Oscar 2018 – Parte 2

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Oi pessoas! Como prometido, hoje vem a segunda parte sobre o Oscar, dessa vez falando sobre os atores. Ainda ficou faltando muita coisa sobre as categorias mais técnicas, mas como tem muito filme que eu não vi indicado para essas categorias, achei melhor não dar minha opinião. Só digo uma coisa: Em ritmo de fuga TEM QUE ganhar nas categorias de edição e mixagem de som e de melhor montagem, porque aquilo ali foi foda! A junção perfeita da música com a ação tá boa demais e não é qualquer um que faz aquilo não!

Melhor Atriz

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Uma foto da Meryl só pra gente admirar essa atriz sensacional mesmo.

Não pode haver Oscar sem Meryl Streep indicada, não é minha gente? E esse não é diferente: lá está ela, plena, maravilhosa, entre as indicadas ao Oscar de melhor atriz em 2018. Porém, não acredito que ganhe, até porque The Post não foi um filme muito comentado. Quem vai ganhar? Minha sugestão é a Frances McDormand, de Três anúncios para um crime. A personagem dela é muito densa, intensa, e a atriz ganhou no Globo de Ouro o prêmio de melhor atriz em filme de drama que, como sabemos, o Oscar geralmente dá preferência em relação aos filmes de outros estilos. Frances está maravilhosa nesse filme? Está. Se ela ganhar, ela vai merecer levar a estatueta pra casa? Vai. Mas eu estou torcendo pela Sally Hawkins, de A forma da água. Ela interpreta uma mulher muda, não fala durante o filme todo, ou seja, precisa passar toda a intenção de sua personagem no olhar, expressão, movimento do corpo, e ela consegue! Ela está perfeita! Se eu fosse escolher, dava o Oscar pra Sally sem pensar duas vezes!

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Frances McDormand em Três anúncios para um crime.

Indicadas:

  • Frances McDormand (Três anúncios para um crime)
  • Margot Robbie (Eu, Tonya)
  • Meryl Streep (The post)
  • Sally Hawkins (A forma da água)
  • Saoirse Ronan (Lady Bird)
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Sally Hawkins em A forma da água.

Melhor Ator

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Daniel Kaluuya em Corra!.

Lá vem uma categoria que não posso opinar muito, já que só vi dois filmes indicados (Corra! e Me chame pelo seu nome). Mas posso dizer que Timothée Chalamet, de Me chame pelo seu nome, está incrivelmente incrível nesse filme. O garoto é novo e faz um personagem super cheio de camadas e complicado – e arrasa! Porém, não acho que ele vá ganhar. Além de ser muito novo, temos Daniel Kaluuya na parada, que está muito, muito, muito bom em Corra!. Se eu fosse escolher, ganharia ele. E pode ser até que ganhe mesmo, já que recebeu um prêmio no Globo de Ouro. Porém, ainda temos Gary Oldman na disputa, por seu Churchill em O destino de uma nação, e aí é que a coisa complica. Primeiro porque o filme é um típico filme que americano gosta de premiar: sobre guerra, sobre a Segunda Guerra, tem uma ação contra nazistas. Pronto, prato cheio para o Oscar. Mas, além disso, Gary Oldman se transformou completamente fisicamente para o papel, que é algo que a Academia adorava premiar (vide Charlize Theron em Monster, Nicole Kidman em As horas, entre outros). Vamos ver se vão continuar seguindo essa linha. Por isso fico na dúvida de para quem vão dar a estátua dourada, mas meu coração está em Daniel (mas se Timothée ganhar também vou ficar bem feliz!).

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Acreditem, esse é o Gary Oldman em O destino de uma nação.

Indicados:

  • Daniel Day-Lewis (Trama fantasma)
  • Daniel Kaluuya (Corra!)
  • Denzel Washington (Roman J. Israel, Esq)
  • Gary Oldman (O destino de uma nação)
  • Timothée Chalamet (Me chame pelo seu nome)
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Não podia deixar de colocar meu fofo-mór, né, gente? Timothée Chalamet em Me chame pelo seu nome. Não dá vontade de apertar?

Melhor Atriz Coadjuvante

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Allison Janney em Eu, Tonya.

Nessa categoria, duas atrizes poderiam facilmente ganhar o Oscar e eu não faço ideia de quem a Academia vai escolher. Talvez eles tendam mais pra Laurie Metcalf, de Lady Bird, mas, sinceramente, eu tenderia mais pra Allison Janney, de Eu, Tonya. O papel da Laurie é mais significativo no filme, já que Lady Bird é praticamente sobre a relação da Lady Bird com a mãe, e ela aparece bem mais do que a Allison em Eu, Tonya. Mas a importância que a personagem da Allison tem é tão grande quanto a de Laurie, e a Allison arrasa nas poucas cenas em que aparece. Além desses dois filmes, só assisti A forma da água, e a Octavia Spencer está ótima como sempre, mas a personagem dela não tem tanta relevância (apesar de também ter) quanto às de Allison e Laurie, por isso acredito que fique entre as duas.

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Laurie Metcalf em Lady Bird.

Indicadas:

  • Allison Janney (Eu, Tonya)
  • Laurie Metcalf (Lady Bird)
  • Lesley Menville (Trama fantasma)
  • Mary J. Blidge (Mudbound)
  • Octavia Spencer (A forma da água)
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Octavia Spencer em A forma da água.

Melhor Ator Coadjuvante

É raro colocarem dois atores do mesmo filme disputando a mesma categoria, mas esse ano aconteceu com Sam Rockwell e Woody Harrelson, ambos de Três anúncios para um crime. E eu tenho quase certeza de que o primeiro leva o prêmio. No caso, se isso acontecer mesmo, eu concordo 100% com a escolha. O personagem do Sam é muito mais difícil que o personagem de Woody, e Sam interpreta com maestria. Ah, a vontade de socar a tela toda vez que ele aparecia! Não assisti Projeto Flórida (mas ouvi falar muito bem) nem Todo o dinheiro do mundo, mas não acho que os atores vão conseguir ganhar do Sam, não.

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Woody Harrelson em Três anúncios para um crime.

Indicados:

  • Christopher Plummer (Todo o dinheiro do mundo)
  • Richard Jenkins (A forma da água)
  • Sam Rockwell (Três anúncios para um crime)
  • Willem Dafoe (Projeto Flórida)
  • Woody Harrelson (Três anúncios para um crime)
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Sam Rockwell em Três anúncios para um crime.

 

Pronto. Essas são minhas apostas sobre as categorias que posso opinar. Tô louca pra chegar domingo logo pra ver se acertei ou não nos meus palpites (até porque participei de uma promoção pra ganhar cinema de graça de acordo com os acertos que eu fizer, então quero muito estar certa!). E vocês? Concordam com meus palpites? Discordam? Quem vocês acham que vai ganhar? Quem vocês querem que ganhe? Deixem as respostas aí nos comentários!

Lembrando que o Oscar é esse domingo, dia 04 de março, e será apresentado pelo Jimmy Kimmel, que já apresentou a premiação no ano passado. A TNT vai começar a exibir a chegada dos atores no tapete vermelho às 20:30, mas a cerimônia em si só começa às 22h (e sabe-se lá que horas acaba!). Se você é como eu e não suporta ouvir a tradução simultânea, dá pra colocar o áudio no original e ouvir em inglês!

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Jimmy Kimmel.

Beijos e até domingo!

PS. O pessoal do Choque de Cultura já disse, no último vídeo deles, que vai comentar o Oscar, mas ainda não informaram onde especificamente. Então fiquem ligados nas redes sociais deles e do Omelete, porque com certeza vai ser hilário! (Atualização: Saiu há umas horas uma notícia no Instagram do Omelete dizendo que a transmissão do Choque de Cultura será no canal do próprio Omelete.)

Oscar 2018

É uma tradição aqui no blog escrever sobre os filmes indicados ao Oscar. Porém, como há de se perceber, faz muito tempo que não escrevo nada aqui no blog. Portanto. em vez de falar sobre cada filme indicado, vou comentar quais são minhas apostas em cada categoria (as que eu tiver como inferir sobre), e mais tarde eu escrevo um pouquinho sobre cada filme. Então vamos lá, categoria por categoria.

Melhor Filme

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Essa é a categoria-mór, a mais esperada da noite. São 9 filmes indicados (já se foi a época que eram só 5 filme nessa categoria), e eu só assisti a 5, mas, pra falar a verdade, acho que só tem 2 (talvez 3) verdadeiramente no páreo. Os filmes são:

  • A forma da água
  • Corra!
  • Dunkirk
  • Lady Bird
  • Me chame pelo seu nome
  • O destino de uma nação
  • The post
  • Trama Fantasma
  • Três anúncios para um crime

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Se o Oscar dependesse da minha votação, ganharia Me chame pelo seu nome. Mas como não depende, eu tenho quase certeza que ganha A forma da água, que me deixaria bem feliz também, porque o filme maravilhoso. Só não dou certeza absoluta porque acho que talvez Três anúncios para um crime também pode ganhar, já que ele foi tão ovacionado no Globo de Ouro. O outro filme que acho que pode ser considerado também é Corra!, já que o Oscar anda combatendo preconceitos (ainda bem!), e o filme é realmente incrível! Tem gente falando de Dunkirk, por ser um filme bem ao estilo Oscar, de guerra e tal, mas não acho que leve a estatueta esse ano. Ainda bem. Esse é um filme que não tive a mínima vontade de assistir, chega de assistir americano vangloriando guerra.

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Melhor Diretor

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Greta Gerwig.

A categoria de melhor diretor já está praticamente ganha pelo Guillermo Del Toro, né gente? Eu queria muito que a Greta Gerwig ganhasse. Ela seria a segunda diretora, nos 90 anos de premiação, a ganhar a categoria (a única ganhadora, até hoje, foi Kathryn Bigelow, por Guerra ao terror, e ela é somente a 5a mulher a ser indicada a categoria em toda história do Oscar! Tá achando que o Oscar é justo? Não é, não! Mas não acho que Greta vá ganhar, porque, como eu disse, a estatueta já está praticamente nas mão de Del Toro. Se eu acho que ele merece? Pra caramba! A forma da água é uma obra-prima, tecnicamente perfeito, um filmão, e ainda é superoriginal e crítico. Mas que eu queria que a Greta ganhasse, ah, eu queria!

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Guillermo Del Toro

Indicados:

  • Christopher Nolan (Dunkirk)
  • Greta Gerwig (Lady Bird)
  • Guillermo Del Toro (A forma da água)
  • Jordan Peele (Corra!)
  • Paul Thomas Anderson (Trama Fantasma)

 

Melhor Roteiro Adaptado

Indicados:

  • A grande jogada (Aaron Sorkin)
  • Artista do desastre (Scott Neustadter e Michael H. Weber)
  • Logan (Scott Frank, James Mangold e Michael Green)
  • Me chame pelo seu nome (James Ivory)
  • Mudbound (Virgil Williams and Dee Rees)
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James Ivory, o roteirista de Me chame pelo seu nome.

Nessa categoria, não preciso nem pensar duas vezes: Me chame pelo seu nome VAI ganhar. “Ai Livia, como você pode dizer isso, se você nem viu os outros filmes?”. É verdade, não vi. Aliás, assisti Logan, mas, né, o filme é bom e tal, mas nem se compara. Eu queria ter conseguido ver Mudbound, porque é o único que acho que pode conseguir se equiparar um pouco ao Call me by your nome (no original) em questão de roteiro. Mas tirando ele, não tem pra ninguém. É um roteiro muito bem construído, sem nada fora do lugar, com diálogos incríveis, silêncios no lugar certo, também uma obra-prima (mas sem ser filmão, ou seja, é um filme independente, simples, e completamente maravilhoso). Já ganhou. E se não ganhar, é roubo!

Melhor Roteiro Original

Nessa categoria, assisti a quase todos os filmes; só deixei escapar Doentes de amor. Mas os outros quatro eu assisti e vou te dizer que é uma das categorias mais difíceis de escolher um candidato. Olha quem tá no páreo:

  • A forma da água (Guillermo Del Toro)
  • Corra! (Jordan Peele)
  • Doentes de amor (Emily V. Gordon e Kumail Nanjiani)
  • Lady Bird (Greta Gerwig)
  • Três anúncios para um crime (Martin McDonagh)
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Jordan Peele, roteirista de Corra!.

Gente, se vocês viram esses filmes, vocês sabem que os roteiros são incríveis! Cada um de um jeito diferente, cada um de um estilo diferente, mas são todos igualmente bem construídos, assim como Me chame pelo seu nome. Eu, obviamente, mais uma vez, gostaria de ver a Greta vencedora, porque nunca se viu um filme sobre “coming of age” (algo como um adolescente virando um adulto) de uma mulher. Geralmente, nesses filmes, o personagem principal é sempre um garoto virando um homem. E, além disso, o roteiro é tão sutil, tão leve, e tão real e verdadeiro que já merecia o Oscar só por isso, por passar um período tão conturbado da vida de uma pessoa de uma maneira tão delicada. E cara, é o primeiro roteiro dela! Como ela conseguiu fazer um filme tão bom de primeira eu não sei! Mas, porém, contudo, não acho que ela ganhe. Eu tinha certeza que Guillermo Del Toro ia ganhar esse prêmio, até surgir a polêmica do plágio (o filho de um dramaturgo alega que a história do filme é copiada de uma peça de seu pai de 1969). Agora já não sei mais nada! Como os roteiros de Três anúncios para um crime e Corra! também são sensacionais, acho que qualquer um pode – e merece- levar esse prêmio.

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Martin McDonagh, roteirista de Três anúncios para um crime.

Melhor Fotografia

Indicados:

  • A forma da água (Dan Laustsen)
  • Blade Runner 2049 (Roger Deakins)
  • Dunkirk (Hoyte van Hoytema)
  • Mudbound (Rachel Morrison)
  • O destino de uma nação (Bruno Delbonnel)

Essa é outra categoria que não posso dar muita sugestão, já que só assisti a um filme indicado (A forma da água). Porém, acho válido, muito válido, informar que essa é a PRIMEIRA VEZ que uma mulher é indicada ao prêmio de melhor fotografia. Você acha que é porque não existe mulheres fotógrafas boas? Não. É pelo simples de que não dão oportunidade e, quando dão oportunidade, a Academia opta por escolher o seu grupinho de sempre. Agora começamos a ver nas indicações um grupo mais heterogêneo porque, depois de anos e anos, resolveram modificar os membros da Academia, adicionando pessoas mais variadas e retirando do poder os mesmo homens brancos de sempre, que tinham, em sua maioria, o mesmo gosto para filmes (por que vocês acham que filmes de guerra e que exaltavam o poderio americano sempre ganhavam?). E, aos poucos, vamos vendo o resultado dessa mudança. E que isso vá se ampliando cada vez mais.

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Rachel Morrison, fotógrafa de Mudbound.

Minha aposta? Ah, gente, não sou capaz de opinar (afinal, não posso opinar assistindo somente a um filme da categoria). Mas eu não ficaria triste se a Rachel ganhasse.

 

Como não quero fazer um post gigante (apesar de já estar), deixo para falar das categorias de melhor atriz/ator principal e coadjuvante em outro post. E também de outras categorias mais técnicas. Ah! Se você quiser que eu explique melhor alguma coisa relacionada ao Oscar, só me pedir. Mas também tenho alguns posts antigos que falam um pouquinho sobre o que é cada categoria, só clicar aqui.

Beijos e até a próxima!

Nostalgia

Tenho saudade da adolescência quando tudo era mais intenso e tudo ficava: toda música, todo filme; tudo perfurava a alma e pedia seu espaço. Pedia não, ordenava. E era lindo. Tipo essa música. Que significava. Tinha um por quê. Um sentido. E ainda tem, ainda significa. Significa adolescência. E esperança (que talvez sejam sinônimos).

 

Ode a loucura

Somos todos loucos ou somos todos poucos.

Ou loucos e poucos?

Ou somos loucos e roucos?

E poucos?

Pouco roucos?

Pouco loucos?

Não sei. Você sabe?

Alguém sabe alguma coisa?

Alguém tem ideia do que tá fazendo aqui?

De como seguir? Que caminho andar? Como percorrer?

É tanta incerteza que é melhor mesmo ser louco.

Muito ou pouco. Rouco ou … Alto?

Tanto faz. O que importa é seguir tentando aos poucos.

Sendo louco.

Viagens: Paraty – Parte II – FLIP

A FLIP – ou Feira Literária Internacional de Paraty – acontece, esse ano, entre os dias 29 de junho e 03 de julho. Não conseguirei ir, infelizmente, mas fui por dois anos seguidos (2013 e 2014) e foi uma experiência maravilhosa! Um evento em que você respira cultura – e que todos presentes estão lá para fazer exatamente o mesmo e tão empolgados quanto você – por dias a fio não tem como não ser delicioso!

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Parte de fora da Tenda dos Autores, em 2013, cujo tema foi Graciliano Ramos – por isso o desenho da Baleia, personagem de Vidas Secas.

Como diz o nome, a FLIP é uma feira dedicada a literatura. Além da venda de livros (porém, os preços não são muito diferentes das livrarias, apesar de ter alguns descontos),  há vários debates e palestras, sempre com a literatura como pano de fundo, alguns de graça, outros pagando. Os eventos principais são sempre na Tenda dos Autores, cujo ingresso está a R$50, mas é possível acompanhar os debates de graça por telões colocados do lado de fora. Às vezes, os lugares do lado de fora acabam e você tem que ver as palestras em pé (ou sentado no chão), mas olha, vale a pena. Porque é cada palestra a debate interessante que você nem vai se importar de estar do lado de fora. Há programação para crianças (Flipinha), uma programação que é mais voltada para jovens (FlipZona) e a FlipMais é feita de outros eventos que não são debates e palestras, como teatro, apresentações musicais e oficinas, espalhados pela cidade. Os eventos da Flipinha, da FlipZona e da FlipMais são de graça, com ingressos distribuídos uma hora antes de cada evento. Os ingressos para a programação principal da FLIP estarão a venda no site Tickets for fun a partir do dia 03 de junho, às 12h.  Ah! E têm, claro, as apresentações de artistas que aproveitam o clima da FLIP de pura cultura e fazem performances no meio da rua, e autores independentes que levam seus livros para vender por lá. É maravilhoso!

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Declamação de poesia.
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Apresentação de violino.

Todo ano, a FLIP homenageia um autor, e esse ano a homenageada é a poeta Ana Cristina Cesar, que faz parte dos poetas marginais, movimento que surgiu durante a ditadura aqui no Brasil e propunha uma crítica ao conservadorismo da sociedade. E preciso dizer que fico muito feliz de ser uma mulher a homenageada da vez, ainda mais em uma época em que nós, mulheres, estamos lutando tão intensamente contra o imenso machismo que ainda existe na sociedade. Ter uma feira como a FLIP saudando a obra de uma mulher tão importante para a literatura é saber que um passo foi dado nesse luta.

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Ana Cristina e um de seus poemas, “Psicografia”. 

Já assisti muita palestra maravilhosa e debates enriquecedores na FLIP. Assisti um bate-papo com o documentarista Eduardo Coutinho um pouco antes de sua morte – e, até hoje, foi uma das melhores coisas que vi lá. Assisti palestras com Daniel Galera, Fernanda Torres, e vários outros autores maravilhosos. Assisti, em plena ebulição das manifestações, um debate sobre política e, claro, as manifestações que me agregou muito. E assisti também palestras e debates em um lugar que, infelizmente, acho que não existe mais, chamado Casa do Autor Roteirista, que era dedicado à arte de se escrever para o audiovisual e que foi o maior achado que fiz na FLIP. Foram aulas maravilhosas que tive lá, com informações que guardarei para sempre, mesmo se eu nunca trabalhar com cinema.

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Casa do Autor Roteirista e algumas das experiências que tive por lá – debate sobre humor (acima) com Marcos Caruso e Allan Sieber, e apresentações de Mariana Ximenes e Domingos Montagner.

 

 

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Tenda dos Autores do lado de fora, com a galera reunida pra ver Fernanda Torres (acima) e a Tenda do lado de dentro (abaixo) no debate sobre política.
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FLIP é lugar de discutir sobre manifestações e de fazer manifestações.

Pra resumir, a FLIP é um evento maravilhoso com um clima maravilhoso que é impossível não se envolver. Só de estar lá, com tanta gente pensando cultura e discutindo cultura já faz você ter um pouco de esperança que o mundo pode melhorar. E, no meu caso, me sinto em casa, com pessoas que são muito parecidas comigo e pensam como eu, o que é tão difícil de encontrar por aí. São dias pra deixar o coração quentinho e o cérebro mais cheio. Ou seja, não tem como ser ruim! Se você por acaso já foi na FLIP ou se for na desse ano, depois vem aqui me contar!

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Mais informações sobre a FLIP: http://flip.org.br/

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Viagens: Paraty – Parte I

Vamos falar hoje de algo que estou pra falar por aqui há MUITO tempo, mas sempre acabo deixando para depois que é Paraty. Esse post é somente um post introdutório, porque não tenho lá taaaaaanta coisa pra falar de Paraty em si. “Mas por que, Livia?” Porque todas as vezes que fui pra Paraty, fui para ir na FLIP – ou Feira Literária Internacional de Paraty – e só fiquei por ali, pelo centro histórico, indo para eventos relacionados a feira, portanto, não posso falar sobre praias, passeios de barco e coisas do tipo. (uma vez, muito tempo atrás, fui pra Paraty sem ser durante a FLIP, mas a colega que foi comigo passou mal e não aproveitei nada da cidade, ou seja, é como se eu não tivesse ido) Mas tem coisas que todo mundo que vai a Paraty deve saber, seja durante a época da FLIP ou não, e é sobre elas que falarei hoje.

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Bem, primeiro, dados básicos. Paraty é uma cidade que fica dentro do estado do Rio de Janeiro, porém, bastante perto de São Paulo: ela fica a 258 km do Rio e a 305 km da cidade de São Paulo, ou seja, a diferença é bem pouca. Do Rio até Paraty, de ônibus, são  em torno de quatro horas e meia de viagem, e a única viação que faz esse percurso é a Costa Verde. Tem vários horários de ônibus saindo de cá (RJ) para lá, mas de Paraty para o Rio os horários já são mais escassos, então sugiro já dar uma olhadinha nas passagens quando chegar lá (ou até antes de sair do Rio, ou da cidade que for). O valor da passagem, por enquanto, está a R$77 (não se esqueça, estou falando saindo do Rio de Janeiro, não sei o valor se for sair das outras cidades). Mas se você tiver carro, aproveita, porque o trajeto não é ruim, não (disse um amigo meu que acabou de ir – e voltar – pra lá dirigindo).

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Centro histórico de Paraty bem cedinho.

Sobre lugares para ficar: a melhor escolha é se hospedar no centro histórico (o que não dá pra fazer caso você vá de carro porque não entra carro no centro histórico) ou perto dele. Qualquer lugar mais afastado vai demandar muita caminhada, já que os principais pontos ficam no centro (centro de informações para turistas, restaurantes, e até boates), principalmente se você for especificamente para a FLIP, como eu fiz, onde TUDO é dentro do centro histórico. Na primeira vez que fui, fiquei em uma pousada, até bem legal, mas que ficava bem longe do centro, inclusive, ficava fora dos “portões da cidade” (sabe, aqueles portais que dizem “bem-vindo a cidade tal”?), totalmente por falta de pesquisa e por deixar pra procurar pousada muito em cima da data da FLIP. Era horrível voltar para a pousada à noite, porque tínhamos que passar por lugares mal iluminados e com circulação frequente de veículos, além do fato de não podermos dar uma descansadinha no meio da tarde, caso ficássemos cansados e tivéssemos uns minutinhos para matar, porque a pousada era muito longe. Já da segunda vez, aprendemos a lição e nos hospedamos em uma pousada dentro do centro histórico (a foto acima foi tirada da janela do nosso quarto), a Pousada do Careca. Foi ótimo. Apesar de ter uma boate bem na frente e à noite ficar um barulhinho alto, nada que fechar a janela não melhorasse. Porém, se você é daquelas pessoas que gostam de um mega conforto, não é o melhor lugar para você. É uma pousada limpa, gostosinha, com café da manha incluso na diária e banheiro dentro do quarto, e não é cara, porém, ela é bem simples. Então, se você quiser um lugar mais chiquezinho e não se importar em pagar um pouco mais caro, melhor procurar algo na Av. Otávio Gama,que fica tipo na orla do centro histórico (meus pais ficaram na pousada Villas de Paraty e amaram, e realmente é uma gracinha lá, eu visitei).

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A orla do centro histórico -mas não do lado onde ficam as pousadas.

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Agora, sobre o que fazer. Como eu disse anteriormente, só fui pra lá na época da feira literária, portanto fiz programas relacionados à feira e não saí do centro histórico. Porém, dicas que posso dar por ali que nada tem a ver com a FLIP são as comidas, e quem não gosta de uma gordice, não é mesmo? O centro histórico é repleto de restaurantes, cafés, sorveterias e barzinhos, esses principalmente pela Praça Matriz, praça principal do centro. Tenho duas sugestões de restaurantes ótimas, uma de comida japonesa e outra de hambúrgueres, ambos na Rua do Comércio, perto da praça Matriz e da ponte. O japonês se chama Disk Japa e, apesar do nome, não faz só entregas. E é maravilhoso! Uma pena eu não ter foto para mostrar aqui, mas olha, vale a pena comer lá um dia. E a hamburgueria é a Dona Maricota, onde comi uma das batatas fritas mais deliciosas da vida (vem temperada com alho e alecrim!) e um hambúrguer de fazer dar pulinhos no banco. Sem contar que o lugar era todo fofo. Porém, não era muito grande,portanto talvez você tenha que ter um pouco de paciência pra esperar um pouquinho (apesar de que nós esperamos quase nada, e olha que era bem no meio da ferveção da FLIP). Dele eu tenho fotos pra vocês babarem!

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A batata frita imensa e o hambúrguer delícia que pedi, ambos do Dona Maricota.

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Outro lugar de comida que fui até me encher foi o Café Pingado (da foto acima). Como boa viciada em café que sou e péssima em localização, era o único café que eu conseguir chegar sem ter que ficar pesquisando no mapa (até porque olhar no mapa e não olhar é a mesma coisa pra mim porque não consigo entender aquelas linhas, gente, tenho problemas!). Mas mesmo se eu conseguisse chegar em outro, teria dificuldade em deixar de lado meu Café Pingado, porque me apaixonei pelo lugar. Não é barato, mas é tudo muito gostoso e super bonitinho! E claro, um lugar super típico de Paraty e que você não pode sair de lá sem ir é o Pastelonni, uma casa de pastéis (ó!) que vende pastéis IMENSOS (têm 30 cm!) e de sabores super diversos, inclusive doces. Eles (os pastéis) são tão grandes que dá até pra comer de almoço! Sério! O único ponto não muito positivo de lá é que os atendentes não são as pessoas mais simpáticas do mundo. Mas nada que respirar fundo não adiante, porque não dá pra sair de lá sem pelo menos um pastelzinho deles. E tem também, claro, as sorveterias. Nesse quesito, não tem muito erro, não. Qualquer uma você sai ganhando!

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Dá pra ver a enormidade desses pastéis?

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Paraty tem alguns centros culturais, como a Casa da Cultura, a Casa Azul e o Museu de Arte Sacra, além do Sesc, que tem programação cultural também. Não sei como é em épocas normais, mas na FLIP tem muitos shows na praça também. Paraty também é muito marcada por eventos culturais. Além da FLIP (29/06 a 03/07), a cidade abriga vários outros festivais, como o Bourbon Fest (festival de jazz, de 20 a 22 de maio), o Festival da Cachaça (11 a 14 de agosto), o Paraty em Foco (de fotografia, de 14 a 18 de setembro), o MIMO (festival de música, de 14 a 16 de outubro), entre vários outros. O que achei muito inteligente da cidade que, apesar de uma cidade pequena, investiu pesado no turismo e está fazendo vários eventos como esses pra animar. Se eu pudesse, ia em todos, menos o do cachaça, que não me desperta o mínimo interesse. Aliás, falando em cachaça, essa é uma das “iguarias” típicas da cidade, tendo várias lojinhas vendendo variados tipos de cachaça.

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Praça Matriz lotada durante a FLIP.

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Como dá pra ver na foto acima, o centro de Paraty é todo feito de pedras, portanto, evite sapatos com salto e prefira sempre os fechados e confortáveis, porque imagina andar de salto nesse chão aí! Falando em o que colocar no pé, vamos falar no que colocar no restante do corpinho. A FLIP costuma ser em meados de julho, portanto, em pleno inverno, e na cidade faz bastante frio, principalmente à noite. Então pode tirar aquele casacão do armário porque você vai usar – se for friorento como eu, aí que não vai ficar sem ele! Mas durante o dia, até no inverno, faz um calorzinho, então dá pra andar por lá de blusa de manga curta sem problemas – mas sempre carregue um casaco com você! No restante do ano, não sei como fica a temperatura, mas acredito que no verão faça um calorzinho safado, então dá pra levar roupas mais frescas. Mas veja bem, isso é apenas uma suposição, porque nunca fui a Paraty sem ser no inverno, então só segue a dica da tia Livia pro inverno mesmo, pras outras estações, pergunta pra alguém que tenha ido lá durante a época que você vai e aí não vai ter erro!  😉

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Roupinha básica de uma noite em Paraty.
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Todo mundo mega agasalhado por causa do frio.

Paraty só tem duas coisas ruins. Uma é que tem muitos cachorros na rua, e são muitos mesmo, principalmente quando você compara a quantidade de cachorros que vê com o tamanico da cidade. Porém, já me disseram que vários donos de doguinhos deixam seus bichinhos passearem pelas ruas, retornando às suas casas à noite. Eu espero encarecidamente que isso seja verdade porque, pelo menos, diminui o número de cachorros que não tem onde morar.

Outra coisa negativa é a quantidade de crianças indígenas pedindo dinheiro nas ruas. Não sei se elas só são exploradas por seus pais na época de festivais e tal, mas na FLIP sempre fica cheio de criança indígena pedindo dinheiro e cantando (em língua indígena) pra ganhar um trocado. Não sei direito como foi a ocupação da cidade e a expulsão desses indígenas de lá, mas sei que ainda há alguns indígenas morando por lá, lutando para manter suas tradições e, infelizmente, em condições não muito boas. O que faz com que seus pais mandem seus filhos para a cidade pedir dinheiro, e é algo bem triste.

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Crianças indígenas cantando na rua.
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Em cima: Negão, cachorro de estimação de uma loa do centro (esq.) e eu tentando conversar com um gatinho (dir.)/ Abaixo: Amigo que fiz que ficava nos seguindo (esq.) e um cachorro de boas pegando sol numa loja (não é o Negão!).

Ah! Tem outra coisa ruim. Eu sou mega contra transportes puxados por cavalos porque acho que não faz sentido eles ficarem levando pessoas e se esforçando enormemente pra que pessoas preguiçosas fiquem confortáveis. E Paraty é uma cidade que tem muita charrete ainda. E nossa, como isso me revolta. Os cavalos parecem ser bem tratados, pelo menos os que vi, mas ainda assim, não gosto e não fiquei feliz de ver.

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Os cavalos esperando na praça.

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Mas Paraty tem muitos mais pontos positivos do que negativos, como já deu pra perceber nesse post enoooooooorme! (espero que vocês leiam todo) É super segura (eu andei por lá com minha câmera pendurada e nada aconteceu), linda e perfeita pra quem gosta de fotografia. Ah! Também têm muito comércio de rua, artesãos e artistas vendendo seus produtos em feirinhas que ocorrem, geralmente, na praça Matriz. O símbolo do comércio de feirinhas de Paraty, o que mais se encontra lá, são uns balãozinhos coloridos para decorar a casa e pendurar onde você quiser. Acho muito difícil sair de lá sem um porque são a coisa mais fofa do mundo! Eu tenho o meu. Do mais, é uma cidade muito tranquila, pra você passar uns dias relaxando – se não for pra FLIP e passar todos os dias correndo pra não chegar atrasado na palestra que quer ir! Falando em FLIP, o próximo post será inteirinho dedicado a ela, então se você quer conhecer um pouquinho mais sobre essa feira literária maravilhosa, fica ligado! (depois farei também um post só com fotos de Paraty, já que, fazendo esse post, percebi que tirei mais fotos meio “artísticas” por lá do que mostrando a cidade em si. hahahahahaha)

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As barraquinhas do lado de lá! Tão vendo?
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Artista com suas obras.

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Queria Tanto (primeiro livro, publicado em 2011)

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Bendito

Vamos começar com uma foto pra ilustrar qual vai ser o clima desse post.

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Sim, delicinha de post, delicinha de café! Fui no Bendito do Botafogo Praia Shopping, mas sei que ele tem em vários outros lugares e está pra abrir na Barra também. Como estava perto da Páscoa, o chocolatinho que sempre vem com os cafés deles era em forma de coelhinho! Mas voltei lá um tempo depois e o chocolate veio em forma de bolinha. Ou seja, o chocolate não foi dado só por causa da Páscoa, é prática comum do café, só que tem formatos diferentes. Mas todos são gostosos. Assim como esse capuccino que pedi, que estava muito bom e nem precisei colocar açúcar. O valor tá bem na média (uns 6 reais, o que não é barato, mas é a média dos capuccinos por aí mesmo, infelizmente), então você não vai gastar uma grana maior do que nos outros cafés. E ainda pode pedir várias coisas deliciosas pra acompanhar o cafezinho, como cookies (a especialidade deles – tem até sanduíche de cookie!), brownies ou o salgado delicioso da foto abaixo.

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Sabe o que é essa maravilha? Um pão de queijo de gruyère e parmesão, chamado “Nuvem de queijo”. Devia se chamar perfeição de queijo, porque é saborosíssimo! Derrete na boca, vocês não têm noção! O preço não é lá muito legal, custa dez reais, mas olha, super vale a pena comer pelo menos uma vez na vida porque é de suspirar comendo. Lá no Bendito também tem outros salgados, como torrada petrópolis com vários “toppings” e também tem essa mesma nuvem de queijo recheada com peito de peru e requeijão, que também deve ser um sonho! Algum dia como. Além de vários tipos de cafés, quentes e gelados.  Você pode ver tudo que tem no cardápio do Bendito aqui.

Além disso tudo, de todas essas delícias, fui bem atendida e acho que o espacinho onde fica o Bendito no shopping é bem confortável e, como fica no segundo piso, é super tranquilo. Lugar pra voltar várias e várias vezes!

BENDITO

Botafogo Praia Shopping (Praia de Botafogo, 400), segundo piso – Botafogo. (outras localizações aqui)

Cartões: Todos.

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