muito dessa terceira temporada, mas eu definitivamente não sou uma delas.

Não se deixe levar por essa cara fofa do Peter Pan...
Não se deixe levar por essa cara fofa do Peter Pan…

Na quarta temporada, eles resolveram enfiar inserir as irmãs de Frozen na série. Entendemos que isso aconteceu porque o canal que exibe OUAT nos EUA foi comprado pela Disney e aí, já sabe, tem que fazer o que a Disney manda. E apesar de eu ter amado ver o Scott Michael Foster novamente na TV (ele andava sumido desde Greek), na pele do Kristoff, eu achei totalmente nada a ver e deu uma quebra desnecessária no desenvolvimento da história. Se formos parar pra analisar, a presença de Elsa e Anna na série não adicionou em nada pro enredo, foi somente um meio da Disney divulgar mais ainda a já tão explorada animação (que eu amo, mas tudo tem limite), e tentar acarretar mais espectadores. Desnecessário, né? E nem colocaram o Olaf! Mas depois que todo mundo relacionado à rainha que solta gelinho pelas mãos vai embora (sim, eu não gosto da Elsa, gosto da Anna), tudo volta ao normal e fica legal de novo.

Scott Michael Foster, única coisa boa da aparição de Frozen em OUAT.
Scott Michael Foster, única coisa boa da aparição de Frozen em OUAT.

Ah! Claro que tem aquilo tudo de figurino fantástico, paisagens maravilhosas (muitas delas feitas pelo computador), efeitos especiais toscos, etc etc etc. Mas é que eu foco mais na história e nos diálogos, e esses são muito bons. E os personagens são muito bem desenvolvidos, mas confesso que acho que os vilões são muito melhor desenvolvidos que os heróis. Os heróis, em sua maioria, são só bonzinhos e meio chatos (tirando a Emma e o Henry que, bem, eles são do mundo real, isso já diz muita coisa, no mundo real não existe vilão e herói), não tem muito conteúdo. Já os vilões… Eles tem várias camadas e a cada episódio vai se descobrindo um pouco mais sobre eles e sempre é uma surpresa e um choque. Os vilões são fantásticos!

Não sei como eles conseguem lembrar de tanta história que se cruza e como conseguem relacionar fatos que eu nunca conseguiria relacionar. Mas quem sou eu, né? Sou uma mera espectadora, não sou roteirista! Meu trabalho é ficar fascinada com o seriado e pedir pro tempo passar rápido pra eu poder ver logo a quinta temporada – que, aliás, já foi confirmada!  olha, ela promete!

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Heróis e vilões.

E vocês? Assistem Once upon a time? Gostam? Qual personagem favorito de vocês? Me contem! Ah! E provavelmente vai ter mais post sobre série por aqui, já que sou meio viciada nelas. Me digam se vocês são série maníacos também! E agora deixa eu ir lá fechar a janela do meu quarto antes que entre barata! Tchau!

 desculpa gente, mas ela é diva demais, precisava de mais algo dela por aqui.

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Pra ver: Girls

Como falei sobre o livro da Lena Dunham, Não sou uma dessas, no meu blog literário (pra ler o post, clique aqui), achei que nada mais justo e propício do que falar de Girls por aqui. girls-for-real- Eu demorei pra assistir Girls pela primeira vez e, quando finalmente assisti, demorei para engrenar. Mas uma gloriosa noite de insônia me fez ver praticamente uma temporada inteira de uma vez só e viciei. E uma vez viciada, impossível largar o vício! E pelo mesmo motivo que amei o livro da Lena, também adorei Girls: me identifiquei totalmente com a personagem “mais principal”, a Hannah, interpretada pela própria Lena. Obviamente, como todos que tem uma certa intimidade com o trabalho de Lena Dunham sabem, Hannah tem muito da própria atriz, já que ela tem o costume de jogar sua vida pessoal nas telas (e páginas de livro). Por isso seus personagens acabam sendo um pouco parecidos, pois tem muito dela, e uma vez que você se identifica com um, se identifica com todos. Os que ela interpreta, pelo menos. Mas isso não é algo negativo porque, ainda assim, o resultado é muito bom. Pra mim, é muito difícil falar de algo que gostei muito, porque fico achando que tudo que eu escrever não vai ser bom o suficiente e não vai demonstrar o quanto aquilo é bom. E quando eu gosto de uma coisa, eu quero que todos vejam/leiam/ouçam também porque quero que todos experienciem a mesma sensação boa que eu tive ao ver/ler/ouvir. Mas vou tentar. E, por favor, mesmo que esse post saia uma merda bela porcaria, por favor, me jurem que vão assistir Girls!!!!!!!!!!

Só tá faltando a Marnie na foto pra completar as 4 principais da série. Mas tudo bem, ela é a mais chata mesmo.
Só tá faltando a Marnie na foto pra completar as 4 principais da série. Mas tudo bem, ela é a mais chata mesmo.

Bem, a série, que é original da HBO (ou seja, pode esperar bastante sexo, mas todos tem um motivo, não são dispensáveis), é escrita e dirigida (alguns episódios, nem todos) pela Lena Dunham e foca na vida de 4 jovens mulheres: Hannah (Lena Dunham), Marnie (Allison Wiliams), Jessa (Jemina Kirke) e Shoshana (Zosia Mamet). Há pouquíssimo tempo, percebi que as quatro tem seus sobrenomes iniciados com a mesma letra de seus nomes, portanto seus nomes completos são Hannah Horvat, Marnie Michaels, Jessa Johansson e Shoshana Shapiro. Informação inútil? Sim. Mas eu adoro essas curiosidades e detalhes e achei legal compartilhar com vocês. Tudo começa quando Hannah, uma aspirante a escritora, é informada pelos pais de que terá o dinheiro que recebe deles cortado, como forma de estímulo para que comece de verdade sua vida e veja que precisa andar com os próprios pés para chegar a algum lugar. Não dá muito certo, mas não posso falar muito mais, caso alguém aqui ainda não tenha visto. Eu ficaria desesperada no lugar de Hannah (assim como fiquei quando saí de casa). Hannah divide o apartamento com Marnie, uma garota chata pra cacete cheia de problemas, apesar de linda, e que trabalha em uma galeria de arte. Além disso também temos Jessa, mulher livre e rebelde que não segue ordens ou regras e que está voando pela vida e sua prima Shoshana, o oposto de Jessa, super inocente e não vivida – e virgem. Isso tudo, claro, no início da série. Depois, tudo muda. Ou quase tudo. Algumas coisas permanecem iguais porque não dá pra se mudar a essência de uma pessoa, né? Tem também os meninos. No começo da série, Adam (Adam Driver), Charlie (Christopher Abbots) e Ray (Alex Karpovsky). Agora, na quarta (e atual) temporada, já não temos mais Charlie (ainda bem, porque ele era tão sem sal quanto a namorada, Marnie), mas temos Desi, interpretado pelo gato ator Ebon Moss-Bachrach (outro chato. adivinha com quem ele faz par?). Tem também o Elijah (Andrew Rannells), melhor amigo e ex-namorado (porém, agora descoberto gay) de Hannah, totalmente pirado. E alguns outros personagens que aparecem vez ou outra, mas igualmente interessantes.

Os homens:  Ray, Adam e Charlie na foto de cima; Elijah do lado esquerdo e Desi do lado direito.
Os homens: Ray, Adam e Charlie na foto de cima; Elijah do lado esquerdo e Desi do lado direito.

Contada a sinopse, acho que é hora de dizer o motivo de eu gostar tanto de Girls, né? Eu gosto porque é real. Eu gosto porque nada soa falso. Eu gosto porque todas as situações são completamente relacionáveis. Eu gosto porque eles tem problemas. Eu gosto porque tocam em assuntos, muitas vezes problemáticos, como parte do cotidiano, e não como algo de outro mundo. Eu estava lendo uma crítica de Girls e me deparei com esse fato e concordei totalmente. Em outros seriados, assuntos mais sérios, como aborto ou TOC, seriam tratados em um episódio que se falaria somente disso, o foco todo seria nesse aspecto e provavelmente todos as outras situações da série levariam e teria alguma relação com esse ponto específico. Viraria um circo. (claro que aqui estamos falando de dramas, já que o estilo principal de Girls é drama, apesar de ser engraçado também) Em Girls, isso não acontece, o que torna tudo mais real e relacionável. A vida não é assim. Todos a sua volta não param para tratar de certo ponto especial. Não, você tem que se virar e aprender a lidar com esse problema, senão sua vida vira um inferno e você não anda. E isso fica muito claro em Girls: o mundo não gira ao seu redor (apesar das personagens quererem que sim, sim elas são extremamente egocêntricas, mas quem não é?). Girls é muito mais relacionável do que Sex and the city, por exemplo. Eu, particularmente, não gosto da série da cara de cavalo Sarah Jessica Parker porque é uma realidade muito diferente da minha. Mulheres ricas, que adoram roupas, e que moram em um lado da cidade de NY que eu acho que me sentiria desconfortável só de colocar o pé. Já em Girls, é todo mundo real, todo mundo ferrado de grana, todo mundo cheio de problemas, todo mundo tentando viver a vida dia a dia do melhor jeito que dá.

Ray, Hannah e Adam no café que Ray trabalha e Hannah trabalhou por um tempo.
Ray, Hannah e Adam no café que Ray trabalha e Hannah trabalhou por um tempo.

Lena toca em várias questões interessantes na série também, o feminismo sendo o principal. A atriz é uma feminista de carteirinha, todos sabem disso, e em vários episódios deixa bem claro os direitos das mulheres e sua indignação por pensamentos machistas. E também por pensamentos não-liberais, sendo abertamente democrata. Outro fato que eu sempre gostei em Girls era de Lena sempre aparecer nua em cena. Ela não tem o corpo que é considerado padrão, e pra mim ela fazia questão de ter cenas em que seu corpo aparecia exatamente para quebrar essas padrões estéticos na televisão, o que eu achava o máximo. Porém, lendo o livro dela (que eu citei na primeira frase no post), percebi que não é beeeeeeem isso. Ela diz que há sexo na série porque essa é a realidade dos jovens e não poderia fazer uma série sobre jovens sem sexo porque os jovens fazem muito sexo. E como consequência disso, ela aparece sem roupa. Tem até uma frase do livro que marquei que mostra bem o que Lena pensa sobre essa questão: “A questão subtendida, nesses casos, é definitivamente como tenho coragem suficiente para expor meu corpo imperfeito, pois duvido que a mesma pergunta fosse feita a Blake Lively.” Ainda assim, é bom vermos outros padrões estéticos na tela da tv para não acharmos que o certo é sermos mega magras, até porque essa é uma porcentagem muito pequena das mulheres, ainda mais aqui no Brasil, onde o biotipo é todo curvilíneo.

Vamos todas cair na piscina sem medo!
Vamos todas cair na piscina sem medo! Foda-se os padrões!

Girls também tem um aspecto legal que eu, particularmente, não ligo, mas sei que muitas gostam, que são as roupas. Muitas delas são da boutique da mãe da Jemina Kirke (intérprete da Jessa), que também emprestava suas roupas para a série Sex and the city. Então são super bonitas e estilosas. Falando em estilo, cada personagem tem um, então dá pra se deleitar com diversas roupas e penteados de cabelo diferentes. Eu gosto muito das roupas usadas pela Hannah, mesmo tendo algumas que eu nunca colocaria na vida! Hahahahahaha E falando em cabelo, eu fiquei completamente apaixonada pelo corte de cabelo da Zosia Mamet (que faz a Shoshana) nessa quarta temporada. Pra vocês terem ideia, eu achava a atriz bem feinha até ela aparecer com esse novo corte. Agora a acho linda! E a Shoshana é, sem duvida, minha personagem favorita das meninas. Dos meninos, fico entre o Adam e o Ray, mas o Ray é tão problemático que acho que escolherei ele! Já a personagem que menos gosto acho que nem preciso falar, né? (mas é a Marnie, Ô garota sem sal!!!!!!!!!! e chata!!!!!!!!)

O cabelo novo da Zosia/Shoshana, que eu tô apaixonada!
O cabelo novo da Zosia/Shoshana, que eu tô apaixonada!

A trilha sonora também é bem legal. Claro que não vou lembrar de nenhuma música em particular agora, mas sei que volta e meia eu penso “putz, que música boa!”. Do mais, preciso falar que Girls já foi confirmada para mais uma temporada (yay!), ou seja, ano que vem tem mais Girls por aí! Mas por enquanto vamos todos desfrutar da quarta temporada, que está passando ainda na HBO, aos domingos, meia-noite (de domingo para segunda). Ou então, se você tem NET, pode esperar e ver no Now, como eu faço. O episódio novo sempre no meio da semana, na 3a ou 4a feira. Ou então baixar, né? Com certeza tem disponível por aí. E depois, por favor, venham aqui me dizer o que acharam porque eu quero que todo mundo ame tanto quanto eu!!!!!!!

Essa foto é só porque eu percebi que desgosto tanto da Marnie que não tinha colocado nenhuma foto em que ela aparece antes. Só a de biquíni, mas não dá pra ver seu rosto.
Essa foto é só porque eu percebi que desgosto tanto da Marnie que não tinha colocado nenhuma foto em que ela aparece antes. Só a de biquíni, mas não dá pra ver seu rosto. Ela é a que tá sentada na cadeira da mesinha.