Nostalgia

Tenho saudade da adolescência quando tudo era mais intenso e tudo ficava: toda música, todo filme; tudo perfurava a alma e pedia seu espaço. Pedia não, ordenava. E era lindo. Tipo essa música. Que significava. Tinha um por quê. Um sentido. E ainda tem, ainda significa. Significa adolescência. E esperança (que talvez sejam sinônimos).

 

Ode a loucura

Somos todos loucos ou somos todos poucos.

Ou loucos e poucos?

Ou somos loucos e roucos?

E poucos?

Pouco roucos?

Pouco loucos?

Não sei. Você sabe?

Alguém sabe alguma coisa?

Alguém tem ideia do que tá fazendo aqui?

De como seguir? Que caminho andar? Como percorrer?

É tanta incerteza que é melhor mesmo ser louco.

Muito ou pouco. Rouco ou … Alto?

Tanto faz. O que importa é seguir tentando aos poucos.

Sendo louco.

Viagens: Paraty – Parte II – FLIP

A FLIP – ou Feira Literária Internacional de Paraty – acontece, esse ano, entre os dias 29 de junho e 03 de julho. Não conseguirei ir, infelizmente, mas fui por dois anos seguidos (2013 e 2014) e foi uma experiência maravilhosa! Um evento em que você respira cultura – e que todos presentes estão lá para fazer exatamente o mesmo e tão empolgados quanto você – por dias a fio não tem como não ser delicioso!

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Parte de fora da Tenda dos Autores, em 2013, cujo tema foi Graciliano Ramos – por isso o desenho da Baleia, personagem de Vidas Secas.

Como diz o nome, a FLIP é uma feira dedicada a literatura. Além da venda de livros (porém, os preços não são muito diferentes das livrarias, apesar de ter alguns descontos),  há vários debates e palestras, sempre com a literatura como pano de fundo, alguns de graça, outros pagando. Os eventos principais são sempre na Tenda dos Autores, cujo ingresso está a R$50, mas é possível acompanhar os debates de graça por telões colocados do lado de fora. Às vezes, os lugares do lado de fora acabam e você tem que ver as palestras em pé (ou sentado no chão), mas olha, vale a pena. Porque é cada palestra a debate interessante que você nem vai se importar de estar do lado de fora. Há programação para crianças (Flipinha), uma programação que é mais voltada para jovens (FlipZona) e a FlipMais é feita de outros eventos que não são debates e palestras, como teatro, apresentações musicais e oficinas, espalhados pela cidade. Os eventos da Flipinha, da FlipZona e da FlipMais são de graça, com ingressos distribuídos uma hora antes de cada evento. Os ingressos para a programação principal da FLIP estarão a venda no site Tickets for fun a partir do dia 03 de junho, às 12h.  Ah! E têm, claro, as apresentações de artistas que aproveitam o clima da FLIP de pura cultura e fazem performances no meio da rua, e autores independentes que levam seus livros para vender por lá. É maravilhoso!

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Declamação de poesia.

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Apresentação de violino.

Todo ano, a FLIP homenageia um autor, e esse ano a homenageada é a poeta Ana Cristina Cesar, que faz parte dos poetas marginais, movimento que surgiu durante a ditadura aqui no Brasil e propunha uma crítica ao conservadorismo da sociedade. E preciso dizer que fico muito feliz de ser uma mulher a homenageada da vez, ainda mais em uma época em que nós, mulheres, estamos lutando tão intensamente contra o imenso machismo que ainda existe na sociedade. Ter uma feira como a FLIP saudando a obra de uma mulher tão importante para a literatura é saber que um passo foi dado nesse luta.

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Ana Cristina e um de seus poemas, “Psicografia”. 

Já assisti muita palestra maravilhosa e debates enriquecedores na FLIP. Assisti um bate-papo com o documentarista Eduardo Coutinho um pouco antes de sua morte – e, até hoje, foi uma das melhores coisas que vi lá. Assisti palestras com Daniel Galera, Fernanda Torres, e vários outros autores maravilhosos. Assisti, em plena ebulição das manifestações, um debate sobre política e, claro, as manifestações que me agregou muito. E assisti também palestras e debates em um lugar que, infelizmente, acho que não existe mais, chamado Casa do Autor Roteirista, que era dedicado à arte de se escrever para o audiovisual e que foi o maior achado que fiz na FLIP. Foram aulas maravilhosas que tive lá, com informações que guardarei para sempre, mesmo se eu nunca trabalhar com cinema.

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Casa do Autor Roteirista e algumas das experiências que tive por lá – debate sobre humor (acima) com Marcos Caruso e Allan Sieber, e apresentações de Mariana Ximenes e Domingos Montagner.

 

 

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Tenda dos Autores do lado de fora, com a galera reunida pra ver Fernanda Torres (acima) e a Tenda do lado de dentro (abaixo) no debate sobre política.

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FLIP é lugar de discutir sobre manifestações e de fazer manifestações.

Pra resumir, a FLIP é um evento maravilhoso com um clima maravilhoso que é impossível não se envolver. Só de estar lá, com tanta gente pensando cultura e discutindo cultura já faz você ter um pouco de esperança que o mundo pode melhorar. E, no meu caso, me sinto em casa, com pessoas que são muito parecidas comigo e pensam como eu, o que é tão difícil de encontrar por aí. São dias pra deixar o coração quentinho e o cérebro mais cheio. Ou seja, não tem como ser ruim! Se você por acaso já foi na FLIP ou se for na desse ano, depois vem aqui me contar!

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Mais informações sobre a FLIP: http://flip.org.br/

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Viagens: Paraty – Parte I

Vamos falar hoje de algo que estou pra falar por aqui há MUITO tempo, mas sempre acabo deixando para depois que é Paraty. Esse post é somente um post introdutório, porque não tenho lá taaaaaanta coisa pra falar de Paraty em si. “Mas por que, Livia?” Porque todas as vezes que fui pra Paraty, fui para ir na FLIP – ou Feira Literária Internacional de Paraty – e só fiquei por ali, pelo centro histórico, indo para eventos relacionados a feira, portanto, não posso falar sobre praias, passeios de barco e coisas do tipo. (uma vez, muito tempo atrás, fui pra Paraty sem ser durante a FLIP, mas a colega que foi comigo passou mal e não aproveitei nada da cidade, ou seja, é como se eu não tivesse ido) Mas tem coisas que todo mundo que vai a Paraty deve saber, seja durante a época da FLIP ou não, e é sobre elas que falarei hoje.

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Bem, primeiro, dados básicos. Paraty é uma cidade que fica dentro do estado do Rio de Janeiro, porém, bastante perto de São Paulo: ela fica a 258 km do Rio e a 305 km da cidade de São Paulo, ou seja, a diferença é bem pouca. Do Rio até Paraty, de ônibus, são  em torno de quatro horas e meia de viagem, e a única viação que faz esse percurso é a Costa Verde. Tem vários horários de ônibus saindo de cá (RJ) para lá, mas de Paraty para o Rio os horários já são mais escassos, então sugiro já dar uma olhadinha nas passagens quando chegar lá (ou até antes de sair do Rio, ou da cidade que for). O valor da passagem, por enquanto, está a R$77 (não se esqueça, estou falando saindo do Rio de Janeiro, não sei o valor se for sair das outras cidades). Mas se você tiver carro, aproveita, porque o trajeto não é ruim, não (disse um amigo meu que acabou de ir – e voltar – pra lá dirigindo).

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Centro histórico de Paraty bem cedinho.

Sobre lugares para ficar: a melhor escolha é se hospedar no centro histórico (o que não dá pra fazer caso você vá de carro porque não entra carro no centro histórico) ou perto dele. Qualquer lugar mais afastado vai demandar muita caminhada, já que os principais pontos ficam no centro (centro de informações para turistas, restaurantes, e até boates), principalmente se você for especificamente para a FLIP, como eu fiz, onde TUDO é dentro do centro histórico. Na primeira vez que fui, fiquei em uma pousada, até bem legal, mas que ficava bem longe do centro, inclusive, ficava fora dos “portões da cidade” (sabe, aqueles portais que dizem “bem-vindo a cidade tal”?), totalmente por falta de pesquisa e por deixar pra procurar pousada muito em cima da data da FLIP. Era horrível voltar para a pousada à noite, porque tínhamos que passar por lugares mal iluminados e com circulação frequente de veículos, além do fato de não podermos dar uma descansadinha no meio da tarde, caso ficássemos cansados e tivéssemos uns minutinhos para matar, porque a pousada era muito longe. Já da segunda vez, aprendemos a lição e nos hospedamos em uma pousada dentro do centro histórico (a foto acima foi tirada da janela do nosso quarto), a Pousada do Careca. Foi ótimo. Apesar de ter uma boate bem na frente e à noite ficar um barulhinho alto, nada que fechar a janela não melhorasse. Porém, se você é daquelas pessoas que gostam de um mega conforto, não é o melhor lugar para você. É uma pousada limpa, gostosinha, com café da manha incluso na diária e banheiro dentro do quarto, e não é cara, porém, ela é bem simples. Então, se você quiser um lugar mais chiquezinho e não se importar em pagar um pouco mais caro, melhor procurar algo na Av. Otávio Gama,que fica tipo na orla do centro histórico (meus pais ficaram na pousada Villas de Paraty e amaram, e realmente é uma gracinha lá, eu visitei).

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A orla do centro histórico -mas não do lado onde ficam as pousadas.

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Agora, sobre o que fazer. Como eu disse anteriormente, só fui pra lá na época da feira literária, portanto fiz programas relacionados à feira e não saí do centro histórico. Porém, dicas que posso dar por ali que nada tem a ver com a FLIP são as comidas, e quem não gosta de uma gordice, não é mesmo? O centro histórico é repleto de restaurantes, cafés, sorveterias e barzinhos, esses principalmente pela Praça Matriz, praça principal do centro. Tenho duas sugestões de restaurantes ótimas, uma de comida japonesa e outra de hambúrgueres, ambos na Rua do Comércio, perto da praça Matriz e da ponte. O japonês se chama Disk Japa e, apesar do nome, não faz só entregas. E é maravilhoso! Uma pena eu não ter foto para mostrar aqui, mas olha, vale a pena comer lá um dia. E a hamburgueria é a Dona Maricota, onde comi uma das batatas fritas mais deliciosas da vida (vem temperada com alho e alecrim!) e um hambúrguer de fazer dar pulinhos no banco. Sem contar que o lugar era todo fofo. Porém, não era muito grande,portanto talvez você tenha que ter um pouco de paciência pra esperar um pouquinho (apesar de que nós esperamos quase nada, e olha que era bem no meio da ferveção da FLIP). Dele eu tenho fotos pra vocês babarem!

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A batata frita imensa e o hambúrguer delícia que pedi, ambos do Dona Maricota.

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Outro lugar de comida que fui até me encher foi o Café Pingado (da foto acima). Como boa viciada em café que sou e péssima em localização, era o único café que eu conseguir chegar sem ter que ficar pesquisando no mapa (até porque olhar no mapa e não olhar é a mesma coisa pra mim porque não consigo entender aquelas linhas, gente, tenho problemas!). Mas mesmo se eu conseguisse chegar em outro, teria dificuldade em deixar de lado meu Café Pingado, porque me apaixonei pelo lugar. Não é barato, mas é tudo muito gostoso e super bonitinho! E claro, um lugar super típico de Paraty e que você não pode sair de lá sem ir é o Pastelonni, uma casa de pastéis (ó!) que vende pastéis IMENSOS (têm 30 cm!) e de sabores super diversos, inclusive doces. Eles (os pastéis) são tão grandes que dá até pra comer de almoço! Sério! O único ponto não muito positivo de lá é que os atendentes não são as pessoas mais simpáticas do mundo. Mas nada que respirar fundo não adiante, porque não dá pra sair de lá sem pelo menos um pastelzinho deles. E tem também, claro, as sorveterias. Nesse quesito, não tem muito erro, não. Qualquer uma você sai ganhando!

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Dá pra ver a enormidade desses pastéis?

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Paraty tem alguns centros culturais, como a Casa da Cultura, a Casa Azul e o Museu de Arte Sacra, além do Sesc, que tem programação cultural também. Não sei como é em épocas normais, mas na FLIP tem muitos shows na praça também. Paraty também é muito marcada por eventos culturais. Além da FLIP (29/06 a 03/07), a cidade abriga vários outros festivais, como o Bourbon Fest (festival de jazz, de 20 a 22 de maio), o Festival da Cachaça (11 a 14 de agosto), o Paraty em Foco (de fotografia, de 14 a 18 de setembro), o MIMO (festival de música, de 14 a 16 de outubro), entre vários outros. O que achei muito inteligente da cidade que, apesar de uma cidade pequena, investiu pesado no turismo e está fazendo vários eventos como esses pra animar. Se eu pudesse, ia em todos, menos o do cachaça, que não me desperta o mínimo interesse. Aliás, falando em cachaça, essa é uma das “iguarias” típicas da cidade, tendo várias lojinhas vendendo variados tipos de cachaça.

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Praça Matriz lotada durante a FLIP.

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Como dá pra ver na foto acima, o centro de Paraty é todo feito de pedras, portanto, evite sapatos com salto e prefira sempre os fechados e confortáveis, porque imagina andar de salto nesse chão aí! Falando em o que colocar no pé, vamos falar no que colocar no restante do corpinho. A FLIP costuma ser em meados de julho, portanto, em pleno inverno, e na cidade faz bastante frio, principalmente à noite. Então pode tirar aquele casacão do armário porque você vai usar – se for friorento como eu, aí que não vai ficar sem ele! Mas durante o dia, até no inverno, faz um calorzinho, então dá pra andar por lá de blusa de manga curta sem problemas – mas sempre carregue um casaco com você! No restante do ano, não sei como fica a temperatura, mas acredito que no verão faça um calorzinho safado, então dá pra levar roupas mais frescas. Mas veja bem, isso é apenas uma suposição, porque nunca fui a Paraty sem ser no inverno, então só segue a dica da tia Livia pro inverno mesmo, pras outras estações, pergunta pra alguém que tenha ido lá durante a época que você vai e aí não vai ter erro!  😉

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Roupinha básica de uma noite em Paraty.

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Todo mundo mega agasalhado por causa do frio.

Paraty só tem duas coisas ruins. Uma é que tem muitos cachorros na rua, e são muitos mesmo, principalmente quando você compara a quantidade de cachorros que vê com o tamanico da cidade. Porém, já me disseram que vários donos de doguinhos deixam seus bichinhos passearem pelas ruas, retornando às suas casas à noite. Eu espero encarecidamente que isso seja verdade porque, pelo menos, diminui o número de cachorros que não tem onde morar.

Outra coisa negativa é a quantidade de crianças indígenas pedindo dinheiro nas ruas. Não sei se elas só são exploradas por seus pais na época de festivais e tal, mas na FLIP sempre fica cheio de criança indígena pedindo dinheiro e cantando (em língua indígena) pra ganhar um trocado. Não sei direito como foi a ocupação da cidade e a expulsão desses indígenas de lá, mas sei que ainda há alguns indígenas morando por lá, lutando para manter suas tradições e, infelizmente, em condições não muito boas. O que faz com que seus pais mandem seus filhos para a cidade pedir dinheiro, e é algo bem triste.

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Crianças indígenas cantando na rua.

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Em cima: Negão, cachorro de estimação de uma loa do centro (esq.) e eu tentando conversar com um gatinho (dir.)/ Abaixo: Amigo que fiz que ficava nos seguindo (esq.) e um cachorro de boas pegando sol numa loja (não é o Negão!).

Ah! Tem outra coisa ruim. Eu sou mega contra transportes puxados por cavalos porque acho que não faz sentido eles ficarem levando pessoas e se esforçando enormemente pra que pessoas preguiçosas fiquem confortáveis. E Paraty é uma cidade que tem muita charrete ainda. E nossa, como isso me revolta. Os cavalos parecem ser bem tratados, pelo menos os que vi, mas ainda assim, não gosto e não fiquei feliz de ver.

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Os cavalos esperando na praça.

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Mas Paraty tem muitos mais pontos positivos do que negativos, como já deu pra perceber nesse post enoooooooorme! (espero que vocês leiam todo) É super segura (eu andei por lá com minha câmera pendurada e nada aconteceu), linda e perfeita pra quem gosta de fotografia. Ah! Também têm muito comércio de rua, artesãos e artistas vendendo seus produtos em feirinhas que ocorrem, geralmente, na praça Matriz. O símbolo do comércio de feirinhas de Paraty, o que mais se encontra lá, são uns balãozinhos coloridos para decorar a casa e pendurar onde você quiser. Acho muito difícil sair de lá sem um porque são a coisa mais fofa do mundo! Eu tenho o meu. Do mais, é uma cidade muito tranquila, pra você passar uns dias relaxando – se não for pra FLIP e passar todos os dias correndo pra não chegar atrasado na palestra que quer ir! Falando em FLIP, o próximo post será inteirinho dedicado a ela, então se você quer conhecer um pouquinho mais sobre essa feira literária maravilhosa, fica ligado! (depois farei também um post só com fotos de Paraty, já que, fazendo esse post, percebi que tirei mais fotos meio “artísticas” por lá do que mostrando a cidade em si. hahahahahaha)

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As barraquinhas do lado de lá! Tão vendo?

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Artista com suas obras.

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Bendito

Vamos começar com uma foto pra ilustrar qual vai ser o clima desse post.

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Sim, delicinha de post, delicinha de café! Fui no Bendito do Botafogo Praia Shopping, mas sei que ele tem em vários outros lugares e está pra abrir na Barra também. Como estava perto da Páscoa, o chocolatinho que sempre vem com os cafés deles era em forma de coelhinho! Mas voltei lá um tempo depois e o chocolate veio em forma de bolinha. Ou seja, o chocolate não foi dado só por causa da Páscoa, é prática comum do café, só que tem formatos diferentes. Mas todos são gostosos. Assim como esse capuccino que pedi, que estava muito bom e nem precisei colocar açúcar. O valor tá bem na média (uns 6 reais, o que não é barato, mas é a média dos capuccinos por aí mesmo, infelizmente), então você não vai gastar uma grana maior do que nos outros cafés. E ainda pode pedir várias coisas deliciosas pra acompanhar o cafezinho, como cookies (a especialidade deles – tem até sanduíche de cookie!), brownies ou o salgado delicioso da foto abaixo.

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Sabe o que é essa maravilha? Um pão de queijo de gruyère e parmesão, chamado “Nuvem de queijo”. Devia se chamar perfeição de queijo, porque é saborosíssimo! Derrete na boca, vocês não têm noção! O preço não é lá muito legal, custa dez reais, mas olha, super vale a pena comer pelo menos uma vez na vida porque é de suspirar comendo. Lá no Bendito também tem outros salgados, como torrada petrópolis com vários “toppings” e também tem essa mesma nuvem de queijo recheada com peito de peru e requeijão, que também deve ser um sonho! Algum dia como. Além de vários tipos de cafés, quentes e gelados.  Você pode ver tudo que tem no cardápio do Bendito aqui.

Além disso tudo, de todas essas delícias, fui bem atendida e acho que o espacinho onde fica o Bendito no shopping é bem confortável e, como fica no segundo piso, é super tranquilo. Lugar pra voltar várias e várias vezes!

BENDITO

Botafogo Praia Shopping (Praia de Botafogo, 400), segundo piso – Botafogo. (outras localizações aqui)

Cartões: Todos.

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Zoom (o do Pedro Morelli, não o de super heróis)

Eu e marido fomos ver Zoom. Sim, eu esperava muito do filme, afinal, era um filme produzido pela O2, do Fernando Meirelles (de quem sou fã enlouquecida), com Gael García Bernal (outro que amo) no elenco (mesmo ele sendo somente uma animação). Eu também havia lido e visto algumas coisas sobre o filme que me deixaram mega empolgada. E como sabemos (se você não sabe, tá sabendo agora), a expectativa sempre estraga tudo. Porém, esse foi um dos raros casos em que ela (a expectativa) não estragou NADA! Porque ele me surpreendeu positivamente e, apesar de eu já saber mais ou menos como o filme seria, várias coisas aconteceram que eu não estava esperando, em relação a história e ao estilo do filme.

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Cartaz do filme.

O filme é uma co-produção brasileira e canadense, ou seja, a produção é do Brasil e do Canadá (quando falamos em produção, geralmente estamos falando em quem dá o dinheiro para o filme ser feito). O roteiro é de Matt Hansen, mas o filme foi dirigido por Pedro Morelli, diretor da O2. Ele (o filme) é falado majoritariamente em inglês, mas também tem diálogos em português. O filme tem três histórias principais: a de Emma (Alison Pill), a de Eddie (Gael García Bernal) e a de Michelle (Mariana Ximenes), sendo a última a única com falas em português e que tem cenas rodadas no Brasil (quer dizer, o personagem de Gael também aparece no Brasil, mas ele é um desenho). Uma coisa incrível, que não acho que estrague de jeito nenhum o filme (ou seja, não é spoiler), tanto que eu já sabia disso quando fui assisti-lo e em momento nenhum deixei de ficar encantada com ele, é que as histórias se ligam de uma maneira super original. Explico. Emma é uma desenhista que está fazendo uma história em quadrinhos que tem Eddie como personagem. Eddie é um diretor de cinema que dirige um filme com Michelle como protagonista. E Michelle está escrevendo um livro cujo Emma é a personagem principal. Foda, né? Pois é.

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Alison Pill como Emma.

Além da originalidade do enredo, o desenvolvimento das três histórias também se dá de forma original e sem deixar a peteca cair em nenhuma delas. Tudo faz sentido, até quando não faz (vocês vão entender o que quero dizer quando assistirem ao filme). E o jeito em que uma história passa para a outra também é bem coeso e fluido, ou seja, palmas para a edição! Palmas para tudo, porque está tudo tão espetacular nesse filme que é difícil até dizer o que é melhor – e fica mais difícil ainda falar sobre ele porque, como vocês sabem, tenho muito mais dificuldade de escrever sobre algo que gostei muito.

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Gael como o diretor Eddie.

Mas preciso falar sobre a animação. Não sei quem fez a parte da animação do filme (podia ter pesquisado melhor, não é mesmo, Livia?), mas ela é incrível! O jeito como as imagens vão mudando a medida que a desenhista vai criando ou mudando de ideia, e como é bem história em quadrinhos mesmo (um estilo de quadrinhos), com os cabelos e roupas mudando de cor a cada quadro… Eu fiquei embasbacada e boquiaberta (literalmente) com isso. Era como se eu tivesse assistindo alguém criar uma história em quadrinho na minha frente mesmo, e não um filme. Sério, me impressionou a qualidade. Do filme inteiro, mas especialmente da história focada em Gael, quer dizer, Eddie. O estilo de animação me lembrou muito Waking Life (um filme fantástico que todos DEVEM ver, algum dia falo dele por aqui) e A scanner darkly, mas marido falou que não é o mesmo estilo, não. Acredito porque ele entende muito mais de animação do que eu.

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Jason Priestley, Claudia Ohana e Mariana Ximenes, atores do filme, e o diretor Pedro Morelli.

Sim, senhoras e senhores, esse aí de cima da foto é Jason Priestley, o eterno Brandon de Barrados no Baile (se você for tão velho quanto eu), que atua no filme, e faz par com nossa Mariana Ximenes. É, eu também me surpreendi com a presença dele porque eu nem sabia que ele ainda atuava! Mas a escalação dele para o papel foi perfeita, combinou direitinho! E com isso dou início ao comentário sobre as atuações. Não posso falar muito de Claudia Ohana porque ela aparece muito pouco, mas Mariana Ximenes está bastante bem, o que me fez parar de ver com o preconceito que eu tinha contra ela. Sabe aquelas birras que a gente tem com uma pessoa? Eu tinha com ela. Achava ela super sem graça nas novelas que ela fazia por aqui. Mas então a vi em Muito gelo e dois dedos d’água e já comecei a mudar um pouco minha visão sobre ela (aliás, filme ótimo da Fernanda Young com Paloma Duarte e Laura Cardoso no elenco que precisa ser visto!). Depois, na FLIP (Feira Literária Internacional de Paraty), ela foi em um dos debates que fui na Casa do Autor Roteirista e leu ali na nossa frente uma ceninha e arrasou! Além de ter sido mega simpática. Meu preconceito já caiu mais um pouco. Agora, com esse filme, desisti de vez de implicar com ela e fica muito claro que tudo depende da direção e do personagem (porque, coitada, difícil ter algum personagem interessante nessas novelas, não é mesmo?). A personagem dela no filme – e a história – é a menos empolgante das três, mas ainda assim é melhor do que novela, né? (desculpa aí se você é fã de novelas, mas eu pessoalmente as acho insuportáveis)

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Mariana e Jason num cenário pouco paradisíaco.

Não tenho muito o que falar de Gael, mas Alison Pill está sensacional como Emma. Até porque é a história mais legal de todas (a do Gael também é bem engraçada). E ela se encaixou perfeitamente na personagem (o que não acho que aconteceu na personagem que interpreta no seriado The Family, que tá passando na Sony, mas essa é outra história). Gostei muito do jeito da personagens e as tiradas são sensacionais, e digo isso porque eu nunca seria capaz de pensar rápido como ela pensa, e eu tenho muito inveja dessa capacidade! hahahahaha Mas sério, vocês PRECISAM assistir esse filme porque ele é sensacional, incrível, maravilhoso, impressionante e todos os adjetivos positivos que vocês podem imaginar. Só espero não ter aumentando demais as expectativas de vocês e que o filme acabe decepcionando por causa disso. Se for esse o caso, esqueçam tudo o que falei e vão assistir pensando que ele vai ser um fracasso. Vocês vão se surpreender. 😉

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Bita e os animais

Vamos esquecer todo esse clima tenso que tomou conta do país, pelo menos por uns minutinhos? Vamos! E não tem nada melhor do que um programinha fofo pra se distrair, não é mesmo? Pois bem, por isso vou mostrar pra vocês um programa infantil que nem só criança vai gostar – prova disso é que estou viciada nele e fico cantando as musiquinhas sem parar por aí. E pra vocês comprovarem como é legal e não desistirem de ler o post só porque fala sobre um desenho infantil, vou deixar logo um videozinho pra que vocês se encantem – e também saiam cantarolando a musiquinha por aí!

Bita e os animais faz parte de um mundo maior, chamado O mundo de Bita. Quem é Bita? É esse senhor de bigode laranja aí. Dentro do mundo dele, temos também Bita e o nosso dia e Bita e as brincadeiras, mas como até hoje só vi Bita e os animais (que foi a primeira temporada no programa, que nasceu em 2013), falarei somente sobre esse mundo específico, ok?

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Todo esse mundo de Bita foi criado por uma produtora brasileira, a Mr. Plot, que fica lá em Recife (PE). Vocês não tem ideia do quanto fiquei feliz ao descobrir que esse desenho, de tanta qualidade e tão bem feito, é de criação brasileira. É pra jogar na cara das pessoas que ficam falando que a gente não sabe fazer nada bem (o que eu discordo totalmente). O programa é educativo, claro, feito para crianças pequenas,  no intuito de que as crianças se tornem crianças de bem, portanto as informações que elas acessam precisam ser muito construtivas e responsáveis. E muito divertidas também! E Bita é tudo isso. E, como eu disse antes, não é só porque foi feito para crianças que pessoas mais velhas não vão gostar, porque o programa é tão lindinho e as músicas são tão bem feitas que você acaba se apaixonando. E, claro, super indico a todos que tem filhos, porque, como dito acima, é um programa construtivo que não passa nada de ruim, só coisa linda e fofa!

Cada videozinho que coloquei aqui é um programa, ou seja, são programas curtos e rápidos, que não deixam a criança presa à televisão o dia inteiro. E as musiquinhas são fáceis de aprender e muito, muito bem feitas! Fiquei impressionada com a qualidade musical do programa e, antes de saber que era brasileiro, ou seja, são todas músicas originais mesmo, eu ficava pensando “cara, essa galera da dublagem fez um trabalho muito bom na tradução das músicas”. Hahahahahahahahaha Bita (olha a intimidade!) é super leve, com um astral lá pra cima que te deixa sorrindo e dançando a cada música. Eu abro um sorriso cada vez que vejo um programinha desses. E acho mesmo um programa super saudável pras crianças, e ainda ensina sobre os animaizinhos, além de ter um viés lúdico, principalmente nesse vídeo abaixo, sobre os animais que não existem. Ativa a imaginação, sabe?

Enfim, estou apaixonada pelo mundo mágico de Bita e acho que todo mundo que tem filhos deveria mostrar pras suas crianças. E todo adulto deveria assistir pra voltar um pouco àquele mundo que, muitas vezes, a gente tem dificuldade de acessar, o mundo da imaginação, ainda mais nesse mundo maluco que estamos vivendo hoje. É uma deliciosa válvula de escape!

Fonte para o post: Entrevista com um dos criadores do programa, feito pelo site Corujices.

Site do Mundo Bita

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